terça-feira, dezembro 23, 2008

#100 - Marley e eu (Marley and me),de David Frankel


Hoje é dia de resenha também no site da M.

O centésimo filme deste ano é também um dos mais aguardados - não por mim - da temporada de blockbusters de Natal: Marley e eu. Pois bem, muita gente que leu a história do labrador desobediente me confessou ter caído em pranto já nas primeiras páginas.

Na sessão para a imprensa não foi diferente. Uma choradeira só! Choraram as meninas, os marmanjos e até o operador do projetor. O argumento por si só já é de certa forma melancólico. Não bastasse isso, o diretor abusa de elementos que aumentam a dramaticidade. Ou seja, uma série de clichês intermináveis.

Fato é que o labrador é fofinho, a Jenifer Aniston é fofinha e o resto do elenco é uma fofura também. Por isso, a catarse funciona. A família estadunidense precisa de um cachorro para ter seu núcleo completo. E precisa também de lições de vida, buscando as mesmas onde quer que seja, até mesmo em um canil.

Para ler a resenha que eu escrevi na sessão Críticos de M., no site da revista, clique aqui!

17 comentários:

minicontosperversos disse...

Vulgo Dudu:

Nosso cartão de fim de ano, como era de se imaginar, está lá no blog.
Espero que você goste!
Abraço!

http://minicontosperversos.blogspot.com/

Kau disse...

Dudu, nem li o livro. Mas no último Carnaval, minha prima ficou um dia inteiro no quarto trancafiada lendo terminando de ler. Depois, quando fui chamá-la para sair a noita, disse que não ia não entendi o porquê. Seus olhos estavam MUITO inchados de tanto chorar... será que é pra tanto? Hahahahahaha.

Abraços!

jeff disse...

Esse e Crepúsculo são dois filmes que não ando fazendo a menor questão de ver. E o mesmo vale para os livros.
É talvez um preconceito bobo, mas além disso, não estou com vontade mesmo. E seu comentário não me animou muito, Dudu. hehe

Kamila disse...

Dudu, não li o livro e acho que, pelo seu texto, confirmo que o filme será fofinho??? :-)

Vulgo Dudu disse...

MCP, feliz Natal pra você também! Vou lá conferir o texto.

Kau, pois é: até a assessora de imprensa do filme chorava. ´um chororô danado. Mas eu acabei o filme com os olhos secos, porque não funcionou comigo.

Jeff, se você não tem vontade de ler o livro, o filme nem deve acrescentar muito. Pelo que andei sabendo, o que se passa no cinema é o mesmo narrado nas páginas.

Kamila, fofura demais estraga, né? rs...

Bjs e abs e feliz Natal!

Sérgio Déda disse...

Não li o livro ainda, nem sabia que estava sendo adaptado...

Dudu... feliz natal meu caro! td de bom!

Alex Gonçalves disse...

Eu AMO cachorros! Se eu pudesse faria a mesma coisa que a personagem da Molly Shannon faz em "Year of the Dog": traria um canil inteiro para viver comigo! Se o natal for um porre, vejo o longa amanhã!

Excelente feriado de natal, Dudu. Abraços!

Hugo Leon disse...

Esse não me atraiu nem um pouco ...

Yuri disse...

Pessoal,

Gostaria que lessem a crítica do Omelete. Eu sempre tive esse site como referência e por pura simpatia julgava suas críticas as melhores. Mas este fato, o de ler a matéria sobre o filme "Marley e Eu", me fez refletir se minha imparcialidade não foi maior que eu presumia. Explico: Pela primeira vez discordei da crítica, no entanto mantive a leitura até certo ponto compreendendo os pontos levantados pelo tal Érico Borgo. Até que me deparei com o comentário "Ao meu ver pessoas assim precisam de um chute no traseiro, não de tapinhas nas costas."
Leia a crítica e vejam se ficam tão revoltados quanto eu. Gostaria de vê-lo tentando dar um chute no meu trasiero antes que eu quebrasse a cara dele. É isso.

http://www.omelete.com.br/cine/100017206/Marley_e_Eu.aspx

O Cara da Locadora disse...

Achei muito engraçado o que você escreveu no M... sobre ele. Eu ainda não vi, nem li o livro, e imagino muito bem o caráter do filme, provavelmente vou deixar pra ver (e chorar) em casa.

Eu tenho uma história sobre o livro, eu estava no aeroporto de SP voltando de voagem (na epoca do caos áereo eu praticamente tive de dormir no aeroporto) quando eu vi uma moça muito bonita, morrendo de rir ao ler um livro e eu tive de perguntar pra ela o que era o livro, era esse. Fiquei interessadíssimo, mas nunca li, nem sabia que era um best seller nem que se tornaria filme, por isso não vou deixar passar batido, rs.

Vulgo Dudu disse...

Sérgio, como eu já escrevi, é o livro preferido de muita gente. Eu vi o fime e não quero ler o livro! rs...

Alex, eu também AMO cachorro, mas ODEIO blockbusters sensacionalistas... rs... O filme é sentimentalóide.

Hugo, também não me atrairia. Eu vi mais pelo exercício escatológico, para escrever uma crítica de Merda. Bem-vindo por aqui!

Yuri, são palavras fortes, sem dúvida - coisa que evito nos meus textos - mas o filme é realmente ruim. Porém, acredito que ele está falando mal daquela imagem de família idealizada em comerciais de TV, que é falsa demais! O ataque não é a você, espectador, e sim a um simulacro de família. Não precisa partir para a porrada... rs...

Cara da Locadora, valeu pela lida da crítica de Merda. Lá o tom é um pouco diferente, seguindo a linha editorial da revista. Quanto ao livro, engraçado, você é o primeiro que relata risos ao invés de lágrimas. Vai ver que, por sorte, ela estava em uma parte engraçada. Se bem que no filme quase não há partes engraçadas...

Abs, pessoal!

Anônimo disse...

Li o livro e estava cheia de expectativas quanto ao filme.
Achei o filme apelativo, resumiram demais as partes boas e entraram com tudo no drama da velhice/morte do Marley.
Saí, acredito eu, 10 minutos antes do filme terminar pois estava soluçando e aquilo já tinha se tornado uma tortura.

Achei q a parte triste foi exaltada em prol das travessuras do Marley, na minha opinião, apelaram feio.

Vulgo Dudu disse...

Anônima, é apelativo mesmo, uma choradeira sem fim. Porém, acredito que ele siga a fórmula dos blockbusters, que é a de emocionar melodramaticamente. Eu não li o livro, nem vou ler, mas achava que as pessoas que o fizeram iriam discordar de mim. Estou notando, porém, o contrário. Seja bem-vinda e volte sempre por aqui, seja você quem for!

Abs!

Rafaella disse...

Eu li o livro e assisti ao filme e, sinceramente, quem acha que o filme abusou de melodrama é porque nunca teve um animal de estimação.
Aliás, não apenas teve um animal de estimação, mas sim o teve como parte de sua vida.
A história, tanto do livro quanto do filme, mostra um cotidiano na vida daqueles que amam seu cachorro. Um animal pode sim mudar hábitos, atitudes e pensamentos das pessoas. É real!
O cachorro passa sim a fazer parte da vida do seu dono e é criada uma relação que não existe entre a maioria das pessoas, já que o animal, ao contrário dos humanos, é seu companheiro independente de qualquer coisa.
Mas talvez seja demais pedir para pessoas que nunca sequer tiveram animais ou criaram algum laço com eles entenderem a profundidade do filme ou dos sentimentos que um homem pode ter por seu cão.

E, só mais uma coisa, a família do filme, ao contrário do que se expressa em alguma críticas, está muito longe de uma família de comercial de margarina. Aliás, é uma família com brigas, problemas, questionamentos. Mas que vê a solução no dialógo e no tentar e não simplesmente no acabar com tudo ou jogar tudo pro alto.
Aliás, quem foi que disse que jogar tudo por alto significa ser feliz ou dar tudo certo??
E desde quando fazer concessões em nome de um bem maior, nesse caso a família, é algo ruim ou errado?

Acho que devemos é parar de pensar sempre que somos o centro do universo e que tudo deve ser sempre como queremos!

Vulgo Dudu disse...

Rafaella, em primeiro lugar, obrigado pela visita e pelo comentário!

Quanto ao filme, acredito que ele apela justamente a esse laço entre o homem e seu animal de estimação. E funciona: não é à toa que hollywood tem ganhado milhões de dólares com as mesmas receitas de bolo, os mesmos modelos cinematográficos, o mesmo blá blá blá. Aqui, no caso, adaptando best-sellers e puxando a narrativa sempre para uma catarse fácil de ser assimilada. E não entendo, sinceramente, como as pessoas não cansam disso. Mas ok, como repito sempre: cada um com a sua bunda, cada um com o seu cinema!

Não funciona com todo mundo. Tem muita gente que leu o livro e não gostou do filme, algo que até mesmo me surpreendeu. Comigo também não funcionou: tenho um cachorro de estimação, um vira-lata adotado quando ainda era um filhote. Claro que criei laços com ele, mas nem por isso me identifiquei com os estereótipos mostrados no filme. Para quem a catarse funciona, ótimo! Se a experiência valeu, ótimo também! Porém, inegavelmente, é um filme muito fraco cinematograficamente, tecnicamente, que não traz nada de novo ou interessante, nadinha.

Minha opinião. Um abraço e volte sempre!

Rafaella disse...

Também concordo que cada um tem sua opinião.

O que eu acho bobagem é um enredo ser bom somente se ele for totalmente diferente. Não entendo porque aquilo que acontece de verdade com muitas pessoas não pode ser considerado bom.
Sei lá. Acho que desvalorizamos o cotidiano e nos prendemos no fantástico, heróico, completamente original.
Será que existe mesmo tal originalidade?
Ou as vezes é só a grama do vizinho que é sempre mais verde!

abraço!

Vulgo Dudu disse...

Rafaella, não é que precisa ser totalmente diferente para ser bom. Mas a mesmice cansa, a menos a mim. E mais: o argumento, na minha opinião, precisa ser bom para ser totalmente diferente. Aí fica melhor ainda! rs... Convido você a vasculhar os arquivos deste humilde blog. Há filmes resenhados aqui que falam, sim, sobre cotidiano, famílias, realcionamentos interpessoais, enfim, corriqueirices deliciosas, mas sempre com um toque de originalidade!

Abs!