domingo, outubro 17, 2010

#82 - King's road (Kóngavegur), de Valdís Óskarsdóttir






Ai ai ai... Blog completamente desatualizado. Culpa do dia que tem somente 24 horas. Muita coisa acontecendo, poucas novidades de fato. Resultado de tudo isso: vi somente quatro filmes durante as duas semanas de festival internacional - ok, na última semana eu passei quatro dias viajando. Fecho com "chave de ferro" as resenhas do evento. King's road é muito, mas muito ruim!

Dois fatores foram decisivos para a escolha de assistir ao filme. O primeiro, é que ele vem lá da Islândia, o que aguçou a minha curiosidade: como será que anda a produção cinematográfica na terra da Björk? Depois, o argumento parecia (e só ficou na aparência mesmo) nonsense o suficiente para construir um roteiro interessante. Conta a história de um jovem que, anos após sair de casa, volta da Alemanha para pedir dinheiro emprestado ao pai, pois precisa sanar uma dívida. No entanto, ele encontra seu progenitor morando em um trailer, cercado por seres esquisitos. Por exemplo, uma velha que tem como bicho de estimação uma foca morta.

Porém, King's road não sai do lugar. O roteiro não flui, os personagens não cativam o espectador e não há nenhum conflito, por mais que haja ensejo, a ser resolvido. Nem mesmo o bom ator Daniel Brühl, que fez o soldado e herói alemão que vira astro de cinema em Bastardos Inglórios, salva o dia.

O filme estava tão ruim, que um casal mais desinibido trocava carícias despudoradas na fileira da frente. E, à medida que a projeção avançava, o patolamento também ia adiante, a ponto das antiquadas poltronas vermelhas de couro do velho Estação Barra Point rangerem diante da pressão que o casal enamorado exercia sobre elas.

Um final de festival melancólico...

4 comentários:

Pedro Henrique disse...

Caramba! Não imaginei que seria tão mal recebido esse filme que muita gente esperava com bons olhos. Daniel Brühl é um cara legal. Já viu Educators? É um filme interessante com ele.

Abs!

Kamila disse...

Já sei que vou passar longe deste filme.

Beijos!

Vulgo Dudu disse...

Pedro, acredite, o casal na minha frente estava mais que certo. O filme simplesmente não sai do lugar. Nem o Daniel Brühl salva alguma coisa.

Kamila, mantenha a distância! rs...

Bjs e abs!

Camila disse...

Hahaha, pensei a mesma coisa quando fui ver um filme Vietnamita "O que será que esse povo pensa?". Cara, que filme divertido. Bizarro, mas divertido. Chama-se Bi, não tenha medo. Se chegar a ver, ou se já viu, me fala o que achou. Resenhar aquele filme seria "impossivel".