domingo, outubro 23, 2011

#58 - Torrente 4 3D, de Santiago Segura




Santiago Segura é um fanfarrão. No bom sentido da palavra. Velho conhecido do público espanhol, seu personagem José Luiz Torrente, o policial escroto mais carismático da tela grande, chega a seu quarto filme. Com um pequeno detalhe, que só sublinha a fanfarronice do seu criador: em três dimensões!

Depois de desbaratar um esquema de tráfico em um restaurante chinês, de salvar o mundo de mísseis nucleares e de se tornar um guarda-costas profissional, Torrente vai trabalhar como chefe de segurança particular. Depois de causar muita encrenca no casamento de um ricaço, arruinando a festa, ele é escalado para sua missão mais complicada: matar uma pessoa. Todos os ingredientes que fizeram da franquia um sucesso estão lá. Escatologia, piadas grosseiras e muitas mulheres nuas. Agora, em 3D. Prato cheio para quem gosta do gênero.

Segura conseguiu prestígio na mídia espanhola. Quando anunciava um filme de Torrente, muita gente boa se oferecia para participar. Com o sucesso, foi crescendo também o orçamento. Nessa quarta produção, é nítido o aprimoramento não só dos efeitos especiais, mas também das sequências de ação. Há carros explodindo aos montes e muitas perseguições com dublês precisando se desdobrar.

Demonstrando o supracitado prestígio que Segura tem com os espanhóis, uma boa parte do Real Madri (time que é sempre alvo de piadas em seus filmes, já que o protagonista é um apaixonado pelo Atlético de Madri) participa do filme. Estão lá Agüero, Fàbregas e Higuaín, para citar alguns dos vários figurantes de luxo.

Fato é que Torrente 4 3D é muito divertido. Tão bom quanto o primeiro da série - e pode ser apreciado sem a necessidade de se conferir os episódios anteriores. Nos créditos finas, está lá anunciado em letras grandes, que ganham a profundidade da sala de projeção: vem aí, em 2012, Torrente 5!

quarta-feira, outubro 19, 2011

#56 - Red State, de Kevin Smith




Kevin Smith começou cedo e com o pé direito. Seu filme de estreia foi nada menos que o espetacular O balconista, de 1994, uma pequena obra-prima do cinema independente. Desde então, os espectadores ficam aguardando, a cada lançamento anunciado, outra pérola – que nunca vem com o mesmo brilho da primeira, apesar de ter lá seu valor. No entanto, finalmente, Kevin Smith se superou! E num gênero no qual não havia ainda experimentado.

Do começo ao fim, Red State é um petardo. Roteiro fechado, bem costurado, com reviravoltas impressionantes e um clima de tensão crescente capaz de deixar muita gente sem fôlego. A história gira em torno do fundamentalismo religioso e da intolerância à diferença, condensadas na figura de um pastor que pretende banir, a qualquer custo, o homossexualismo da face da Terra. Três jovens que procuram sexo pela internet acabam indo parar nas mãos de devotos fervorosos. Começa, então, um calvário com conseqüências incomensuráveis.

Por mais que Kevin Smith não poupe o espectador de sequências repletas de violência, muito bem montadas e editadas, o olhar apurado sobre a sociedade estadunidense e os valores obtusos da classe-média são retratados com a mesma inteligência e perspicácia de sempre. As boas sacadas surgem em diálogos inesperados e bastante inventivos. A última frase, dita pelo próprio diretor, é simplesmente genial.

A direção de atores – completamente diferente da comédia, que requer outro timing – é perfeita. Todo o elenco rende em atuações bastante convincentes. Destaque para John Goodman (bem mais magro), cujo personagem só entra na metade final da projeção e ainda assim é capaz de roubar a cena e preencher a tela com maestria.

É muito gratificante poder apreciar nos cinemas outra obra-prima de Kevin Smith. Novamente, uma produção de baixo orçamento. Melhor ainda, num gênero diferente daquele que o alçou como grande realizador.

terça-feira, outubro 18, 2011

#55 - Drive, de Nicolas Winding Refn



Desde Bronson, ficou claro que Nicolas Winding Refn era um diretor para se ficar de olho. Enquanto isso, na Europa, Drive chamava a atenção do público e da crítica. Por aqui, só líamos a respeito. Foi então que o filme venceu a Palma de Ouro de Melhor Direção em Cannes. Tornou-se, logo, uma das sessões mais aguardadas do Festival do Rio. E com razão.

Não seria exagero algum colocar Drive no posto de melhores do ano - quiçá o melhor. Trata-se de uma produção que sabe tirar proveito de cada detalhe técnico. Ou seja, a montagem deveria ganhar um prêmio também. A estética de Drive remete aos filmes de ação da década de 80. Da tipografia ao figurino, é como uma viagem ao tempo em que anti-heróis ainda eram iconoclásticos.

Para começar, um roteiro fantástico, enxuto, econômico na medida certa, sem exageros e com personagens bem delineados. Apesar de ser um filme de ação, Drive aposta muito mais em pequenos clímax do que em perseguições mirabolantes. Nisso, há um quê de David Lynch em cada fotograma. O elenco é espetacular, com Ryan Gosling protagonizando um dublê que dirige carros nos sets e, nas horas vagas, faz bico atrás do volante para bandidos em fuga. Sem armas, ele oferece aos clientes cinco minutos de seus serviços.

A música é um detalhe a parte, que merece um parágrafo só para ela. Dizem os créditos de abertura que o compositor a cargo dela é Angelo Badalamenti. Até era para ser o sujeito responsável pelas trilhas de Lynch, mas não foi. Quem compôs a música de Drive, magistralmente inspirado por Badalamenti, foi Cliff Martinez. Por que o nome dele não aparece nos créditos é um mistério. Basta dizer que a trilha é sublime e acrescenta à trama um clima misterioso que dá charme ao filme. A canção de abertura, "Nightcall', do DJ e produtor Kavinsky, com sintetizadores à moda 80, define bem a proposta de Drive.

Em uma palavra: imperdível!

#54 - Hollywood não surfa! (Hollywood don't surf!), de Sam George e Greg MacGillivray




Desde a década de 50, quando Hollywood resolveu apostar no surf como modismo para os jovens da época, os surfistas são vistos como irresponsáveis e preguiçosos. Esse é o argumento do documentário Hollywood não surfa!, que traz depoimentos de muita gente entendida no assunto - do surfista Laird Hamilton até o diretor Quentin Tarantino.

Após uma breve explanação cronológica das tentativas frustradas em projetar na tela uma história que mostrasse a verdadeira essência do surfe, sem moçoilas dançantes e sem crooners de bermudas apertadas cantando felizes nas areias, o documentário se debruça sobre o que seria a derradeira tentativa. O diretor John Milius, também adepto do esporte, resolve filmar Big Wednesday. O filme, mau recebido pelo público e pela crítica na época de seu lançamento, no final da década de 70, acabou se tornando um clássico cult. Equipe e elenco contam detalhes pitorescos da produção, como a decisão de Milius de levar o set para El Salvador, em meio a uma guerra civil.

Numa das sequências mais interessantes, dois grandes amigos de Milius da época da faculdade de cinema, George Lucas e Steven Spielberg, então começando suas carreiras, resolvem trocar participações em seus filmes. Logo, Contatos imediatos do terceiro grau e Guerra nas Estrelas entram no negócio. Dois estrondosos sucessos de bilheteria, que renderam a Milius alguns bons trocados. Spielberg, para variar, mais preocupado com cifras.

Narrado por Robert Englond, o eterno Freddy Kruger, ele mesmo um dos figurantes de Big Wednesday, Hollywood não surfa! funciona como a absolvição, ainda que tardia, de John Milius - uma vez que defende a tese de que, até hoje, nenhum diretor hollywoodiano levou às telas uma história com a essência do surfe, o que seria algo improvável de acontecer inclusive hoje em dia.

segunda-feira, outubro 17, 2011

#53 - O justiceiro no quarto 164 (El sicario: room 164), de Gianfranco Rosi





A mecânica pode soar monótona para a maioria: entocado em um quarto de hotel, com o rosto coberto por um pano preto, um sujeito conta a sua história usando apenas um caderno de folhas brancas e uma caneta esferográfica. O justiceiro no quarto 164 apresenta 80 minutos de uma reveladora entrevista com um sicário, matador profissional que trabalhava para os narcotraficantes mexicanos.

Baseado em um artigo escrito pelo jornalista Charles Bowden, que retratou com o apoio da figura do sicário uma das cidades mais violenta do mundo, Juarez, o diretor Gianfranco Rosi apresenta a ordem cronológica dos fatos: do poder de sedução do mundo do crime, passando por descrições minuciosas e perturbadoras de sessões de tortura, até um ponto de saturação onde a porta de saída também é uma sentença de morte. A cabeça do justiceiro em questão, que aceitou conceder entrevista e se diz afastado de atividades criminosas, vale US$ 250 mil.

O mais interessante é que, mesmo com papel e caneta para contar a história, o documentário tem a estrutura clássica de um filme de ação. Tem início, meio e fim bem delimitados, com direito a clímax. O desenho que demonstra a diferença entre um sicário e um assassino qualquer é perfeito.

A surpresa fica mesmo nos minutos finais. O desfecho é particularmente mórbido, talvez até mesmo inesperado. No entanto, sublinha a força arrebatadora do poder paralelo em regiões onde a miséria é imperativa.

Vale por um Documento Especial - aquele programa antigo que passava na TV Manchete.

sexta-feira, outubro 14, 2011

#52 - O caçador de trolls (Trolljegeren), de André Øvredal




Seguindo a premissa de Bruxa de Blair (1999), que por sua vez seguiu a fórmula de Holocausto Canibal (1980), O caçador de trolls se apresenta ao público como um documentário. Os créditos iniciais dão conta de explicar que dois HDs (ora, são tempos digitais) foram deixados na porta de uma produtora. Com mais de 300 horas de gravação, traziam imagens impressionantes que comprovariam a existência de trolls em terras norueguesas.

Já nos primeiros minutos de projeção, fica claro que O caçador de trolls é um mockumentary que não se leva nem um pouco a sério - por mais dicotômica que a afirmação possa soar, já que todo filme do gênero é uma piada filmada, independentemente da verossimilhança. Acontece que, em nenhum momento, o diretor tenta convencer o espectador de que aquilo pode ser real - por mais que acreditar na existência de trolls seja uma questão patológica. Se bem que a Xuxa acredita em duendes.

As imagens mostram um grupo de jovens estudantes universitários que parte em busca de explicações sobre estranhas aparições de animais mutilados. Acabam colhendo lendas e folclores da região, por mais que o governo jure de pés juntos que trata-se de um urso. Os universitários colam, então, num misterioso caçador, o sujeito que dá nome ao título do filme.

Na primeira aparição de um troll diante das câmeras, é capaz do espectador ficar atônito. É muito esquisito. Não tem nada de assustador, inclusive. No entanto, é a partir daí, quando o filme se assume despretensioso, que passa a ser realmente divertido ver os protagonistas atrás dessas criaturas mitológicas nórdicas. Há, inclusive, uma explicação técnica das espécies de trolls.

No mais, é aquilo: câmera balançando, night shot, enquadramentos tortos, cortes abruptos etc. Diz os créditos finais que nenhum troll foi machucado durante as filmagens. E, fica a dica, permaneçam na sala de projeção até o fim.

#51 - Miss Bala, de Gerardo Naranjo




Um roteiro que fala sobre narcoterroristas que atuam na fronteira do México com os Estados Unidos tem tudo para se render à fórmula pasteurizada com a qual o tema é tratado por Hollywood. Sorte do público que Miss Bala é uma produção mexicana. Dessa forma, fica livre, pelo menos, dos estereótipos criados pelos filmes estadunidenses, que sempre tratam os mexicanos como baratas imundas que infestam seus jardins.

A Miss Bala do título é Laura Guerrero, uma humilde comerciante de Tijuana que sonha ser eleita Miss Baixa Califórnia. No entanto, uma noite, ela testemunha um massacre numa boate. Acaba se envolvendo, inadvertidamente, com uma quadrilha que lhe promete ajuda para encontrar uma amiga, perdida em meio ao tiroteio.

O roteiro de Miss Bala é o grande trunfo: enxuto, cru e pesado. Apesar de ser um filme de ação, não há trilha sonora, explosões mirabolantes, barulhos de socos espocando, câmera lenta ou qualquer outro artifício romanesco comumente utilizado. O som ambiente é usado de forma bastante interessante, de modo a suprir a ausência dos clichês na condução da tensão.

A direção de atores também faz um bom trabalho. Stephanie Sigman está irrepreensível no papel da protagonista, irritantemente lacônica e frágil. Os terroristas têm cara de terroristas mesmo, mas pouco abrem a boca para declamar frases de efeito.

Miss Bala é zero clichê.

quarta-feira, outubro 12, 2011

#50 - O detetive indiano (The bengali detective), de Philip Cox




Diz a sinopse que O detetive indiano é um documentário. De traços cômicos, conta a história de Rajesh, um sujeito que coordena uma equipe de investigadores particulares. Solucionam - ou pelo menos tentam solucionar - casos de contrabando, infidelidade e até assassinatos. Em meio ao caos e ao estresse do dia a dia, Rajesh o tal detetive indiano que dá nome ao filme, tenta realizar um antigo sonho: se apresentar em um tradicional programa de dança da TV local.

O filme do diretor Philip Cox explora a dualidade entre o cômico e o dramático. Durante a projeção, são esmiuçadas as investigações de três casos bem distintos: a venda de cosméticos piratas, uma suspeita de infidelidade conjugal e o brutal assassinato de três jovens cujos corpos foram esquartejados e deixados na linha do trem. Em busca de pistas, e com algum resquício de ação policial, o time de detetives passa o dia nas ruas colhendo informações. Alegam que ocupam uma brecha deixada pela morosidade e pela incapacidade da polícia indiana frente ao número crescente de crimes no país.

No entanto, há algumas questões que abrem espaço para o questionamento do valor documental de O detetive indiano. Em primeiro lugar, os cortes são feitos de maneira que o ângulo de enquadramento sempre mude, estático, deixando claro que há uma equipe de filmagem completa no local, com mais de uma câmera posicionada de forma planejada. Além disso, a mesma câmera flagra o momento em que o cliente liga para contratar os serviços de Rajesh, numa espécie de predestinação ou sorte de estar no lugar certo, na hora certa e com a pessoa certa. Alguns diálogos mais descontraídos também soam forçados, como, por exemplo, a conversa sobre tintura de cabelos entre dois detetives enquanto fazem tocaia no caso dos cosméticos piratas.

Valor documental à parte, o filme investe no estranhamento do olhar e dá conta de criar um interessante mosaico da cultura indiana. É preciso se desligar dos preceitos e procedimentos técnicos de um documentário para curtir O detetive indiano. Porém, isso é algo totalmente possível, uma vez que o protagonista tem bastante carisma.

#49 - Juan dos mortos (Juan de los muertos), de Alejandro Brugués




Sala completamente lotada, com muita gente sentada no chão, para ver um filme cuja origem, por si só, já valia a curiosidade. Vem de Cuba, dona de uma bela escola cinematográfica, escassamente distribuída internacionalmente, uma produção independente de baixo orçamento sobre zumbis, Juan dos mortos. A primeira sessão de um filme latino no Festival desse ano contou com a presença do diretor - e roteirista - Alejandro Brugués, que apresentava seu trabalho à primeira plateia latina. Nervoso, receoso com a recepção do público, controlado à base de três chopes e duas caipirinhas, fez um breve discurso antes da projeção.

No entanto, bastou a cena de abertura para que o diretor relaxasse: ali, ganhou a multidão rapidamente. Do começo até o fim, Juan dos mortos é um filmaço! O roteiro é fantástico, com reviravoltas bem boladas e uma série de piadas que tiram sarro da política internacional, do embargo estadunidense e do cotidiano da ilha de Fidel. Não à toa, os zumbis são chamados de "dissidentes". Em uma cena, quando observam pela janela os mortos-vivos andando sem rumo, um deles conclui que tudo está como sempre esteve.

Acompanhamos a saga de Juan, um pescador de quinquilharias, para sobreviver. Quando Cuba é tomada por uma infestação de zumbis, que o governo teima em escamotear, ele e seus amigos enxergam uma oportunidade. Criam, então, uma empresa que, segundo o slogan, "mata os seus entes queridos". A turma de caçadores de zumbis é hilária, com um excelente trabalho de interpretação. A fotografia e a edição são extremamente bem cuidadas, tecnicamente perfeitas.

Assim, Alejando Brugés vai costurando uma trama que mistura de forma perfeita o terror e a comédia - o filme é mais cômico do que assustador, diga-se de passagem. Os clichês dos grandes clássicos do gênero estão lá. Vale ressaltar que Juan dos mortos é muito melhor do que duas outras produções de sucesso - com orçamento milionário, diga-se de passagem - que tratam do assunto zumbi: Shawn of the dead e Zumbilândia.

Resultado: ao término da sessão, o diretor ouviu, atônito, cinco minutos de aplausos. De um público de pé.

segunda-feira, outubro 10, 2011

#48 - Pearl Jam Twenty, de Cameron Crowe





Antes de ser diretor, Cameron Crowe é jornalista. Aliás, um escriba que tem como material e inspiração a música. Com pouca idade, já redigia artigos para a Rolling Stones, importante revista sobre o show bizz. Inclusive, um de seus melhores filmes, autobiográfico, é Quase famosos, no qual o roteiro narra sua primeira aventura na estrada, ainda adolescente, com uma banda de rock.

Por toda essa credencial, ninguém mais indicado do que ele, o sujeito que também realizou a comédia romântica Singles - Vida de solteiro (que levava à tela romances em meio à cena musical de Seattle), para dirigir um documentário sobre a trajetória de uma das bandas de rock mais importantes dos últimos tempos, o Pearl Jam.

Durante as duas horas de projeção de Pearl Jam Twenty, que passam voando, Crowe reúne um punhado de sensacionais imagens de arquivo e arranca confissões incríveis sobre a vida do quinteto estadunidense ao longo de 20 anos bem ouvidos. Por exemplo, testemunhamos o nascimento da belíssima "Daughter"; acompanhamos de perto a tragédia do show na Dinamarca, quando nove jovens foram mortos após serem pisoteados; testemunhamos as primeiras apresentações da banda em pequenos clubes, ainda sem um disco gravado. Até a famosa confusão com a Ticketmaster, quando os músicos resolveram entrar com um recurso na justiça contra os preços abusivos dos ingressos para os shows, está no filme.

A edição funciona e mescla com sabedoria as entrevistas e as músicas - nenhuma das duas entra em excesso no documentário de Crowe. Ou seja, dá para cantar – baixinho, para não incomodar quem está na poltrona ao lado - os maiores sucessos do Pearl Jam e ficar por dentro de cada mínimo detalhe da trajetória da banda.

Imperdível!