sexta-feira, maio 14, 2010

#35 - Os homens que não amavam as mulheres (Män som hatar kvinnor), de Niels Arden Oplev


Estreia hoje no circuitão um filme baseado num best seller sueco. Os homens que não amavam as mulheres peca por não levar em conta que a linguagem cinematográfica é diferente da literária. A adaptação ao pé da letra atrapalha o bom andamento do filme. Escrevi uma resenha publicada hoje na Revista Programa, do Jornal do Brasil. Taí.

Primeiro filme adaptado de uma trilogia literária escrita pelo sueco Stieg Larrson, Os homens que não amavam as mulheres é um thriller que tem uma premissa bastante interessante: um jornalista investigativo é contratado por um milionário para desvendar o estranho desaparecimento de uma jovem, décadas atrás. Ele é ajudado por uma hacker temperamental e esquisitona, a protagonista da série, Lisbeth Salander.

Porém, o que era para ser uma trama instigante e perturbadora, acaba se revelando uma produção enfadonha logo nos minutos inciais de projeção. Com um roteiro cerzido nas coxas, repleto de clichês e reviravoltas previsíveis, o clima de suspense não é o suficiente para prender o espectador na poltrona. Há exageros nas interpretações e, principalmente, nas caracterizações. O desfecho, tão importante ao gênero, é particularmente irritante, apelando para o didatismo e tornando o filme uma experiência ainda mais cansativa.

5 comentários:

Rafael Carvalho disse...

Conheço o livro, mas nunca o li. O filme até que me deu curiosidade, mas os vários comentários negativos a respeito têm me desanimado muito. Mas tentarei ver.

Pedro Henrique disse...

Não vi esse ainda, mas já tem versão norte-americana embalada pra presente. Deve ser mais feia, creio.

Kamila disse...

O texto começou promissor, mas o final foi uma ducha de água fria nas pretensões de assistir ao filme.

Beijos!

Airton disse...

opaa..
soh com filmes alternativos ultimamente em
hehe
o outro pareceu mais interessante mas enfim
bom texto

aparece no blog
ta sumido

abraçao

Vulgo Dudu disse...

Rafael, ele tem uma morbidez que, se fosse bem explorada, renderia. Mas cai na armadilha das adaptações: tenta ser literal. Não tira proveito da linguagem cinematográfica.

Pedro, eu li que o diretor vai ser o David Fincher. Ele talvez saiba lidar melhor com a questão da adaptação, de uso adequado da linguagem. E tb sobre a tal morbidez.

Kamila, o desfecho é um balde de água gelada em pleno inverno siberiano!

Airton, tô sumido porque tô sem internet em casa, e cheio de trabalhos pra finalizar. Uma merda! Mas hj tirei um tempinho para navegar pelos blogs.

Bjs e abs!