segunda-feira, setembro 20, 2010

#77 - A ressaca (Hot tube time machine), de Steve Pink


A impressão que se tem com A ressaca é a de que o pessoal que traduz os títulos dos filmes para o português anda fumando muito crack. Vejam bem, enquanto The Hangover, que quer dizer "ressaca", virou Se beber, não case, Hot tube time machine, que faz menção a uma banheira que promove viagens no tempo, virou A ressaca. Vai entender... Enfim, a nova comédia encabeçada por John Cusack é até bacaninha (atente para o adjetivo no diminutivo), mas não pelo roteiro em si - e, sim, pelas referências.

O filme conta a história de três amigos de meia idade que, após viverem conflitos pessoais, resolvem voltar a uma estação de esqui onde viveram momentos de diversão selvagem e sexo desregrado quando ainda eram jovens. O sobrinho de um deles, mais novo, também embarca na viagem. E o que eles não esperavam - mas você já sacou antes mesmo de começar a ver o filme - é que a banheira de hidromassagem abrisse um túnel do tempo que os levasse de volta aos anos 80. Acontece que o equipamento quebra. Preso no passado, o quarteto precisa a todo custo arrumar uma maneira de voltar ao presente. Ou ao futuro.

É aí que entram as referências à franquia De volta para o futuro. Não é só o recheio do roteiro que é parecido. Até o display da banheira (sim, ela tem um display que indica a data, como no De Lorean voador) faz lembrar a franquia de Zemeckis. O mais bacana, na esfera referencial, é a presença do ator Crsipin Glover, que interpretou George McFly no primeiro De Volta para o Futuro - e foi sacado das continuações por ter pedido um cachê milionário.

De resto, o elenco é realmente fantástico: Rob Corddry e Craig Robinson integram o trio principal com Cusack. E o jovem talento Clark Duke, ótimo, faz mais uma vez um papel secundário que cresce vertiginosamente na tela, em vista do seu talento.

A ressaca é meio que uma volta ao passado de filmes de comédia e ficção-científica sobre viagens no tempo. O futuro da produção deve ser mesmo as prateleiras das locadoras ou as gôndolas promocionais das lojas de departamento. Mas até que vale a pena o confere.

7 comentários:

Robson Saldanha disse...

Ah, não é algo que me chame muito atenção não ainda que alguns diga que faz referência ao humor de The Hangover.

P.s.: Esses títulos brasileiros, hein?! Vai entender.

Kamila disse...

Adoro o trailer deste filme, que me faz rir horrores, e espero me divertir conferindo a obra.

E ninguém entende mais as traduções para títulos de filmes no Brasil.

Beijos!

jefhcardoso disse...

Vou conferir.

*Entre o sonho e a realidade eu prefiro a realidade que me permita sonhar. http://jefhcardoso.blogspot.com

Raskolnikov disse...

É na minha opinião um filme medíocre, o típico filme de sábado à tarde. Dá para passar um bom tempo (tem alguma tiradas muito bem conseguidas), mas não é daqueles que fica na memória.

Já sobre os títulos dos filmes, Portugal e Brasil parecem estar a competir pelo óscar da tradução mais ridícula. O título aqui em Portugal do Hot Tube Time Machine até nem ficou mau ("Jacuzzi - O Desastre do Tempo"), mas lembro-me por exemplo de uma outra comédia que saiu este verão - Get Him To The Greek, que foi traduzido para "É muito rock, meu!". Isto só para dar um exemplo...

Chega a ser embaraçoso de tão idiota :-)

Vulgo Dudu disse...

Robson, na verdade, o humor de Hangover é MUITO, mas MUITO melhor que o desse aqui... O que não o descaracteriza.

Kamila, então acho que você já riu o que tinha para rir! rs...

Jefh, depois volte aqui para dizer o que achou, combinado?

Raskolnikov, de fato, não é um filme interessante. Longe disso. Mas tem coisas bacanas: como as referências, por exemplo. Cotei como regular no JB.

Bjs e abs!

Navegante disse...

É, já me falaram que não é tão engraçado quanto o 'The Hangover' (que eu ESPERO que não tenha continuação - saco cheio dessa mania hollywoodiana de transformar tudo em franquia). Mesmo assim vai valer o download

viagra disse...

Muito bom adorei muito este artigo.