sexta-feira, setembro 17, 2010

#75 - Baarìa - A Porta do Vento (Baarìa), de Giuseppe Tornatore


Estreia hoje no circuitão a nova e milionária (cerca de 25 milhões de euros) produção de Giuseppe Tornatore, o cara que comoveu muita gente com Cinema Paradiso. Baarìa - A Porta do Vento é uma colegem de memórias autobiográficas do cineasta. Escrevi uma resenha para o Jornal do Brasil, que agora é digital. Como de costume, compartilho aqui o que escrevi lá.

Tratando-se de um realizador tão profícuo como Giusepe Tornatore, era mesmo de se esperar que um filme calcado em suas memórias fosse, no mínimo, interessante e cativante. Em Baarìa – A Porta do Vento, o cineasta italiano conta a história de três gerações, incluindo a própria, que testemunham o amadurecimento da pequena vila siciliana que dá nome à produção. Testemunha-se a Segunda Guerra Mundial, passando pelas manifestações comunistas, até culminar nos processos de exclusão social frutos da especulação urbana contemporânea. Paralelamente, lá está também o amadurecimento da relação de Tornatore com o cinema, tema recorrente em sua cinebiografia.

O filme tem méritos técnicos incontestáveis. A fotografia é belíssima, a direção de arte é impecável e a trilha sonora de Ennio Morricone é, como de costume, magnífica. O trabalho de direção de atores é facilitado pelo talentoso elenco. O pecado de Tornatore é tentar arrancar de forma forçosa a mesma comoção que Cinema Paradiso provocou despretensiosamente em plateias do mundo inteiro. Há, ainda que poucos, certos deslizes cênicos e melodramáticos ao longo do extenso roteiro que deixam o acabamento final quase hollywoodiano, exagerado. Ainda assim, Baarìa – A Porta do Vento é capaz de prender a atenção dos amantes do cinema e daqueles que têm na sétima arte as bases de suas memórias afetivas.

4 comentários:

Kamila disse...

Nossa, mas esse filme tá chegando tarde aqui, hein?? Amo Giuseppe Tornatore. Devo a ele meu amor pelo cinema.

Beijos!

Vulgo Dudu disse...

Kamila, eu achei o filme bem exagerado - para dizer a verdade. É bom, tecnicamente impecável, mas tem certos exageros. Mas vale o confere - ainda mais se você tem afinidade com o Tornatore.

Bjs!

renatocinema disse...

Esse diretor tem um ótimo filme que foi pouco visto e eu adorei chama Uma Simples Formalidade. Vale a pena.

Vulgo Dudu disse...

Renato, não conheço esse filme que você citou! Mas confesso que ando cansado do Tornatore...

Abs!