sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Luz, câmera... canção! - Mundo Livre S/A

Mundo Livre S/A é uma das grandes bandas brasileiras de rock, colocada de lado pela grande mídia, em parte por causa de seu posicionamento político crítico e contundente. Não bastassem as letras geniais, a sonoridade é completamente diferente do que é oferecido pelas gravadoras. Fred 04 e sua banda incomodam muita gente!

Outro dia estava ouvindo o sensacional disco O outro mundo de Manuela Rosário, que contém uma pérola digna de ter o videoclipe publicado aqui. Mais pelo conteúdo do que pelas imagens. Trata-se da canção "Azia Amazônica", na qual 04 fala sobre o uso do cinema pelos estadunidenses como estratégia de controle das massas. A letra se concentra na influência hollywoodiana sobre a cultura latino-americana. Como metáfora, a presença de ninguém menos que Schwarzenegger na Floresta Amazônica. Genial!



E os caras lotaram as ruas do Recife no carnaval...

#24 - Berlin Alexanderplatz (Episódio 8 - O sol aquece a pele, mas às vezes a queima), de Rainer Werner Fassbinder


Nove entre dez maus elementos preferem as más companhias - já dizia aquela canção dos Sex Beatles. Franz Biberkopf não tem jeito. Depois de conhecer um jovem criminoso, Willy, nosso protagonista começa a tabalhar com negócios escusos.

De quebra, Eva, sua ex-amante, lhe apresenta a uma moça recém chegada a Berlim, com a qual Franz se envolve profundamente. Mieze, sua nova companheira, lhe desperta ciúmes. Por isso mesmo, as lembranças do crime passional que cometeu começam a ficar cada vez mais vivas em sua memória, chegando a perturbá-lo.

Passada metade da série, já é possível observar a grandiosidade da obra, que foi um marco no chamado Novo Cinema Alemão. Aguardo o Epílogo com ansiedade, pois dizem que é realmente o ápice do trabalho de Fassbinder.

Tô quase lá...

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

#23 - Nalu, de Rafael Mellin


Na semana do carnaval fez sol e o mar esteve calmo, mas eu arrumei um probleminha de leve no joelho que me impediu de surfar um pouco. Solução: dar mais um confere nos DVDs que meu vizinho deixou por aqui. O escolhido foi Nalu - que, como sugere a capa, não é um longa, e sim um vídeo de surfe.

Ao que parece, o DVD veio encartado na revista Fluir. Porém, engana-se quem pensa que se trata de mais um vídeo com longas sessions nos picos mais famosos do mundo. Não que não tenha isso, tem sim. O bacana é que acompanhamos todas estas aventuras em busca da onda perfeita sob a ótica de um casal. Ele, Everaldo Pato, surfista profissional. Ela, Fabiana Nigol, esposa dedicada e cinegrafista.

Em cada destino apresentado, em cada onda surfada, ficamos por dentro das moivações pessoais do casal, o que torna o vídeo bastante interessante e nada cansativo. Aliado ao bom argumento e às belas imagens colhidas, uma montagem eficiente e uma trilha sonora que realmente faz a diferença! O único pecado do filme é a escolha de uma narradora em off que não funciona tão bem assim. O recurso soa, na maioria das vezes, desnecessário. Quebra um pouco o ritmo do roteiro.

Eu acho que fui colega de universidade do diretor. Rafael Mellin e os outros nomes envolvidos me são muito familiares. Se for quem eu acho que é, um cara que já estava naquela época envolvido com projetos ligados ao surfe, é muito bom ver o amadurecimento dele! Tem um futuro brilhante pela frente.

Nalu vale a pena, mesmo para quem não é familiarizado com o surfe!

#22 - Berlin Alexanderplatz (Episódio 7 - Lembre-se: um juramento pode ser amputado), de Rainer Werner Fassbinder


De volta à saga de Franz Biberkopf!

No sétimo episódio da série cinematrogáfica mais longa da história, Franz se recupera de um grave acidente. Porém, está cada vez mais inclinado a quebrar o juramento que fez lá no começo da história, quando admitiu tentar levar uma vida correta e honesta. Ao conhecer um cafetão de cabaré, o flerte com o mundo da prostituição fica mais forte.

Há uma cena memorável neste episódio, na qual Franz visita uma vila de baixo meretrício. O cenário lembra mais um purgatório, como se fosse uma pintura de Bosch: fantasias sexuais e fetiches de todos os tipos, dos mais comuns aos mais bizarros, se misturam a mulheres com trajes sugestivos e chicotes em punho.

No próximo capítulo, novas personagens importantes à trama entram na história.

sábado, fevereiro 21, 2009

#21 - Happy-go-lucky, de Mike Leigh


Já dizia aquela canção do Monty Python, "always look at the bright side of life". É exatamente isso que a protagonista de Happy-go-lucky, Poppy, faz durante as quase duas horas de projeção. O tempo inteiro. Sem parar. Olha tanto para o lado positivo da vida que chega a irritar algumas pessoas que estão ao seu lado curtindo uma fossa.

O roteiro conta, então, a história dessa professora primária, interpretada pela competente Sally Hawkins, que está sempre com um sorriso no rosto e tenta contagiar quem está ao seu redor. Durante o filme, ela vai se envolvendo em situações corriqueiras e tentando, com alta dose de otimismo, contornar possíveis tensões. Há sequências realmente ótimas, nas quais ela contracena com um instrutor de direção neurastênico e com uma professora de dança flamenca intensamente emocional.

Mike Leigh, sujeito acostumado com o ofício da direção, entrega um filme bem feito, bem montado e de rotinas corretas. Não é à toa que Happy-go-lucky, título oriundo de uma expressão inglesa para pessoas que "meio que cagam para os problemas", chamou a atenção durante o Festival de Berlim. É um filme realmente fofinho. Porém, nada além disso.

O chato é constatar, durante os créditos finais, que eu seria uma dessas pessoas que acharia Poppy um pé-no-saco!

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

#20 - A gangue dos dobermans (The doberman gang), de Byron Chudnow


Mais um filme de cachorro? Sim! Porém, este não passa na Sessão da Tarde! Também não tem final feliz e muito menos mensagens para toda a família. Estamos falando de cães raivosos, que babam de raiva, latem alto e mostram os dentes. Trata-se de um clássico da década de 70, velho conhecido de quem curtia um Corujão: A gangue dos dobermans.

A produção, de baixo orçamento, com traços de um bom exploitation, tem um roteiro bastante interessante. Cansado de erros primários nos planos de assalto a bancos, um criminoso tem a brilhante ideia de treinar cães para fazer o serviço sujo. Escolhe, como sugere o título, trabalhar com seis dobermans - raça que, na época, era tida como a mais feroz. Com a ajuda de um ex-combatente do Vietnã, expert em adestramento, os bichos vão se tornando verdadeiras armas letais.

Dillinger, Bonnie, Clyde, Baby Face Nelson, Pretty Boy Floyd e Ma Barker (todos têm nomes de bandidos famosos), que formam o sexteto canino, são o que há de melhor no filme em termos de atuação (lembre-se, é uma produção de baixo orçamento). As cenas de ação valem a película! A trilha sonora, que cobre quase todo o filme, também é sensacional - aquele jazz típico dos thrillers da época. O desfecho é curioso e, de certo modo, criativo.

A gangue dos dobermans fez com que uma geração temesse a raça, mas ao mesmo tempo a tornou mundialmente conhecida. O sucesso foi tanto, que outros três filmes do gênero foram produzidos, todos dirigidos por Chudnow. Um deles, inclusive, mostrando que os dobermans também podem ser bonzinhos.

Pitbull é o cacete!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

#19 - Frost/ Nixon, de Ron Howard


O problema deve ser comigo, sei lá. Frost/ Nixon foi indicado a 5 estatuetas do Oscar, quatro delas em categorias de destaque, e eu não gostei do filme. Claro, tem lá seus pontos positivos, mas o resultado final não me agradou nem um pouco.

A produção conta a história do famoso embate televisivo entre o apresentador fanfarrão David Frost e o ex-presidente Richard Nixon. O primeiro, desacreditado pelas editorias políticas, busca os holofotes. O segundo, após o escândalo Watergate e a renúncia, busca a redenção por parte da opinião pública. O argumento é baseado em fatos reais. Aliás, fatos políticos que tiveram força o suficiente para mudar o rumo da política estadunidense. O roteiro é baseado em peça encenada na Broadway. E é justamente este, misturado com a direção frouxa do fraco Ron Howard, que concentra minhas críticas.

Joga-se na latrina a oportunidade de se fazer um excelente filme político de conteúdo relevante para a história recente dos Estados Unidos. A quantidade absurda e desnecessária de piadinhas e gags, em pleno fogo cruzado, vai fazer com que, em certos momentos, a plateia ria como se estivesse diante de uma comédia pastelão - prova de que Hollywood tenta, cada vez mais, acostumar os espectadores com meros shows de entretenimento, entregando um filme bem acabado, mas oco.

O elenco é, de fato, primoroso. Os dois atores em duelo, Frank Langella e Michael Sheen, que viveram Frost e Nixon nos palcos da Broadway, estão em perfeita sintonia. É interessante ver como os dois se saem bem diante das câmeras. Sam Rockwell e Kevin Bacon também emprestam seus talentos para o filme.

Panis et circenses!

PS: ficou imaginando como seria o David Frost entrevistando o Lula? Contribuição do Luiz Mendes Júnior, eis o vídeo Frost/ Lula.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

#18 - A fronteira da alvorada (La frontière de l'aube), de Phillipe Garrel


Phillipe Garrel é um dos grandes diretores do cinema francês contemporâneo. Em grande parte porque trata os seus filmes como verdadeiras obras de arte. É cuidadoso na filmagem, na direção de atores, na montagem e na edição, remetendo sua filmografia aos grandes mestres da Nouvelle Vague. Sua mais nova produção, A fronteira da alvorada, carrega todo esse capricho com um argumento primoroso.

Durante a primeira metade do filme, acompanhamos o envolvimento amoroso do fotógrafo François, Louis Garrel (filho do diretor, em mais uma colaboração familiar), com uma atriz casada, porém solitária, Carole, interpretada pela bela e lacônica Laura Smet. O romance entre os dois começa a tomar rumos inesperados, até culminar, na segunda metade, em um turbulento relacionamento. E é aí que a história ganha um ritmo assustadoramente intenso e interessante.

A fotografia em preto e branco e a trilha sonora são dois destaques que enchem os olhos e os ouvidos. Uma complementa a outra de forma brilhante, fazendo com que o roteiro caminhe em tom crescente, sempre. A simplicidade com que se enquadra todos os atores é fantástica. Há espaço para que o jogo cênico se desenvolva com liberdade.

Uma pequena pérola, surpreendente!

#17 - Um hotel bom pra cachorro (Hotel for dogs), de Thor Freudenthal


Cachorros, cachorros e mais cachorros! A temporada cinematográfica de férias está repleta de filmes com cachorro. Eu adoro os tais quadrúpedes - que fique bem claro. Um hotel bom pra cachorro é um filme assumidamente feito para a criançada. Portanto, após exibições do gênero, quando devo dar meu juízo de gosto, ao invés de destilar meu mau humor e pouco apreço com temas batidos, eu me faço a seguinte pergunta:

"E aí? Traria minha filhota para ver esse filme?"

E a resposta, no caso, foi afirmativa. Ou seja, escrever uma crítica de merda para a M... seria forçar a barra e apelar para um estereótipo fácil. Se minha filha fosse um pouco mais velha, acho que se divertiria com a história de um casal de irmãos adotados que começa a resgatar vira-latas abandonados nas ruas. Aí é aquilo: as aventuras deles tentando esconder os cachorros de todo o mundo em um hotel desativado.

Eu, o escriba, não achei o filme ótimo. Porém, recomendo a quem tem filhos, sobrinhos, afilhados etc. Trata-se de uma produção inofensiva, sem grandes lições de vida, e que contextualiza de forma simples a questão de cães vira-latas serem tão bacanas quanto os que têm pedigree.

Vale ressaltar uma qualidade que me chamou a atenção. Há muito tempo não via uma produção estadunidense que abordasse o tema da adoção de cães sem raça definida. Ou seja, é uma catarse bem mais convincente do que aquela de filmes com labradores fofinhos, comumente vistos na tela grande.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

#16 - Sexta-feira 13 (Friday the 13th), de Marcus Nispel


Difícil dizer o que dá mais medo: o Jason matando jovens incautos ou o Michael Bay produzindo um remake da clássica franquia de terror Sexta-feira 13. Como não poderia deixar de ser, depois de terem mandado o psicopata mais famoso das telonas para Nova York e até para o espaço sideral, fui assistir à sessão desta nova produção meio ressabiado.

Porém, me surpreendi! Os quinze primeiros minutos de projeção me fizeram esquecer completamente o receio de ver mais um remake tosco. Já é possível, de cara, notar que o novo Sexta-feira 13 se mantém fiel à série original. Obviamente, algumas mudanças foram feitas para que a história ganhasse ritmo. Jason agora é mais rápido, mais ágil e mais sádico - mais assustador. Além disso, podemos testemunhar o que ele faz enquanto não está dilacerando a carne alheia.

Tem falhas? Ah, tem! Mas tem também sexo, drogas e sangue como nos velhos e cultuados slashers dos anos 80. É diversão e nostalgia garantidas!

Conferi a sessão para a imprensa ao lado de um grande amigo e apreciador do gênero, o fotógrafo e artista plástico Beto Roma. Nós dois sentamos em um café depois do filme e fizemos uma crítica para a M... Online, que você pode ler aqui!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Luz, câmera... canção! - Florence and The Machine

Façam as suas apostas. Eu faço a minha: a nova diva da boa música independente vai ser a inglesa Florence. Ela e sua Machine estão atraindo os holofotes da mídia britânica. Não é para menos. A moça faz um som realmente diferente, em composições minimalistas e explosivas (ao mesmo tempo, por mais dicotômico que possa parecer). É de um capricho ímpar.

E se as canções de Florence and The Machine fazem bem ao ouvido, os videoclipes são colírios para os olhos. Espia só que maravilha é "Dog days are over"! A música é linda, vigorosa e explode lá pelos dois minutos de execução. O vídeo mostra uma espécie de povo da floresta, que usa roupas coloridas e pinta o rosto, perseguindo a pobre Florence. É bonito, estranho, encantador e assustador - tudo ao mesmo tempo também.



A qualidade do vídeo nem é lá grandes coisas, mas dá para perceber o cuidado com direção de arte, figurino e cenografia. A idéia da letra e da música ficam evidentes. Aqui tem uma versão com qualidade um pouco melhor.

O primeiro CD da moça tem previsão de lançamento para o meio de 2009. Até lá, é possível se deliciar com os singles disponíveis na grande rede.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

#15 - Milk, de Gus Van Sant


Taí mais um filme indicado para ser agraciado com uma estatueta da Academia. Estão aí, também, mais um belo roteiro, belos atores e um belo exemplo de como certos detalhes e maneirismos podem arruinar uma obra-prima.

Milk é um bom filme.

Tem Gus Van Sant na direção. O cineasta adota uma montagem mais convencional para contar a história do ativista político Harvey Milk, que lutava pelos direitos dos homossexuais em São Francisco, EUA, na década de 70. Os frutos da experimentação cinematográfica em trabalhos anteriores, como os planos bem pensados, a câmera livre e as cenas meticulosamente bem estudadas, agora são colhidos. Tecnicamente, o filme é impecável!

Tem Sean Penn como protagonista. E não só ele, mas todo um elenco verdadeiramente preparado para conferir credibilidade aos personagens reais que fizeram parte dessa história. Penn é realmente o cara, competente e entregue ao papel, mas Emile Hirsch dá um banho de interpretação também.

Tem um argumento de cunho político que ainda faz sentido e que vai além da sexualidade: trata da mobilização pela representatividade política das minorias em regimes que dizem pregar a liberdade do indivíduo.

Podia ser um filmaço, não fosse a fatídica queda de desempenho do roteiro, até culminar em um desfecho comum, melodramático - que, parece, está contaminando todos os indicados ao Oscar de Melhor Filme. Definitivamente, a conclusão não combina em nada com a filmografia de um diretor do quilate de Gus Van Sant.

Ainda assim, um belo filme político.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

#14 - Glória ao cineasta (Kantoku banzai!), de Takeshi Kitano


O polivalente Takeshi Kitano sempre foi bom no ofício de rir de si mesmo. Em Glória ao cineasta, o diretor japonês retorna à comédia para fazer piada não só consigo mesmo, mas também com toda a indústria cinematográfica. E não sobra para ninguém!

Tudo começa quando Kitano tem um bloqueio criativo. Cabisbaixo, anda pelas ruas de sua terra natal em companhia de um boneco, que também é seu dublê. Cansado da própria filmografia, resolve buscar inspiração em outros gêneros. É aí que começa uma série de sequências repletas de humor nonsense e deboche. Em uma crítica sarcástica ao sistema cinematográfico, Kitano faz piada com os filmes étnicos de Ozu, com a onda estadunidense de produzir remakes de terror originalmente nipônicos (aliás, a melhor piada!) e até mesmo com seus trabalhos mais aclamados pela crítica internacional, como Zatoichi.

Trata-se, no fundo, de uma deliciosa viagem autobiográfica utilizando o pastiche como linguagem. Soa como uma espécie de memória feliniana em ritmo de Monty Phyton - inclusive com referência a este na forma como entram o título e os créditos finais. Interessante notar que a comédia, gênero que Kitano domina com maestria (vide seus primeiros trabalhos) não é o cartão de visitas do diretor.

Vale ressaltar que vai saborear muito mais o filme quem já está familiarizado com a obra do cineasta.

Glória a Kitano!

Selim

Colocando, finalmente, a casa em ordem! Acabei acumulando algumas resenhas por causa da minha flagrante falta de capacidade em gerenciar meu tempo. Foram muitos filmes vistos e ainda há uma bateria de estreias durante esta semana, antes do carnaval.

Também não tive tempo de agradecer e repassar um selo que este blog recebeu. O que me deixa realmente contente, mais do que ser lembrado, é ter sido citado por quatro pessoas que realmente admiro e acabaram virando visita obrigatória: Leela, do Cera Quente, companheira de letras e pessoa sensacional, sou fã; Ramon, do Cinema em Casa, um dos primeiros blogs que conheci logo após estrear o meu; Kamila, do Cinéfila por Natureza, que tem o dom da escrita por natureza também; Rafael, do Moviola Digital, com um olhar crítico verdadeiramente coerente, sem excessos; e o Jeff, do Receio de Remorso, que impressiona por ser um jovem com tamanho repertório cinematográfico. Em respeito a eles, segue o tal selo com as tais regras para ser divulgado.

1. Exiba a imagem do selo “Olha que Blog Maneiro!” que você acabou de ganhar.
2. Poste o link do blog que te indicou (muito importante).
3. Indique 10 blogs de sua preferência.
4. Avise aos seus indicados (não esquecer).
5. Publique as regras.
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7. Envie a sua foto ou de um (a) amigo (a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com o link dos 10 blogs para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P&B.

Já disse e repito: todo mundo que está ali ao lado, na minha lista de link, merece mais que selos. Merecem visitas. Os cinco que me indicaram com certeza seriam indicados por mim, mas para fazer a coisa rodar direito, vou escolher outros dez.

Ric-o, do Pensa Rics, pensa!
Dougra, Surfista Platinado
Dani, a Especialista
Mizarela, do Descascaralho
Márcio Silva, o cara
Luiz, do Notícias do Front
Gustavo Martins, do Minicontos Perversos
Wiliam, do Eco Social
Sérgio, do Blog dos Cinéfilos
Sr. Carranca, do Cine Carranca

Putz, isso dá trabalho! Queridões indicados, fiquem à vontade para não repassar o selo com todas essas regras, porque não estou interessado na tal caricatura, ok?

Beijos e abraços a todos! E obrigado por demais ao apoio de vocês!

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

#13 - Noivas em guerra (Bride wars), de Gary Winick


Noivas em guerra? - pergunta-me o leitor mais atento. Sim, são os ossos do ofício.

Hoje estreia mais uma comédia sobre casamentos, com mais um roteiro sobre noivas neuróticas. Kate Hudson e Anne Hathaway estrelam esse filme, no qual vão de amigas inseparáveis a inimigas mortais depois que suas cerimônias são marcadas equivocadamente para o mesmo dia.

Ambas não têm o timing para a comédia. E nem aquela cara de noiva enjoada da Julia Roberts.

Ganhou uma crítica de merda que já está online. É só clicar aqui!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

#12 - O leitor (The reader), de Sthephen Daldry


Lembra daquele garotinho que contracenava com a Xuxa em cenas tórridas no filme Amor, estranho amor, de Walter Hugo Khouri? Que moleque não gostaria de ter a rainha dos baixinhos como instrutora sexual? Muita gente dizia: ah, garoto de sorte - pegou a Xuxa e, de quebra, a Vera Fischer! Porém, passado algum tempo, o tal petiz nunca mais conseguiu trabalhar como ator e se lançou no mercado de filmes pornográficos. Era o que me vinha à cabeça enquanto assistia a O leitor.

Esse prólogo da vida real serve como espelho, guardadas as devidas proporções, para o argumento do filme de Stephen Daldry, baseado em romance homônimo. Na tela, Kate Winslet interpreta uma moça balzaquiana que inicia sexualmente um jovem estudante de 15 anos. Opa, que moleque não gostaria de ter Kate Winslet como instrutora (o papel quase foi de Nicole Kidman. Nada mal, hein)? As marcas desse relacionamento, porém, influenciam para sempre a vida de ambos. Como o garotinho que traçou a Xuxa, Michael, o protagonista de O leitor, parece carregar consigo um fardo.

Argumento interessante, mas mal explorado. Durante a primeira metade de projeção, quando o casal é apresentado ao público, o filme tem ritmo. Bem filmado, bem fotografado, bem interpretado. Winslet se apresenta com uma sensualidade dura, bruta, sofrida e convincente. As melhores sequências derivam justamente da troca estabelecida entre os dois: ela oferece o sexo e ele, a leitura de clássicos. As cenas de coito são muito bem enquadradas, na dose correta, com certo lirismo, evitando interpretações mais acaloradas que sublinhariam a pedofilia como tema central.

O problema é que o argumento se esgota logo na primeira metade do filme. O resto é encheção de linguiça típica de grandes produções. Para tentar deixar a trama mastigada e explicadinha para o espectador, somos conduzidos a uma série interminável e cansativa de epílogos, que só fazem com que a trama se arraste. São tantos lugares e épocas diferentes, que vez em quando se torna irritante a tarefa de se situar no contexto do filme.

Cinco indicações para o Oscar e uma conclusão: não é um filme horrível, mas está longe de ser bom...

domingo, fevereiro 01, 2009

Silêncio! #2

Mais um episódio do Silêncio está no ar! Neste segundo programa, vamos tratar daqueles artistas corajosos, aguerridos, desenvergonhados, que não têm medo de passar ridículo – até mesmo porque, se assim temessem, não seriam pauta para o nosso podcast.

Você vai conhecer artistas tão bizarros que acabaram ganhando certa notoriedade em mídias alternativas como a internet. Prepare os tímpanos para ouvir clássicos de Sônia Rocha, Gizele e The Shaggs, entre outros!

Haja ouvido!

Anote o endereço - http://silencio.pensarics.com. E assine o feed!