domingo, novembro 21, 2010

#89- Moscou, Bélgica (Moscow, Belgium), de Christophe Van Rompaey


Estreou na última sexta-feira, no circuitão caorioca, um filme bem bacana, vindo de um país que não tem uma produção audiovisial profícua e bem distribuída, a Bélgica. Pois Moscou, Bélgica é uma grata surpresa - em grande parte, por tratar com leveza um tema espinhoso. Rapidamente, o filme ganha a empatia do público, graças ao roteiro e, principalmente, ao elenco.

Nada de muito novo: mulher de 41 anos recém-abandonada pelo marido, que a trocou por uma jovem de 22, abre mão de sua vaidade para cuidar dos três filhos. Um dia, ao sair do supermercado, bate o carro no caminhão de um motorista dez anos mais novo. O que começa como uma áspera discussão de trânsito acaba se transformando numa delicada relação. O argumento de Moscou, Bélgica vai traçando o perfil dessa mulher contemporânea, pós-balzaquiana, que desaprendeu a se amar e perdeu, por conseguinte, a capacidade de amar alguém.

Palmas e mais palmas para o casal protagonista, Barbara Sarafian e Jurgen Delnaet, irretocáveis. Na verdade, o filme é vendido como uma comédia, mas a atuação dos dois é tão complexa e cheia de texturas, que o tom de dramaticidade se mantém elevado, ainda que nunca caia no melodrama.

Um filme peculiar sobre uma questão corriqueira.

3 comentários:

renatocinema disse...

Ouvi falar muito bem desse filme nas revistas de cinema.

Acho que vou tentar assistir.

Kamila disse...

Olha só, não tinha ouvido falar do filme, mas ele parece ser bem interessante.

Beijos!

Rafael Carvalho disse...

Seu texto só me anima mais a ver o filme. Estava com um pé atrás, até por conta dessa coisa de ser vendido como comédia, mas tentarei dar uma chance ao filme.