segunda-feira, fevereiro 16, 2009

#18 - A fronteira da alvorada (La frontière de l'aube), de Phillipe Garrel


Phillipe Garrel é um dos grandes diretores do cinema francês contemporâneo. Em grande parte porque trata os seus filmes como verdadeiras obras de arte. É cuidadoso na filmagem, na direção de atores, na montagem e na edição, remetendo sua filmografia aos grandes mestres da Nouvelle Vague. Sua mais nova produção, A fronteira da alvorada, carrega todo esse capricho com um argumento primoroso.

Durante a primeira metade do filme, acompanhamos o envolvimento amoroso do fotógrafo François, Louis Garrel (filho do diretor, em mais uma colaboração familiar), com uma atriz casada, porém solitária, Carole, interpretada pela bela e lacônica Laura Smet. O romance entre os dois começa a tomar rumos inesperados, até culminar, na segunda metade, em um turbulento relacionamento. E é aí que a história ganha um ritmo assustadoramente intenso e interessante.

A fotografia em preto e branco e a trilha sonora são dois destaques que enchem os olhos e os ouvidos. Uma complementa a outra de forma brilhante, fazendo com que o roteiro caminhe em tom crescente, sempre. A simplicidade com que se enquadra todos os atores é fantástica. Há espaço para que o jogo cênico se desenvolva com liberdade.

Uma pequena pérola, surpreendente!

6 comentários:

pedro tavares disse...

Nossa eu to mt curioso pra conferir esse filme...

Wolney disse...

Olá, talvez aqui não seja o lugar ideal para perguntar: voce poderia me indicar uma relação de filmes/links sobre leitura. Eu já encontrei dois:

O clube da leitura de Jane Austen

Nunca te vi sempre te amei

A minha idéia foi fazer uma relação de filmes (começar pela imagem) para tentar levar alunas (curso de pedagogia) a criarem gosto pela leitura escrita. E nada melhor do que perguntar a um cinéfilo, não é?

pode enviar para whonoriof@gmail.com

Grato,
Wolney

Rafael Carvalho disse...

Vi e gostei muito desse filme e não entendo como tanta gente torceu o nariz pra ele. Filme feito à moda antiga, seguindo o estilo do Garrel que já tinha nos dado aquela belezura que é Amantes Constantes. O toque fantástico caiu muito bem no filme e eu adoro o final. Ótimo!

Vulgo Dudu disse...

Pedro, se você curte o estilo do diretor, vai adorar esse aqui! E ele melhora depois de alguns minutos de projeção.

Wolney, vou pensar em alguns filmes e lhe mando por e-mail, combinado?

Rafael, é verdade: o realismo fantástico presente no filme dá um toque todo especial à trama. É uma forma contundente de falar sobre depressão, desarmonia, desilusão e outras coisas começadas por des...

Abs!

Kamila disse...

Não conheço o Philippe Garrel, mas adoro o filho dele. O Louis é um ótimo ator e ele me chama a atenção por gostar de trabalhar sempre com pessoas que lhe são muito familiares, como o pai e o Christophe Honoré. Adoro cinema francês e anotei sua recomendação aqui.

Vulgo Dudu disse...

Kamila, vale a pena conferir a filmografia do Garrel Pai! Vale a pena ver esse aqui!

Bjs!