sábado, maio 02, 2015

Magia ao luar, de Woody Allen

O velho Allen sabe mesmo fazer cinema. Isso já estava comprovado faz tempo. Parece, no entanto, que a idade lhe caiu muito bem. Sem aquela pretensão anterior de fundamentar seus filmes com inesgotáveis referências intelectuais, uma vez que não precisa mais provar nada a ninguém, suas produções têm a despretensão que tão bem faz à sétima arte. Em Magia ao luar, ele tem as luxuosas participações de duas grandes estrelas, igualmente despretensiosas: Colin Firth e seu sotaque refinadamente britânico e Emma Stone - na minha singela opinião, uma das atrizes mais fodas da atualidade.

Assumidamente (estranho ter que usar este advérbio, mas vá lá...) ateu, cético de carteirinha, Allen conta uma divertida história sobre uma moça que, ao que parece, tem poderes de ler o passado e o futuro. Quando uma rica família aristocrata se encanta com seus poderes sobrenaturais, a ponto de querer investir muito dinheiro nisso, um mágico especialista em truques de ilusionismo é chamado para tentar verificar se há uma emboscada por trás de tais dons adivinhatórios.

"Madame lê passada, presenta e futura... e faz as unhas."

O feijão com arroz para uma boa diversão está lá. Personagens interessantes, trilha sonora caprichada, figurinos nos trinques e ótimos diálogos, apoiados nas atuações irrepreensíveis dos dois protagonistas. Firth funciona como um alter ego de Allen, colocando a racionalidade combativa do diretor a favor da comédia de costumes.

Ponto para Allen!

Um comentário:

Kamila Azevedo disse...

Uma pena que "Magia ao Luar" tenha tido uma trajetória ridícula nas salas de cinema brasileiras. Não tive a oportunidade de conferir e espero poder fazer isso logo!