quarta-feira, agosto 27, 2014

#25 - O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel), de Wes Anderson

Indiscutivelmente, goste você ou não do trabalho do cara, Wes Anderson tem grife. Seus filmes são  inconfundíveis - tanto no aspecto estético, quanto na estrutura narrativa. Aqui, a opinião é de alguém que gosta, e muito, do que ele faz. É um sujeito que sabe, como poucos, usar a linguagem cinematográfica para contar boas histórias.

O fabuloso (na melhor acepção da palavra) roteiro conta a história de ascensão e queda do hotel que dá nome ao filme, o Grande Hotel Budapeste. Quem descreve suas reminiscências sobre o lugar é Moustafa, ex-gerente do local, que começou sua carreira no ramo hoteleiro como handyman sob tutela do então chefão M. Gustave, magistralmente interpretado por Ralph Fiennes.

Novamente, as cores e as texturas saltam aos olhos. Um primor a direção de arte, um absurdo a cenografia, uma formosura a trilha sonora e uma graça o figurino.

- Ah, mas você não disse que cinema é contar história? Isso aí é tudo técnico... - dirão os mais enfastiados.

Pois, tire tudo isso e ainda há, escancarada na tela, uma história cativante, criativa, cheia de detalhes pitorescos e repleta de fantasia. Sem lições de moral, sem clichês, sem concessões a investidores. É cinema puro e aplicado, livre. Além disso, o nível de, digamos, "acabamento humano", é digno de nota > personagens inverossímeis, que ganham corpo por interpretações dedicadas e pela direção de atores perfeita de Anderson.

Uma experiência. E em sua essência, é pra isso que serve o cinema, entende?

2 comentários:

Kamila Azevedo disse...

O cinema do Wes Anderson não é pra mim, mas, mesmo assim, sempre dou chance aos seus longas. Quero assistir esse, particularmente, por causa da presença do meu querido Edward Norton.

Kahlil Appel disse...

Wes Anderson é um diretor com um estilo bastante pessoal e autêntico. 'O Grande Hotel Budapeste' é um dos melhores trabalhos dele e do ano de 2014.

http://filme-do-dia.blogspot.com.br/