sábado, fevereiro 21, 2009

#21 - Happy-go-lucky, de Mike Leigh


Já dizia aquela canção do Monty Python, "always look at the bright side of life". É exatamente isso que a protagonista de Happy-go-lucky, Poppy, faz durante as quase duas horas de projeção. O tempo inteiro. Sem parar. Olha tanto para o lado positivo da vida que chega a irritar algumas pessoas que estão ao seu lado curtindo uma fossa.

O roteiro conta, então, a história dessa professora primária, interpretada pela competente Sally Hawkins, que está sempre com um sorriso no rosto e tenta contagiar quem está ao seu redor. Durante o filme, ela vai se envolvendo em situações corriqueiras e tentando, com alta dose de otimismo, contornar possíveis tensões. Há sequências realmente ótimas, nas quais ela contracena com um instrutor de direção neurastênico e com uma professora de dança flamenca intensamente emocional.

Mike Leigh, sujeito acostumado com o ofício da direção, entrega um filme bem feito, bem montado e de rotinas corretas. Não é à toa que Happy-go-lucky, título oriundo de uma expressão inglesa para pessoas que "meio que cagam para os problemas", chamou a atenção durante o Festival de Berlim. É um filme realmente fofinho. Porém, nada além disso.

O chato é constatar, durante os créditos finais, que eu seria uma dessas pessoas que acharia Poppy um pé-no-saco!

8 comentários:

Kau Oliveira disse...

Dudu, estou de volta à ativa!!!!!!

Sobre o filme: me decepcionei. Achei o roteiro forçadíssimo e Sally absurdamente exagerada. Tb sou do time que acharia Poppy chata pra c******!

Abs!

Kamila disse...

É justamente esta a minha preocupação em relação à "Simplesmente Feliz": achar a Poppy um pé no saco. Sou uma pessoa naturalmente otimista, mas alegria em excesso enche o saco!!!!

Mesmo assim, espero estar errada, até porque gosto muito dos filmes do Mike Leigh.

Sérgio Déda disse...

Ia assistir um dia desses, mas não consegui... Me alertaram sobre isso também do longa, mas espero que eu goste.

Vulgo Dudu disse...

Kau, é mesmo um filme estranho, mas até que achei simpático. Tem bons personagens, como o instrutor de direção e a professora de flamenco.

Kamila, o filme tem sim certo frescor, mas não é nada de mais. Talvez valha pela sua simpatia com Mike Leigh! Eu tenho certeza que não me daria bem com uma Poppy!

Sérgio, sem pressa... rs! Coloque seus filmes mais urgentes em dia e deixe esse para depois.

Bjs e abs!

Rafael Carvalho disse...

Incrível a disposição dessa personagem a estar sempre feliz. Chega a ser estranho pensar numa pessoa dessas, mas acho que o filme precisa dela assim para contar sua história e com uma direção correta do Mike Leigh num filme que só quer isso, ser feliz. A Sally Hawkins está excelente.

Vulgo Dudu disse...

Rafael, eu não gostei tanto assim, mas até que o filme tem um quê simpático. A personagem é que é chata demais!

Abs!

jeff disse...

Devido a Sally Hawkins, gostei muito da Poppy, apesar de achá-la muito inverossímil. hehe Mas o filme sim eu achei um pé-no-saco! Eu não aguentava mais ver aquilo. Se não fosse a Hawkins e os figurinos, o filme seria um desastre maior ainda.

[]s!

Vulgo Dudu disse...

Jeff, eu achei a Poppy mais pé-no-saco do que o filme em si! E não achei os figurinos nada de mais. Ok, ela se veste toda exótica e acaba ficando engraçado, mas nada de mais...

Abs!