segunda-feira, janeiro 05, 2009

#2 - A batalha de Argel (La bataille d'Alger), de Gillo Pontecorvo


Gillo Potecorvo era um jovem tenista playboy que viajava a Europa disputando torneios internacionais. Foi depois de um desses, em Paris, que conheceu e se aproximou de gente como Picasso, Stravinsky e Sartre. Pouco tempo depois, se tornaria um dos maiores diretores do cinema político da nossa história.

Ainda bem que ele resolveu aposentar as raquetes. Em A batalha de Argel, o que se vê na tela é verdadeiramente uma aula que vale por duas: a primeira, de história, abordando um dos mais sangrentos movimentos de indenpendência das colônias europeias (adeus, acento agudo); a segunda, de cinema, com narrativa e montagem de tirar o fôlego!

O roteiro aborda os momentos decisivos que levaram à mobilização da população argelina em busca da independêcia. A Frente Nacional de Libertação organizava atentados terroristas e greves para tentar conscientizar os cidadãos e chamar a atenção da ONU, enquanto o governo francês enviava tropas militares para sitiar e torturar os membros da resistência. Violentos confrontos se tornaram uma constante pelas ruelas apertadas e sinuosas de Casbah, o lugarejo árabe de Argel.

A obra de Pontecorvo é filmada com requintes de documentário, facilitada pelo próprio governo da Argélia. Cenários, figurantes e locações são tomados por cenas de extremo realismo. A música de Ennio Morricone dá o tom dramático aos acontecimentos.

Um filme essencial para quem gosta de cinema político.

5 comentários:

Kau disse...

Decididamente é o estilo de filme que adoro. Passa direto no Telecine Cult, mas sempre "deixo pra lá". Da próxima vez que passar, certeza que verei!

Abraços, Dudu!

Sérgio Déda disse...

Parece um filmaço, mas ainda não vi... vou ver se procuro...

abraço!

Henry disse...

Olá, cara! Que tal adicionar uma nota para o filme ao final das suas resenhas?

Vulgo Dudu disse...

Kau, não deixe passar da próxima vez! É um filmaço! Se perder na TV, procure na locadora!

Sérgio, vai fundo: é verdadeiramente um marco no cinema político!

Henry, bem-vindo por aqui e obrigado pela sugestão. Eu já havia pensado nisso, em cotar os filmes, mas acho que não é a minha cara... Além disso, ia ficar horas pensando em que nota dar! No site da Revista M... tem as cocotações, de uma a cinco merdinhas, e já é uma tareda hercúlea par amim decidir quantas dar.. hahahaha! Obrigado pela visita!

Abs!

Henry disse...

Haha, certo! Darei uma passada lá também.

Obrigado pela dica.

Abraço!