domingo, abril 22, 2012

#12 - A fantástica fábrica de chocolate (Willy Wonka & the Chocolate Factory), de Mel Stuart

Eu tenho feito uma coisa com a minha filha que tem dado certo - meu pai fez isso quando eu era criança e funcionou comigo também. Brinquedos, ela só ganha em datas comemorativas. Livros, quando quiser. Quantos quiser. A vontade que ela tem de aprender a ler já é enorme. Há um tempo, venho lendo histórias mais longas para ela, antes de dormir. Uma dessas foi A fantástica fábrica de Chocolate, de Roald Dahl, que, ao contrário do que muita gente pensa, é um livro para crianças, sem quaisquer referências diabólicas ou maquiavélicas.

Cada noite, um capítulo. E assim foram 25 noites, em torno de 150 páginas, com ela imaginando todas as coisas que eu lia. No primeiro capítulo, ela pedia para ver alguma figura. Não tinha. Eu dizia que ela teria que imaginar. E deu certo.

No entanto, faz parte do ritual, após a leitura imaginativa, contemplá-la com a versão cinematográfica do que foi ouvido sempre com atenção. Aqui, preferi a versão de 1971 a de Tim Burton, pois a avalanche estética do segundo passaria, ao meu ver, despercebida aos olhos de uma criança de quatro anos.

Foi muito gostoso ver o filme com ela. Lembrou de todas as passagens, reconheceu todas as crianças, elegeu a sua favorita - Violeta Chataclete, que mastiga o mesmo chiclete durante meses e que acaba virando uma amora gigante - e vibrou com o desfecho, quando Charlie passa a ser o herdeiro do Sr. Wonka.

A prova de que esse é um bom filme é o fato de ser atemporal. Belo trabalho de Gene Wilder, ótima trilha sonora, cenários estonteantes para a época e uma lição que é dada não didaticamente, e sim indiretamente, à medida em que as crianças, sem muitas explicações, vão sumindo do filme.

Nota: prefiro o do Tim Burton.

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabens pelo que vc propicia a sua filha e a vc. Emocionante relato.