domingo, fevereiro 22, 2015

A teoria de tudo (The Theory of Everything), de James Marsh

Não se deixe enganar > A teoria de tudo é um filme sobre a relação - linda, diga-se de passagem - entre Stephen Hawking e sua companheira, Jane. O roteiro é uma adaptação do livro dela, que conta em detalhes os momentos, tanto os felizes quanto os difíceis, que ambos passaram juntos. E que não deixam de ser, como a obra do maior cosmólogo vivo do nosso tempo, inspiradores.

O filme também tem como foco a evolução da doença de Hawking, bem como o modo como ele a supera, já que seu cérebro não é afetado - ufa, hein humanidade? Mostra, inclusive, como foi desacreditado pelos médicos, que lhe deram apenas dois anos de vida. Atualmente, ele já passa dos 70...

Comparando A teoria de tudo ao filme do outro gênio britânico, resenhado aí embaixo, trata-se de uma obra mais bem acabada. A edição é melhor, a fotografia é melhor, o figurino é melhor, a direção de arte (que agora se chama design de produção, seguindo a onda) é melhor. Mas o roteiro fica um pouco aquém. Monstruosa mesmo, arrebatadora, impecável, e podia ficar aqui escrevendo uma centena de adjetivos e ainda assim seria pouco, é a atuação de Eddie Redmayne no papel principal. Aliás, parece que direção de atores é um ponto forte do até então desconhecido, ao menos a mim, James Marsh - dele, conheço apenas o bom documentário O Equilibrista. O elenco inteiro rende e não se deixa ser ofuscado pela opulência da interpretação de Redmayne.

Por ser entusiasta do assunto e leitor de Hawking, confesso que esperava um pouco mais de ciência e bem menos melodrama. No entanto, tenho que admitir que, mesmo com cenas bastante dramáticas, A teoria de tudo foge de forma elegante dos clichês comuns a esse gênero de filme, as famosas biografias de fundo romântico.

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