terça-feira, junho 01, 2010

#41 - Anvil! The story of Anvil, de Sacha Gervasi


Dois amigos, ainda adolescentes, resolvem montar uma banda de heavy metal. E decidem que, a partir dali, continuarão para sempre com o sonho de seguir dedicando suas vidas à música. No caso, a dupla é composta por Steve "Lips" Kudlow e Robb Reiner, os integrantes principais da Anvil - uma banda canadense que influenciou uma penca de artistas do gênero, mas que nunca conseguiu seu lugar ao sol. Por quê? É o que esse documentário tenta entender.

Décadas depois de se apresentarem num megafestival no Japão, ao lado de bandas que atingiram o estrelato (Scorpions e Bon Jovi, por exemplo), o sonho não acabou. Já quarentões, os dois fundadores da Anvil continuam tocando, apesar de serem obrigados a dedicar boa parte dos seus esforços em atividades regulares e remuneradas. Lips, guitarrista e vocalista, é entregador de merendas escolares. Robb, exímio baterista, considerado por Lars Ulrich, do Metallica, como um deus das baquetas, se dedica a pequenos reparos domésticos.

O documentário esmiuça o dia a dia da dupla e acaba se intrometendo nas sucessivas tentativas de shows, turnês e gravações. Todas, quase sempre, desastrosas. Acompanhamos a opinião de familiares, amigos e músicos. Há também depoimentos apaixonados de fãs ardorosos, que vigiam de perto todos os passos da banda. No fim das contas, o barato de Anvil! The story of Anvil é mostrar a paixão de dois amigos fraternais pela música. É uma produção com mensagem positiva, que fala sobre amizade e companheirismo, mas que em momento algum tenta empurrar pieguice goela abaixo de quem a assiste.

Durante os créditos finais, o que fica é aquela sensação boa de que a música, seja ela o heavy metal ou o rock, tem o poder de nos transformar em crianças grandes. É isso que Lips e Robb são: duas crianças grandes a serviço do rock'n'roll.

2 comentários:

Kamila disse...

Gosto de filmes assim, e longas desse gênero, Dudu, são a tua cara! Você adora postar sobre eles aqui!

Beijo!

Vulgo Dudu disse...

Kamila, eu sou tão ligado em música quanto sou em cinema. São duas coisas que me movem pra frente, pra cima. Dá pra perceber, né? Acho que o tom das resenhas muda, fica mais informal, mais pessoal.

Bjs!