domingo, setembro 18, 2011

#43 - Day of the panther, de Brian Trenchard-Smith


O movimento conhecido como ozploitation, ou seja, o exploitation produzido "down under", na Austrália, foi pouco profícuo. Se limitou a um punhado de diretores e atores assinando produções que buscavam um lugar ao sol no mercado de home video. Tanto é que Brian Trenchard-Smith, que assina a direção desta pérola a ser resenhada por aqui, é um especialista em dirigir filmes para a TV, daqueles que ganham a grade da madrugada.

Pois bem, Day of the panther não foge à regra. É, essencialmente, um filme de porrada. Tão digno quanto um filme de Van Damme. A única diferença é o acabamento, até porque o baixinho belga tinha lá um grande estúdio injetando dinheiro. O protagonista, aqui, é bem mais canastrão que o grande dragão branco - ou seja, bem mais divertido. Edward John Stazak é uma grata enganação. Galã de cabelos repartidos ao meio, camisa polo para dentro da calça, óculos Ray Ban e um sorriso indelével. Na pele de John Blade, um agente especial treinado pelos melhores mestres de kung fu do mundo, sorri quando flerta com as gatinhas, sorri enquanto distribui sopapos, sorri quando é surpreendido, sorri quando vê que está encurralado. Sorri, na verdade, porque ninguém é páreo para ele.

O roteiro é um lixo. Por isso, maravilhoso. O tal Blade vai atrás de um mafioso australiano acusado de estar envolvido no assassinato de sua parceira (de profissão, que fique claro). Tem explosões, perseguições, vinganças, brigas, drogas, mulheres de biquíni à beira da piscina, mais brigas, policiais atrapalhados, propinas, lavagem de dinheiro, capangas vestindo ternos impecáveis, uma cena de sexo entre o herói e a mocinha (a saber, é regra: apenas uma cena de sexo) etc.

Blade voltaria mais tarde em Strike of the panther! Segundo e último filme da série, último da carreira de Edward John Stazak, que só contabiliza mesmo duas produções no currículo. Dizem por aí que, agora, ele se apresenta com um grupo musical. Será que canta músicas de dor de cotovelo sorrindo?

2 comentários:

renatocinema disse...

Quando você cita Van Damme....acabou. Não vejo nem com reza brava.

Kamila disse...

Já disse aqui e repito: esses filmes são a tua cara! :)

Beijo!