segunda-feira, março 07, 2011

#11 - Barry Munday, de Chris D'Arienzo


Não me lembro como Barry Munday veio parar na minha frente. Não há aqui nenhuma badalação: protagonistas, diretor, roteirista etc - ninguém famoso. E, para a falar a verdade, é um dos filmes mais estranhos que eu já vi. Não é bom nem ruim. Quer dizer, às vezes fica bom, de repente fica ruim. Porém, nunca chega a ser em sua totalidade bom ou ruim. Entende?

O roteiro conta a história do sujeito que dá nome ao filme, um jovem cuja testosterona funciona a mil por hora, embora não faça lá tanto sucesso com as mulheres. Um dia, após um incidente com uma de suas pretendentes, ele acorda no hospital e descobre que precisou ter os testículos removidos. Sua virilidade, então, cai em xeque. Para piorar, um advogado o procura para que reconheça a paternidade do bebê de uma moça muito feia. Com a impossibilidade de ser pai novamente, e abalado sexualmente, tem início uma trama óbvia.

Misto de drama e comédia, Barry Munday aborda assuntos delicados, mas nunca cai em profundidade. As piadas também não são rasas o suficiente para criar empatia com o roteiro (talvez isso explique um pouco melhor o primeiro parágrafo lá em cima). Apesar de tudo, Patrick Wilson, o protagonista castrado, e Judy Greer, a patinha feia, têm um bom rendimento. Primeiro trabalho de Chris D'Arienzo como diretor, falta pulso firme para dar um acabamento mais robusto ao filme.

Então é isso, ora bolas! Nhé.

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