quarta-feira, dezembro 28, 2011

#90 - Thor, de Kenneth Branagh

Tem coisas que realmente são incompreensíveis. Kenneth Branagh, sujeito especialista em teatro clássico e óperas, dirigindo filme de super-herói. Eu, que não criei vínculo com essas figuras arquetípicas quando criança, assistindo a Thor. Era meio óbvio que as perspectivas não eram boas, e que eu não ia achar a menor graça. Mas se o Kenneth Branagh dirigiu, será que dessa vez poderia ser diferente?

Nem foi. A mim - e que fique bem claro que é só a mim, não tenho nenhuma ressalva a quem curte esse tipo de coisa - é meio constrangedor ver um galã de traços nórdicos empunhando um martelo, fazendo cara de mau e vivendo numa terra fictícia cheia de gente em roupas brilhantes. Não cola. Apesar da história até ser interessante, a de um herói que é meio anti-herói, intempestivo, brigão, Thor não é um filme diferente dos outros do gênero. Tem uma penca de efeitos especiais que esvaziam o conteúdo.

O roteiro vocês conhecem, não é? Thor, figura mitológica, é expulso de Asgard e enviado de castigo à Terra. Aqui, em meio aos mortais, conhece uma arqueóloga que o ajuda a tentar encontrar o seu martelo e o caminho de volta para casa. Em meio a isso, seus amigos descobrem que o novo rei, seu irmão, está de conchavo com um vilão que quer dominar Asgard. O filme tem lá bons momentos, poucos. Uma piada aqui, outra ali. Quando a coisa fica séria, ou seja, quando há lutas, brigas e tals, tudo se transforma naquela mesmice cênica de praxe.

É isso.

Um comentário:

Leela disse...

Tive uma séria vergonha alhei desse filme, mas agora fiquei apavorada ao descobrir que é do Kenneth Branagh.