terça-feira, dezembro 29, 2009

#141 - Sempre ao seu lado (Hachiko: a dog's story), de Lasse Hallström


Parece que agora é moda. Todo dia 25 estreia um filme com cachorros. Estranho, né? E todos dão lição de vida através de vivências catárticas, que levam a plateia às lágrimas. Ano passado, o chororô ficou por conta de Marley e eu. Este ano, a vez é de Sempre ao seu lado. Apesar das diferenças no argumento, no fim das contas o que importa mesmo é colocar as glândulas lacrimais dos espectadores para trabalhar.

Richard Gere, em fim de carreira, encara mais um papel pífio. Interpreta um professor que encontra um filhote de akita abandonado na estação de trem perto de casa. Leva o bichano para casa, enfrenta a resistência da mulher, mas acaba estabelecendo uma relação profunda com ele.


O filme trata de um famoso episódio que aconteceu nos idos de 1910 no Japão e acabou virando uma espécie de ensinamento oriental. Um cão da raça akita, que tinha por costume aguardar o dono na estação de trem após o expediente, sempre no mesmo lugar, manteve a rotina, dia após dia, mesmo depois de um enfarte fulminante ter levado seu fiel amigo para o além.

Hachiko, o tal akita, é um cão fofinho feito Marley, mas muito menos brincalhão. O próprio roteiro deixa claro que ele não gosta de brincadeiras bobocas e nem de agradar o dono com demonstrações circenses. Ou seja, é quase uma antítese do que é conveniente, em termos caninos, a uma família estadunidense: um cão babão, boboca, destruidor de móveis, que faz xixi no tapete da sala e baba a casa inteira. Acontece que todo o miolo do filme, como atores, fotografia, montagem, trilha sonora e cenografia, funcionam de acordo com as intenções da indústria cinematográfica estadunidense. Obviamente, não tinha como dar certo.


No meu tempo havia filmes com Papai Noel nesta época do ano.

Em breve, uma resenha mais completa no site da M...

6 comentários:

Reinaldo Glioche disse...

Olha, eu gostei bastante do filme. Sou entusiasta desses filmes, que embora limitados, servem ao propósito de contar histórias inspiradoras.
Grande abraço!

Kamila disse...

Eu também gostei bastante desse filme, como você sabe - apesar de concordar contigo que o Richard Gere está em final de carreira.

Beijos!

Pedro Henrique disse...

A indústria dogniana não pára mesmo. Que loucura, eu gosto do diretor, mas nunca imaginei que ele fosse se meter "num filme que emociona a todos" - como diz a chamada.

Boas festas aí, Dudu!

Vulgo Dudu disse...

Reinaldo, eu tenho certa implicância com essa mania de cães dando lição nos humanos. Sim, eles vivem fazendo isso - mas parece que a indúst5ria cinematográfica sempre apela para isso. Por quê? Só porque são fofinhos? Mas entendo e não estranho o fato de muita gente gostar!

Kamila, eu entendo. As duas coisas: o filme e o Richard Gere. rs...

Pedrão, no fim das contas nem emociona tanto assim. Pelo menos a mim. É tudo muito artificial para causar comoção.

Bjs, abs e feliz 2010!

Mescla de culturas disse...

É bem monótono, eu admito!
Mas não é tão ruim assim, vai?
É bem melhor que Marley e eu!

Anônimo disse...

Crítico babaca = crítica babaca. Nada mais que isso.