sexta-feira, outubro 29, 2010

#85 - Sentimento de culpa (Please give), de Nicole Holofcener


Até parece que só há novidades aqui na sexta-feira, não é? Pois então, hoje é dia de estreia e crítica no Jornal do Brasil. O filme resenhado foi Sentimento de culpa, uma comédia dramática bem fraca, mas com um elenco que podia dar um caldo. Eu achei o filme regular, apesar da cotação no jornal ter saído errada: estão lá duas estrelas... Enfim, vamos ao texto.

Pelo título, Sentimento de culpa (Pelase give, no original) pode gerar interpretações prévias equivocadas quanto ao seu gênero. Não se trata de um dramalhão pesado, mas sim de um drama com contornos cômicos que dão à trama uma certa leveza. O roteiro conta a história de um casal novaiorquino que pretende comprar o apartamento da vizinha - uma senhora de idade ranzinza e rabugenta - para ampliar o seu imóvel. À espera do passamento da moradora ao lado, precisam lidar com questões pessoais, como os problemas com a filha adolescente, a monotonia do casamento e a ética nos negócios.

Se o argumento não é dos mais interessantes, e se a fórmula para emocionar o espectador, paulatinamente, não tem lá seus efeitos reverberados, o destaque de Sentimento de culpa fica, indubitavelmente, com o elenco. As interpretações conseguem manter o espectador imerso, em grande parte pelo carisma dos atores. Rebecca Hall, Amanda Peet, Catherine Keener e Oliver Platt fazem um excelente trabalho. Uma pena que o roteiro, bastante morno, não dê brecha para que possam ir um pouco além.

5 comentários:

Robson Saldanha disse...

Não conhecia esse filme, nem estreou por aqui.

Kamila disse...

Não gosto da Nicole Holofcener como diretor, mas sempre me impressiona a capacidade dela de reunir bons elencos em seus filmes.

Beijos!

Rafael Carvalho disse...

Passei a ter conhecimento por esse filme há pouco tempo, e me animei para ver. Tem cara daqueles projetos pequenos independentes. Acho que tô precisando deles.

Vulgo Dudu disse...

Robson, nem vai fazer tanta falta assim no circuito daí... É um bom filme para a TV a cabo, por exemplo.

Kamila, inegavelmente, o elenco é o melhor do filme!

Rafael, é um filme bem fraquim. Um projeto realmente independente, mas sem aquela ousadia que essas produções normalmente têm.

Bjs e abs!

Pedro Henrique disse...

Também senti falta de algo (perdão para o trocadilho, mas não resisto: sem sentimento de culpa). É estranho mesmo, a falta de tato do roteiro. Mas o filme ganha com o elenco, sem dúvida.

Abs!