quarta-feira, janeiro 14, 2009

#5 - Surf nos corais - as ondas mais perfeitas do mundo, de Alexandre Rossi


Por um desses acasos, descobri que o dono do longboard que fica guardado ao lado do meu, na garagem do prédio, é o pai de um amiguinho da minha filha. O cara é surfista de verdade: ele cai em Waimea, 20 pés; eu caio aqui perto, na praia da Macumba mesmo, um metro. Porém, o interesse em comum pelo surfe fez com que ele me emprestasse seis filmes sobre o esporte. O primeiro a ser visto foi este, Surf nos corais.

Como eu suspeitava, o filme não pode ser classificado como documentário, apesar de ter material para isso. Em primeiro lugar, o argumento, que gira em torno dos recifes de corais - os responsáveis por dar forma a ondas perfeitas. Depois, os locais paradisíacos escolhidos (Havaí, Tahiti, Samoa, Indonésia), com natureza e cultura exuberantes. Porém, nada disso é tão bem explorado. O que se vê são belíssimas sessions com alguns dos melhores surfistas do mundo domando ondas sensacionais. Só isso.

Ou seja, é filme para quem gosta de surfe. Ponto final.

Claro que a plasticidade do esporte está lá, mas o grosso dessa produção nacional são as tais "sessions históricas", como os produtores afirmam, em ondas perfeitas. Não há depoimentos, quase não há texto e a trilha sonora não é lá grande coisa. Dificilmente quem não pratica o esporte, que seja nas marolas ou nas tsunamis, vai gostar de Surf nos corais.

O mais interessante, que podia ter sido adicionado na quase uma hora de exibição, está nos extras. Um biólogo explica a importância dos recifes de corais para o ecossistema e a necessidade de preservação dessas florestas submarinas. Ah, sim: a parte das vacas também é interessante. Um pouco de sadismo...

Aloha!

13 comentários:

Rics disse...

Cara, apensar de toda a falta de noção que me fazia entrar em alguns mares mais bravios aí no Rio junto com o Patricko, eu nunca teria coragem de encarar umas ondas desse tamanho, ainda mais com fundo a 2m de profundidade cheio de corais.

Isso é suicídio!

Prefiro ficar só sonhando com estas ondas mesmo. Mais seguro.

Elaine disse...

Fiquei com vontade de assistir ao filme, só para saber o que acontece com as vacas... rsrsrs!
Brincadeira à parte, eu discordo de vc em um ponto: mesmo não sendo surfista (sequer calhorda), acho fascinante o esporte! Adoro ver ao vivo, na telinha ou na telona surfistas descendo aquelas ondas gigantes, ou mesmo as pequenas. É um esporte visualmente lindo!
Tudo bem, vai, admito que não sei se aguentaria (ainda se usa trema nesta palavra?) ficar concentrada em 01 hora de ondas e surfistas... Mas, mesmo assim, eu gosto de assistir!
Beijos da sua fã número 1! Hehehe!

Vulgo Dudu disse...

Ric-o, dois metros nada! Os recifes às vezes ficam a menos de um metro de profundidade! Por isso Teahupoo, por exemplo, ganhou o apelido de Praia dos Crânios Quebrados...

Gatinha, primeira-dama, você não aguentaria, sem trema, ficar acordada nem por 15 minutos. Se você dorme em filme de aventura, imagine num só de ondas? Mas se o João Pestana não lhe pegasse, você gostaria do filme porque, querendo ou não, se encaixa na descrição dos que gostam do esporte. Inclusive, pode contemplar o mar de cima. Aliás, não devia ter desistido de surfar.

Bjs e abs!

Kau disse...

Aha! Mais um cinéfilo surfista??? Achei que estava sozinho nesse mundo, hahahahahahaha. Pego de bodyboard e esses dias tive o prazer de pegar onda ao lado da Dani Monteiro, sabe?? Foi bem legal!!

Abraços!

jeff disse...

É, acho que não ia gostar não. hehe Eu gosto de surf, mas não pratico e nem o suficiente para ver um filme do tipo.
Aliás, o único filme que vi do esporte foi Tá Dando Onda. hehe E também nem gostei. xD

[]s!

Denis Torres disse...

Olá colega Dudu, estou criando um blog sobre cinema e gostaria de incluí-lo na minha lista de links. O endereço é http://thecinemaniaco.wordpress.com/. Depois me dê um retorno aprovando a inclusão de seu link e fazendo uma visita ao blog. Abs!

Denis Torres

Vulgo Dudu disse...

Kau, eu surfo. Tenho uma longboard 9.1" e uma funboard 7.4". Adoro, mas gostaria de ter tempo para praticar mais! Dani Monteiro faz tudo quanto é esporte!

Jeff, tem uns documentários bem acessíveis para quem gosta de surfe e não pratica. Daqueles que, quando acabam, dão uma vontade incontrolável de pegar a prancha e ir para a praia. Recomendo o clássico Endless summer e o genial Step into liquid!

Denis, vou lá dar uma olhada no seu blog Desde já, boa sorte!

Abs!

- cleber ! disse...

Olá, passando aqui pela primeira vez - pra ... sei lá hehe ( :
Estou começando agora com o BLOG em breve estarei ativo !

Sérgio Déda disse...

Parece ser legal mesmo hehehe
Mas não surfo de jeito nenhum... morro de medo hehehehe

Abraços

Vulgo Dudu disse...

Cleber, fique à vontade e volte sempre!

Sérgio, há uma frase que é quase unanimadade entre quem pratica o surfe: quem não tem medo do mar não pode surfar. É preciso respeitá-lo. E todo o surfista precisa (re)conhecer as suas limitações. E para aproveitar o melhor do esporte, tanto faz descer uma onda de 20 pés ou de meio metro, a sensação de liberdade e prazer é a mesma! Experimenta!

Abs!

Anônimo disse...

Achei o filme espetacular. Há quem goste de colocar defeitos nas coisas. Tenho 52 anos, sou "macumbeiro" de coração (surfo na praia da Macumba)e esse considero um dos melhores dos muitos filmes de surfe que já vi.
O Dudu que me desculpe.
Um grande abraço a todos.

Vulgo Dudu disse...

Anônimo, em primeiro lugar, obrigado pela visita e pelo comentário! Depois, não há por que se desculpar! É a sua opinião. E que o blog funcione justamente como espaço para discutirmos. Civilizadamente, eu digo.. hahahaha! Não estamos aqui para bater o martelo ou colocar defeito nas coisas. Trata-se de opinar, o que acaba passando pelo ajuizamento de gosto.

Eu até gostei do filme, porque gosto de ver sessions. Porém, acho que os produtores não aproveitaram a chance de torná-lo mais acessível a quem não pratica o esporte. Material, eles tinham e de sobra! Mas talvez nem fosse essa a intenção deles. Eu penso que despertar o interesse dessas platéias pouco afeitas ao esporte é instigante. O cinema funciona também para que isso aconteça.

Eu resenhei alguns docs de surfe nesse blog, obras fantásticas que vão por esse caminho da amplitude, como Zen and zero, Surfwise e até mesmo o clássico Endless summer.

Quanto à referência da Macumba, minha praia preferida apesar da lenta degradação que sofre por parte de quem não tem consciência, foi só para confessar que meu nível de surfe é baixo... rs... Não me imagino, por exemplo, surfando as ondas do filme. Pelo menos, ainda assim, posso sentir o privilégio de contemplar o mar de cima, de pé.

É isso. Um abraço e volte sempre!

revistaPARAFINA disse...

Aí galera, ne chamo Rodrigo Oliveira e sou editor de redação da revista digital de Cultura surf, meio ambiente e comportamento.

Gostaria que todos vcs e o propriedtári deste blog (muito legal por sinal) dessem um olhada!

REVISTA PARAFINA - www.revistaparafina.com.br

Espero que gostem. Verão que há algo de novo no meio do velho...

Rodrigo F. de Oliveira