terça-feira, maio 18, 2010

#36 - Avatar, de James Cameron


Vou parafrasear Juca Pirama, personagem de Gonçalves Dias: meninos, eu vi! Finalmente, depois de algumas semanas à espera de uma cópia vagabunda, consegui observar Avatar, a produção milionária de James Cameron, do ponto de vista do roteiro. Sim, porque para este que vos escreve, o mais importante no cinema ainda é o roteiro, uma vez que, com ou sem óculos 3D, conta-se uma história.

Cópia vagabunda, TV de 14 polegadas e cerveja vagabunda me acompanharam na empreitada. Não estava nem um pouco interessado em conferir os efeitos visuais, mesmo tendo discernimento e decência para admitir que são eles o ponto forte do filme. Porém, não estou interessado em nada disso. Não é meu fetiche. E sempre defendi aqui que não basta, por exemplo, direção de arte impecável para se fazer um bom filme. Do mesmo jeito, efeitos em três dimensões não bastam a mim.

Isso posto, Avatar não superou minhas expectativas. O roteiro é muito ruim. Explico tudo isso num texto que fiz especialmente para o coletivo Mondo Redondo, que volta a girar depois de anos. Quer conferir? Vai ter paciência para ler tudo? Então, clique aqui.

7 comentários:

Adriano Pereira disse...

Também não gostei muito.

Bom post Eduardo.
A propósito, sou leitor do seu blog e já linkei no meu recém inaugurado http://dropsdecinema.blogspot.com/

Vulgo Dudu disse...

Adriano, obrigado pelo comentário! Vou dar um confere nos seus escritos também. Seja sempre bem-vindo por aqui.

Abs!

Pedro Henrique disse...

Você disse lá no texto que o filme cumpre seu papel. Então, missão cumprida para o filme, certo? Se ele cumpre seu papel, foi bem sucedido. Ah sim, eu gosto do filme,

Vulgo Dudu disse...

Pedro, veja bem, eu escrevi que ele "cumpre seu papel em se tornar o centro das discussões sobre o que parece ser uma nova era para o entretenimento mundial, as super produções em três dimensões" - é bem sucedido industrialmente, e não cinematograficamente, segundo a minha opinião.

Abs!

Pedro Henrique disse...

É, sim, concordo com isso. Mas não acho que o Cameron tenha pensado mais na arte do que na grana. Ele tá mais pelo dinheiro mesmo. Eu sempre tento colocar o filme ao lado dos blockbusters (2012, Homem de Ferro, Harry Potter etc) sem pretensões artísticas, aí ele funciona mais pra mim.

Abs!

Carol Simion disse...

Preciso mostrar esse post para mais gente.

Primeiro, porque o blog é ótimo (parabéns, inclusive!). Segundo, porque as pessoas precisam entender por quê eu não gostei do filme.

A arte é boa, está bem, essa parte eu entendi. Mas e o roteiro? Que coisinha mais sem graça, sem conta que ao menos uns 50 filmes já estreiaram com essa de "sou malzinho, vejo o outro lado, me apaixono, viro bonzinho". Tendo essa linha principal também dá para fazer um filme bom, se o diretor e o roteirista forem bem talentosos. Mas Avatar falhou nesse quesito.

Mas, sabe, não me assusta o mundo inteiro ter adorado o filme. A mídia solta uma crítica favorável, e todos vão assistir ao filme já com a opinião de que é ótimo. E, além do mais, para as grandes massas a concepção de cinema já é muito vulgar e superficial. Uma pena.

Vulgo Dudu disse...

Pedrão, pra essa galera é sempre pelo dinheiro. Foram acostumados com isso, não tem jeito. O que não é errado, né? Só não venha depois viajar o mundo e entrar em debates cívicos, políticos e ambientais... rs!

Carol, seja bem-vinda por aqui! E muito obrigado pelo elogio. Como escrevi, contar histórias é a magia que o cinema deveria ter como mote. A indústria cultural está cada vez mais longe disso.

Bjs e abs!