sexta-feira, outubro 22, 2010

#84 - Piranha 3D, de Alexandre Aja


Hoje estreou no circuitão mais um remake em três dimensões: Piranha! Trata-se de um filme onde, basicamente, vê-se um desfile de mulheres desnudas, mas com alguma parte do corpo faltando - em decorrência do apetite voraz dos peixes do mal. Valeu para fortalecer a minha crença de que o 3D só tem graça quando é possível extrapolar os limites físicos. Ou seja, não funciona com atores de carne e osso em cenários realistas. Escrevi uma resenha para o Jornal do Brasil, a qual compartilho com vocês, caríssimos leitores, logo abaixo.

Há mais de 30 anos, espectadores do mundo inteiro deixavam as salas de cinema com medo de tomar banho de mar. O Piranha original, de 1978, era uma produção de baixo orçamento, filmada em menos de um mês e que usava bonecos de borracha colados em palitos de madeira para dar movimento aos temidos peixes sedentos por carne humana. Agora, em 2010, nem mesmo toda a parafernália tecnológica disponível parece ser capaz de provocar arrepios na plateia. Seguindo a onda de remakes tridimensionais, o máximo que Piranha 3D consegue é um susto aqui e outro acolá. Só isso.

O roteiro é tão estapafúrdio, que chega a ser constrangedor. Tudo começa quando um terremoto no fundo do mar abre uma fenda nas rochas. Através dela, piranhas pré-históricas retornam à superfície, colocando os banhistas de uma estância litorânea em risco. A história se concentra na figura de um garoto, tímido e sem jeito com as mulheres, que acaba aceitando ser o cicerone de uma equipe que alugou uma lancha para fazer vídeos pornográficos nas praias da região.

Na verdade, o filme pouco ganha com os efeitos visuais em três dimensões. O que se vê na tela grande são jovens drogados, loucos e promíscuos sendo, de certa forma, punidos pela natureza: seus corpos são destroçados, tridimensionalmente, pelos dentes das piranhas. Nada escapa: seios fartos, pernas torneadas, bundas bronzeadas etc. Um saco.

6 comentários:

Kamila disse...

Deus me livre de assistir a este filme!

Beijos!

renatocinema disse...

Me pergunto sempre: Por que os produtos insistem em fazer remakes? Meu deus onde esta a criatividade na sétima arte? Vamos buscar algo novo. Novidades. Abs

O FALCÃO MALTÊS disse...

Parceiro, belo trabalho! Bravo!
Como amigo do cinema, ficaria contente com a sua navegação no blog O Falcão Maltês. Com ele, procuro o deleite cinematográfico.
Abraços,
Antonio Nahud Júnior

www.ofalcaomaltes.blogspot.com

Surfista disse...

É tão remake que a capa é uma referência ao clássico "Tubarão".

Robson Saldanha disse...

Tem certos filmes que meu bolso agradece por eu passar longe.

Vulgo Dudu disse...

Kamila, sabe que a maioria das pessoas que estão vendo o filme estão gostando? Vai entender, né?

Renato, é uma séria crise de criatividade que há tempos assola os roteiristas de lá...

Dougra, a primeira cena também é uma referência, com o Richard Dryfuss. Mas numa boa, não dá medo.

Robson, economize e compre um disco, um livro ou um DVD. Realmente, vale mais a pena.

Bjs e abs!