sexta-feira, dezembro 18, 2015

Guerra nas Estrelas - O despertar da Força (Star Wars - The Force awakens), de JJ Abrams

Pode ler, rapaziada! Não tem spoilers.

Foi uma longa espera. Literalmente! Era uma quarta-feira, 23h40, sessão de pré-estreia no Cinemark, quando a iluminação foi reduzida e a tela, acesa. O que era para ser 11 minutos de anúncios e trailers (por razões contratuais, a projeção estava marcada para começar 0h01), se estendeu por lamentáveis 50 minutos. Precisamente às 0h41 de quinta-feira, a cartela com aquela frase emblemática - Há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante... - apareceu. O público foi ao delírio. Começava Guerra nas Estrelas - O despertar da Força.

Ao meu lado, quem também ia ao delírio era minha pequena princesa rebelde de apenas 7 anos, já iniciada na saga de George Lucas, devidamente indumentada com vestido branco e penteado da Leia no Episódio 4 - os famosos coques-rosquinha. Logo na abertura, que se assemelha muito a tantas outras com as quais nos acostumamos, temos uma pequena amostra de que sim, veremos basicamente a mesma trama de sempre, mas com um adicional de velocidade na edição.

Sem spoilers, o que se pode dizer é que o novo filme da franquia tem tudo para agradar os fãs da série. J J Abrams, calejado com o público geek, tem os paranauê necessários para voltar a realizar a tarefa que a primeira trilogia fez com maestria, mas que foi esquecida pela segunda: contar uma história simples. Nada de tramas mirabolantes, reviravoltas inesperadas e sistemas políticos intergaláticos complexos.

Não é que o argumento seja tão simples assim, nem tampouco mais do mesmo. Tem lá aquela enxurrada de referências, tanto nos diálogos, quanto na ação. No entanto, mérito do diretor, os novos personagens adicionam algo que não vimos anteriormente. Em primeiro lugar, Finn, o Stormtrooper arrependido que larga as armas para fugir, nos dá uma perspectiva inédita e humaniza um personagem que, anteriormente, era apenas decorativo - para citar Michel Temer. BB8, o pequeno dróide esférico, tem a difícil tarefa de substituir o imbatível R2-D2 - e o faz com uma eficiência absurdamente incrível! Impossível não querer ter um boneco dele em casa.

O vilão da história, Kylo Ren, acrescenta outra novidade que, no meu ponto de vista, é o grande trunfo desse primeiro filme da nova trilogia: podemos ver a fisionomia e a expressão do vilão enquanto ele age. Bem diferente do que acontecia com Darth Vader, cuja voz e pantomima eram marcantes por conta da figura estática da máscara. Essa humanização de Kylo Ren proporciona a construção de um antagonista complexo e bastante interessante, interpretado à altura por Adam Driver.

Só gente bonita nessa tal Millennium Falcon!

As cenas de batalha ganharam ângulos bastante interessantes, com passagens de tirar o fôlego. E o mais bacana é que aquelas tomadas do cockpit das X-Wings, com os pilotos em primeiro plano, continuam as mesmas de anos atrás!

No fim das contas, o filme é entretenimento como entretenimento deve ser. Divertido, empolgante e com aquele desfecho que deixa o espectador desesperado para conferir o próximo capítulo.

Curioso foi, ao término da projeção, o comentário de um rapaz, catedrático de Guerra nas Estrelas, sobre o que havia acabado de ver. Meio cabisbaixo, me confessou:

- Achei o filme muito infantil.

Olhei para o lado. Lá estava minha pequena princesa rebelde, completamente excitada por tudo que tinha acabado de ver. Tive que fazer a réplica, inevitável:

- Me diga qual filme de Guerra nas Estrelas não é infantil. Inclusive, não é por isso mesmo que estamos aqui?

Que a Força esteja com vocês.

4 comentários:

Kamila Azevedo disse...

Ainda não assisti ao novo "Star Wars", mas estou ansiosíssima! Por tudo que tenho lido sobre o filme. As sessões deste final de semana, aqui em Natal, todas esgotaram!

Luciano Andrade disse...

Voltei na minha criança. Ainda bem!

Luciano Andrade disse...

Voltei na minha criança. Ainda bem!

Tadeu Nogueira disse...

Achei um mais do mesmo! Por isso, entendo o comentário de "infantil". Os outros tinham histórias novas e sim, teve algo mirabolante, como o fato de haver um pai "vilão" e um filho "mocinho" revelado somente no segundo filme. Além de ser bem interessante a idéia de forças das sombras e da luz. Esse filme infelizmente me pareceu mais do mesmo. Legalzinho, apenas isso para mim.