quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Mesmo se nada der certo (Begin again), de John Carney

Posso resumir em apenas uma frase esse filme, e aí nem precisaria escrever mais nada > um filme mediano de muita música merda. Mas em respeito aos meus queridos e poucos leitores eu vou adiante para espinafrar um pouco mais essa perda de tempo chamada Mesmo se nada der certo - uma comédia romântica que tem apenas um mérito. Falaremos dele adiante. Por enquanto, o linchamento.

Logo nos primeiros minutos de projeção, a primeira música, os primeiros acordes menores, o primeiro lamento e eu já pensei cá com meus botões: nossa, parece aquela banda horrível, Maroon 5. Desconhecedor assíduo da música popularesca estadunidense - sou do tipo que confunde Nicki Minaj com Kylie Minogue (que é australiana) e não sabe a grafia correta de Beyoncé (tive que pesquisar no Google) -, foi só mais tarde que descobri que um dos protagonistas, ora, vejam só, é o vocalista da dita banda. Soubesse desde o início, teria me poupado de assistir ao filme.

Para piorar, Mesmo se nada der certo tem um dos atores mais insossos da atualidade, mesmo com a cara de bonachão simpático. Mark Ruffalo é fraco, muito fraco. E aqui está bem fraquinho, coitado. Faz par não romântico, mas cheio de tensão sexual, com a boa atriz Keira Knightley, cuja personagem, coitada, mais parece um fiapo de Madalena-arrependida, chata demais. No roteiro, os dois planejam dar a volta por cima. Ela, esquecer o pé na bunda do Maroon 5 e gravar um disco com suas composições próprias. Ele, dar a volta por cima no mercado fonográfico e provar ao ex-sócio que ainda pode produzir um artista de sucesso.

Ei, mas você não falou que tinha um mérito? - perguntam.

Tem. E lembrei de outros enquanto escrevia aqui. O bacana é que o argumento tem lá uma crítica ao star system do mundo da música. Questiona o que é o sucesso, para que serve uma composição, qual é o valor de um disco etc. De maneira meio torta, mas questiona. Outro ponto forte é o coadjuvante James Corden, responsável por uma cena interessante na qual, durante uma festa, desafia as pessoas a não se entregar e dançar uma determinada música. Dá vontade de fazer a brincadeira na próxima festa em que eu estiver presente. E, por último, é preciso admitir, o filme não acaba com o clichê máximo do gênero, o que o salva de ser uma catástrofe total e o mantém na linha da hombridade.

Ou seja, um filme mediano de música merda.

3 comentários:

Laiane Ramos disse...

Postei um comentário logada na conta do meu trabalho,sem qrer. Se quiser responder, responda por aqui. Grata. :)

Laiane Ramos disse...

Postei um comentário logada na conta do meu trabalho,sem qrer. Se quiser responder, responda por aqui. Grata. :)

Eduardo Frota disse...

Hein? Qual é a pergunta?