terça-feira, fevereiro 07, 2012

#4 - Der Golem, de Paul Wegener

Mais bacana do que assistir a um filme de 1920, é assisti-lo ao som de músicas do Frank Black, compostas especialmente para ele. Der Golem é um clássico que encantou plateias no mundo inteiro. Com essa nova trilha sonora, ganhou ares mais contemporâneos e demonstrou que a força de um bom filme está justamente em sua essência. Rock ao invés de música erudita. E Der Golem continua sendo uma história encantadora.

O roteiro, escrito pelo diretor, que também interpreta a figura mitológica, mostra um rabino que, observando os astros, prevê o perigo se aproximando. Pouco tempo depois, o rei ordena que os judeus sejam expulsos de sua terra. Para proteger seu povo, os rabinos criam um golem, uma criatura monstruosa, de força descomunal, que pode, quando mal manipulada, se virar contra seus próprios criadores. É o que acontece aqui...

O que define um clássico é justamente isso: sua incapacidade de ficar datado. Nem mesmo quando a trilha é composta mais de 90 anos depois, não perde sua capacidade de emocionar e entreter o espectador. Frank Black - ou Black Francis - o líder dos Pixies, cria composições que se encaixam perfeitamente às cenas.

Tem a ver com O artista, sabe? Essa coisa de filme preto e branco, mudo. Mas isso é papo para outra resenha. Em breve.

2 comentários:

Kamila disse...

Mas, me diga, que eu fiquei curiosa: como as músicas de Frank Black foram parar neste filme?

Beijos!

Unknown disse...

Assisti Der Golem em preto e branco, e não veria com trilha musical. Prefiro realmente o original, que se sustém pro si mesmo, sem precisar de muletas. Reconheço todavia que Metropolis, de Fritz Lang, bastante longo, poderia ter ficado cansativo sem a trilha musical fantástica organizada por Enio Morricone.