sexta-feira, novembro 18, 2011

#61 - Amores imaginários (Les amours imaginaires), de Xavier Dolan



Apesar da pouca idade, Xavier Dolan já pode ser considerado um realizador. Desde seu filme de estreia, o bem recepcionado Eu matei minha mãe, o jovem canadense escreve, dirige e interpreta suas produções. Seu mais novo trabalho, Amores imaginários, chega às telas brasileiras depois de chamar a atenção da crítica internacional - que considera o rapaz, com apenas 22 anos, um dos grandes expoentes do cinema contemporâneo.

O roteiro não vai muito longe. Trata de um triângulo amoroso entre três amigos. O diferencial fica por conta da maneira como Dolan trata a sexualidade e, por conseguinte, a homossexualidade.

Francis e Marie se apaixonam por Nico, recém-chegado à cidade. Começam, então, uma disputa particular pela atenção do moço, em meio a flertes e investidas. Enquanto isso, depoimentos de terceiros sobre amor, traição e sexo permeiam a narrativa de forma documental.

A direção de arte é bastante caprichada, a trilha sonora encaixa-se sob medida e a edição é muito bem acabada. Dolan demonstra completo domínio da técnica cinematográfica, sabendo tirar proveito dos recursos que tem para adereçar sua trama. O desfecho, inclusive, é bem interessante. De fato, por incrível que possa parecer, o cineasta amadureceu no curto período desde sua estreia.

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