quinta-feira, outubro 21, 2010

#83 - Alguém tem que ceder (Something's gotta give), de Nancy Meyers


Eu amo minha mãe. Escuto todos os conselhos dela e levo muito a sério as opiniões que ela tem a respeito de vários assuntos. Somos até parecidos: além da cor dos olhos, temos o mesmo temperamento. Porém, se tem uma coisa na qual a gente não combina, é no gosto cinematográfico - como toda a regra tem uma exceção, talvez Almodóvar seja a nossa. Fato é que, certo dia, minha querida mãe virou-se para minha esposa e perguntou:

"Você nunca viu Alguém tem que ceder?"

Após uma resposta negativa, veio uma espécie de interjeição impositiva:

"Ah, você tem que ver! Vai adorar!"

E lá fui eu atrás do filme. Mesmo sabendo, lá no fundo, que as chances de minha cônjuge não gostar do dito cujo eram enormes. E não deu outra...

Não adianta ter Jack Nicholson no elenco se ele faz par romântico com uma das atrizes mais chatas e insossas da história do cinema, a péssima Diane Keaton. Também não é possível levar a sério um roteiro no qual o velho Nic troca uma ninfeta jeitosa pela irritante, feia e desinteressante mãe dela.

O filme conta a história desse empresário cinquentão que tem um enfarte minutos antes de copular com sua jovem namorada. Internado às pressas, ele acaba passando uma temporada na casa de praia da amada, onde precisa viver debaixo do mesmo teto da mãe dela, que mais parece um cliché ambulante: uma dramaturga bem sucedida em processo de criação. Inicialmente, obviamente, o casal enfrenta atritos constantes. Mais tarde, acabam se aproximando. E, mais adiante um pouco, a velha fórmula dos romances cômicos é levada a cabo.

O pior de Alguém tem que ceder é ter que aguentar Diane Keaton e suas caras e bocas. A única coisa boa do filme é ver Frances McDormand atuando. Uma aula de interpretação, mesmo em um papel secundário e quase sem destaque. Fosse ela a protagonista, o argumento faria sentido.

Previsível, monótono e maçante.

12 comentários:

Kamila disse...

Eu até que me divirto assistindo a este filme. É raro a gente ver uma comédia romântica dirigida para um público mais adulto sobre um casal que não é o normal nesse gênero... Só por isso, o filme já merece meu respeito.

Beijos!

Maria disse...

faço minhas suas palavras.

aliás, vi este filme no cinema.

deus, como essa mulher é CHATA!

falando em filmes, rs, vc tem alguma notícia sobre o "dois irmãos"? não sei se é espanhol, argentino, ou de algum outro lugar que "habla", não consegui a informação. essa semana não consegui ver. talvez na próxima, se ainda estiver em cartaz.

bj!

Dani Pessoa disse...

HAUHUAU eu adorei esse filme. ri muito com ele, ou melhor, com o Nick.

renatocinema disse...

Amo esse filme. Adoro. Muito acima da média. Nicholson como sempre espetacular.abs

pseudo-autor disse...

Eu não sei o que o público americano vê na Diane Keaton. Honestamente! E o Nicholson nessa época só se envolvia em projetos como essa besteira. Em suma: totalmente descartável!

Cultura na web:
http://culturaexmachina.blogspot.com

Cristiano Contreiras disse...

Para mim, qualquer filme que tenha o Nicholson é válido!

Ândi disse...

Bom, faz muito tempo que vi esse filme, mas vou tentar opinar.

A idéia em si é legal. Tipo, a idéia de que "alguém tem que ceder", mas é só.

O problema é esse. Muita gente tem uma sacada que mal daria um vídeo de um minuto, e acha que justifica um filme inteiro.

É meio sonolento...

Surfista disse...

Jack Nicholson = "Melhor é Impossível", "O Iluminado", "Chinatown" e "Easy Rider". Forçando a barra: "Batman".

Robson Saldanha disse...

Dudu, eu vi esse filme no cinema e me diverti muito, ri bastante. Super valeu a pena, quando chegou em DVD, fui rever em casa e achei exatamente monótono e maçante. hahaha O que o cinema não faz com a gente hein?

Película Criativa disse...

Diane Keaton e Jack Nicholson são feras do cinema, mas as comédias de Nancy Meyers são muito água com açúcar para o meu gosto.

Odiei o romance entre os protagonistas e até achei interessante o desfecho da personagem de Diane Keaton com Keanu Reeves, pois fugia daquela fórmula de final feliz, mas Jack Nicholson chegou e tornou tudo previsível.

Vulgo Dudu disse...

Eu sabia que esse filme ia dar o que falar... rs!

Kamila, o meu problema é com a Diane Keaton mesmo.

Maria, você é das minhas! rs!

Dani, você e a maioria das pessoas que viu riram muito. Eu é que sou voto vencido nessa! rs.

Renato, nem acho que o Nicholson esteja tão bem assim. Acho um papel bem menor quando comparado ao que ele já fez.

Pseudo, faço minhas as suas palavras! É exatamente isso!

Cristiano, sério? Esse é um dos que eu não acho válido. Assim como Tratamento de choque e Marte ataca.

Andi, talvez seja isso mesmo: daria um bom curta. Mas se a atriz protagonista não fosse a Diane Keaton, certo? rs...

Dougra, eu incluiria uns outros aí tb... Mas esses são realmente os melhores.

Robson, o que o tempo não faz com os filmes, né? rs!

Película, é bem por aí mesmo. Dá para notar que falta uma direção mais firme ali.

Bjs e abs a todos! Obrigado pelos comentários.

COZINHANDO PARA AMIGOS disse...

Penso do mesmo jeito! Morri de rir com Jack Nicholson em Alguém tem que ceder", mas Diane Keaton, nossa, haja saco ( no meu caso, de papel ou plástico pra vomitar). Eu me perguntava se só eu eu percebia o quanto essa atriz é chata interpretando. E só quer fazer personagem de adolescente. Putz! Apesar disso, já houve uma época em que eu curtia ela, lá pelos fins dos anos 80. Ela não era tão porre assim, no começo de carreira. Só falta juntar num filme só, ela e o Al Pacino....Eita duas criaturas que se tornaram patéticas no cinema atual!