sexta-feira, dezembro 17, 2010

#94 - Tron - O legado (Tron legacy), de Joseph Kosinski


Hoje entra em cartaz no circuitão a continuação do clássico de sci-fi da década de 80, Tron - O legado. Como a maioria dos filmes em três dimensões, o visual é fantástico e o roteiro é um lixo. O ponto extra é a trilha sonora do Daft Punk, maravilhosa. Escrevi um artigo lá no meu blog no portal SRZD e hoje saiu na versão online do JB a minha crítica. É ela que eu compartilho com vocês, logo abaixo.

O impacto de Tron – Uma odisséia eletrônica em 1982 foi fenomenal. Em plena revolução dos games, o filme colocava em questão a existência humana perante a evolução inimaginável da subsequente era digital. O visual futurista contribuía para contar a história de Kevyn Flynn (Jeff Bridges), um sujeito que ficava preso no mundo dos jogos eletrônicos. Décadas depois, Tron – O legado busca acrescentar alta tecnologia em efeitos especiais e imagens tridimensionais para reforçar os conceitos cibernéticos que fizeram tanto sucesso na produção da década de 80. Agora, o herdeiro de Flynn (Garrett Hedlund) atravessa a fronteira entre o real e o virtual para reencontrar o pai (o bom e velho Bridges, rejuvenescido pela computação gráfica no papel do vilão Clu), desaparecido misteriosamente 20 anos atrás.

Visualmente, Tron – O legado é realmente incrível. Cenários, figurinos e direção de arte enchem os olhos. A profundidade das imagens em 3D ajuda na imersão. A trilha sonora, a cargo da dupla Daft Punk, é absolutamente certeira e imprescindível. Porém, assim como acontece com a maioria das produções em três dimensões, falta – e muito - roteiro. O argumento já não parece mais tão impactante, e perde ainda mais volume com um punhado de cenas demasiadamente romanescas e previsíveis, em total desarmonia com as bem elaboradas seqüências de ação. Visual: 10. Roteiro: 3. Média: 6,5. Passou!

3 comentários:

renatocinema disse...

Assino a netmovies, locadora online, e coloquei o clássico para poder assistir o novo com visão ideal.

Mas, sei da importância visual que o antigo teve.

Kamila disse...

Ou seja, pelo jeito, mais um blockbuster do ano com ótima técnica e péssimo roteiro. Mesmo assim, quero conferir.

Beijos!

Navegante disse...

O que mais me revoltou nesse filme é que o argumento era muito bom. Dava pra fazer um filme bem costurado, nada previsível e com algumas boas reviravoltas. No final das contas, foi confuso, reto e previsível. Um tremendo desperdício de pixels!