quarta-feira, dezembro 31, 2008

Balanço!

Poxa, que ano! Quanta novidade, quantos filmes, quanta gente bonita!

Amanhã, este blog, que agora tem domínio registrado, em demonstração de extrema finesse, completa dois anos de existência. E, com afinco, tratei de registrar tudo que eu vi no ano. Era para responder a pergunta: cinéfilo, eu? A conclusão: só se for pela qualidade, porque em quantidade... Foram 103 filmes, a maioria bons. Algumas obras-primas, outras pérolas, e ainda cerca de uma dúzia de produções que entraram no meu top 20.

De verdade, 2008 foi um ano melhor que 2007. Minha filhota nasceu em uma sequência verdadeiramente cinematográfica. Firmei uma parceria bem bacana para colaborar com o site da Revista M... Comecei com o pé direito o Silêncio, um podcast sobre música, ao lado de um dos meus melhores amigos, o Ric. É, o Flamengo perdeu para o América do México aquele jogo inexplicável na Libertadores. Mas é como dizem: you win some, you lose some.

Que venha 2009! A meta é ver mais filmes incríveis, terminar a série Berlin Alexanderplatz, escrever resenhas cada vez melhores e, obviamente, ultrapassar o #103.

Um muito obrigado aos meus bonitos e donairosos leitores, que acompanham e movimentam este espaço. A todos vocês, um 2009 fodão, melhor que 2008 e pior que 2010!

segunda-feira, dezembro 29, 2008

#103 - Eu, meu irmão e nossa namorada (Dan in real life), de Peter Hedges


Minha queridíssima amiga Jovem, vulga Giovana, que completa algumas primaveras exatamente hoje, me disse assim:

"Dudu, você e Elaine precisam ver esse filme, 'Eu, meu irmão e nossa namorada'. No final tem uma cena que é para vocês."

Dito e feito, lá fomos nós assistir ao filme, que tem no elenco dois bons atores, Steve Carell e Juliete Binoche. Mais uma comédia romântica com argumento não muito fresquinho e título em português patético - que inclusive entrega a história nos primeiros 10 minutos de projeção. Seria muito mais interessante descobrirmos que um sujeito conhece a namorada de seu irmão em um encontro fugaz por nós mesmos. Pois então, é esse o argumento.

De largada, bom presságio: trilha sonora do geniozinho norueguês Sondre Lerche, um cara que realmente sabe fazer música pop sem soar piegas, coisa rara. O filme vai bem, com situações engraçadas e divertidas, sem exageros. A dupla de protagonistas está ótima, em plena sintonia. O roteiro flui. E eu pensando 'o que será que a Juventude viu nesse final que está por vir?'. Minha mulher pensando a mesma coisa.

Aí vem o desfecho, um pouco preguiçoso e inevitavelmente previsível, ainda que não derrube a boa impressão. Porém, nada a ver comigo, nada a ver com a minha mulher. Nos entreolhamos pensando "eu hein". Até que, durante os créditos finais, na cena mais previsível e menos criativa possível, um casamento, uma banda começa a tocar alguns acordes... Entendemos: Sondre Lerche, acompanhado de sua espetacular banda, The Faces Down, canta "Modern Nature"!

Agora entendemos!

Jovem, que você seja tão feliz, mas tão feliz, que doa a sua barriga de tanto rir de alegria! Você é uma pessoa especial em nossas vidas. Um beijo enorme. E valeu pela dica!

domingo, dezembro 28, 2008

#102 - Berlin Alexanderplatz (Parte 6 - O amor tem seu preço), de Rainer Werner Fassbinder


Pronto, agora sim a trama começou a ficar tensa! O sexto episódio da saga de Biberkopf é o melhor até agora, com um roteiro recheado de reviravoltas. Não tem jeito: para falar um pouco sobre a série, são necessárias pequenas observações que podem funcionar como spoilers.

Ao se aproximar de Pums e seus capangas, que trabalham com frutas e outras coisas mais, Franz se envolve em uma cilada. Transtornado, acaba se dando muito, mas muito mal mesmo.

Comparando mal e porcamente, o fim do episódio 6 de Berlin Alexandreplatz é como o desfecho do episódio 5 da série Guerra nas Estrelas, todo mundo se ferra: Han Solo é congelado vivo, Luke Skywalker descobre que Darth Vader é seu pai e anda tem a mão decepada. Franz segue pelo mesmo caminho (só não termina congelado...). Ou seja, é pessimismo puro.

O chato é que na caixa dos DVDs há um pequeno resumo do que acontece em cada capítulo, mais ou menos o que acontece com as novelas da Globo no caderno de domingo do jornal. E eu, que lia Agatha Christie de trás para frente para saber logo quem era o assassino, já tratei de ficar por dentro de toda história. Ok, como dizia uma ótima professora que eu tive na faculdade, a Cláudia Chaves: a gente deve ir ao cinema para ver como uma história é contada, e não para adivinhar o final.

Os próximos episódios prometem!

sexta-feira, dezembro 26, 2008

#101 - Café dos Maestros (Cafe de los maestros), de Miguel Kohan


Café dos Maestros, cujo título original permite uma leve cacofonia, reúne a velha-guarda do tango de Buenos Aires para uma apresentação, décadas depois, eu um belo e suntuoso teatro da cidade. Por isso mesmo, as comparações com Buena Vista Social Club serão inevitáveis. Pode anotar: vai ter muita gente traçando paralelos. No lugar de música cubana, o tango. Na cadeira de diretor, levanta Wim Wenders e senta o novato Miguel Kohan. No papel de Ry Cooder, o também premiado músico Gustavo Santaolalla, que tem no currículo duas estatuetas da Academia por trabalhos em Babel e O Segredo de Brokeback Mountain.

Porém, diferentemente da película rodada em Cuba, aqui não se vai fundo nas histórias de vida de músicos, cantores e compositores. O foco é a música! Nem mesmo a dança, que no tango tem papel de destaque, é tão explorada. Apesar dos números musicais um pouco cansativos, a essência e o vigor do ritmo platino ficam evidentes, graças aos bons personagens e suas interpretações apaixonadas. Agrada em cheio ao público que gosta de música bem executada.

O filme tem capricho, com co-produção de Walter Salles e sua VideoFilmes. Portanto, era de se esperar um documentário muito bem montado

Quem não tiver tempo de assisti-lo nos cinemas, porque produções assim infelizmente têm passagem meteórica no circuito, pode esperar até que o DVD, a exemplo de Buena Vista Social Club, seja vendido em lojas de departamento naquelas promoções de R$ 9,99.

terça-feira, dezembro 23, 2008

#100 - Marley e eu (Marley and me),de David Frankel


Hoje é dia de resenha também no site da M.

O centésimo filme deste ano é também um dos mais aguardados - não por mim - da temporada de blockbusters de Natal: Marley e eu. Pois bem, muita gente que leu a história do labrador desobediente me confessou ter caído em pranto já nas primeiras páginas.

Na sessão para a imprensa não foi diferente. Uma choradeira só! Choraram as meninas, os marmanjos e até o operador do projetor. O argumento por si só já é de certa forma melancólico. Não bastasse isso, o diretor abusa de elementos que aumentam a dramaticidade. Ou seja, uma série de clichês intermináveis.

Fato é que o labrador é fofinho, a Jenifer Aniston é fofinha e o resto do elenco é uma fofura também. Por isso, a catarse funciona. A família estadunidense precisa de um cachorro para ter seu núcleo completo. E precisa também de lições de vida, buscando as mesmas onde quer que seja, até mesmo em um canil.

Para ler a resenha que eu escrevi na sessão Críticos de M., no site da revista, clique aqui!

segunda-feira, dezembro 22, 2008

#99 - Berlin Alexanderplatz (Parte 5 - Um ceifador com a violência de nosso Senhor), de Rainer Werner Fassbinder


O quinto episódio da saga filmada por Fassbinder é até agora o mais sórdido. Mais uma vez confirmando a fama de "pegador", Franz conhece Reinhold, um misterioso sujeito que lhe oferece uma parceria inusitada envolvendo suas amantes. Nosso protagonista começa a se aproximar de Pums, chefe de uma gangue local.

A narrativa segue em tom crescente, com um texto bastante afiado. Cada vez mais Franz vai se envolvendo com o submundo de Berlim. No próximo episódio, os laços com Pums devem se etreitar. E Franz, que de bonzinho não tem muita coisa, pode voltar a trabalhar como cafetão.

O que realmente impressiona é o cuidado com a luz. Raras vezes vi um fotograma tão bem estudado e com alta qualidade, em grande parte pelo belíssimo trabalho de restauração.

Que venham os próximos capítulos!

domingo, dezembro 21, 2008

Silêncio! #1


Ok, esse espaço é sobre cinema. Mas pedidos de silêncio são comuns tanto nas salas de cinema quanto nas vizinhanças que têm uma garagem servindo de estúdio. Quem acompanha o Cinéfilo, eu? já deve ter notado que uma das minhas grandes paixões além do cinema é a música. Tanto é que a seção "Luz, câmera... canção!" tenta aproximar os dois temas.

Pois bem: meu camarada fraternal Ric-o, do Pensa Rics, pensa!, me chamou para gravar conversas sobre temas musicais variados. Ou seja, agora eu tenho um podcast. Nós dois tocamos juntos por muito tempo em uma banda de roque, a Diabo Verde (isso rende hiostória...). Tinha gente, principalmente os vizinhos da garagem onde a gente ensaiava (nós éramos verdadeiramente uma banda de garagem), que vivia pedindo para que a gente fizesse silêncio. Logo, batizamos o programa de Silêncio!

O primeiro episódio é um piloto e fala sobre o movimento punk. Ramones, Sex Pistols, The Clash, Ratos de Porão, Garotos Podres, Black Flag, NOFX e um monte de outras bandas que, de certa forma, influenciaram o nosso comportamento. Como se trata da estréia, seria bacana se vocês deixassem impressões, positivas ou negativas, para que possamos melhorar.

Sempre que tiver um programa novo, eu aviso por aqui!

O email do podcast é silenciocast@gmail.com. Para ouvir o Silêncio!, visite http://silenciocast.podomatic.com/. Para se inscrever no feed e receber os episódios sem precisar visitar o site (com o iTunes, por exemplo), use o endereço http://silenciocast.podomatic.com/rss2.xml.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Luz, câmera... canção! - Ida Maria

Com esse nome aí, Ida Maria mais parece uma daquelas cantoras da noite que misturam MPB a ritmos dos mais variados. Mas não é nada disso. Trata-se de uma norueguesa meio pop, meio roquenrol, com um timbre de voz encantador!

A moça tem feito certo sucesso nas paradas da Inglaterra com a espetacular "Stella", uma canção de amor divina, literalmente. A letra dá um belíssimo argumento para a tela grande, espia: deus se apaixona por uma prostituta feiosa de 43 anos e oferece a ela o mundo em troca de uma noite. O senhor fica bobão, todo distraído, fazendo anjinhos na neve...

Um mimo!

Tem gente que acha aburso: onde já se viu deus pegando uma puta feiosa? Se fosse sério, ele pegava uma Galisteu, uma ex-BBB, uma mulher-fruta... E mais: se deus é o pai de todos os seres vivos, estaria investindo em uma relação incestuosa.

Bom, ainda assim é uma música bonitinha e um clipe fofinho. Vale o confere!

sábado, dezembro 13, 2008

#98 - Queime depois de ler (Burn after reading), de Joel e Ethan Coen


Agora que os irmãos Coen foram premiados com a estatueta da Academia, em demonstração de honra ao mérito, seus filmes vão ficar badalados. Prova disso foi que precisei me deslocar a um multiplex para assistir a Queime depois de ler - coisa que eu não fazia há muito tempo. Já estava desacostumado com poltronas confortáveis, som de última geração, tela gigante e projetor... Opa! Projetor arranhado? Ué? Não é um multiplex? Bom, melhor ignorar isso. Assim como ignorei também o barulho de pipocas gigantes e os celulares tocando e , pior que isso, sendo atendidos.

Antes de ir direto ao filme, queria fazer um adendo sobre os vários trailers. Eu não preciso mais ver Austrália e nem O curioso caso de Benjamim Button, porque em cerca de dois minutos já trataram de me contar quase toda a história.

Queime depois de ler parece que é um filme de férias dos Coen, descompromissado e despretensioso. Depois de filmar Onde os fracos não têm vez, uma obra-prima violenta e intensa, a dupla se permitiu ser mais sarcástica e menos perfeccionista. Ainda assim, o filme tem lá seu charme. O roteiro, nada demais quando comparado ao que já fizeram os realizadores, conta a história de um CD com dados sigilosos de um ex-agente da CIA que vai parar nas mãos de dois funcionários de uma academia de ginástica. Eles resolvem chantagear o sujeito e, a partir daí, sucede-se uma comédia de erros.

O forte do filme, que o difere das demais comédias em cartaz, está nos diálogos. Prato cheio para os talentosos Coen, que sempre tiveram excelência nesse ofício. O que parece soar banal, na verdade, é parte de um enredo engenhoso. O elenco ajuda bastante: Frances McDormand, George Clooney, John Malkovich (excelente como o federal neurastênico) e Brad Pitt (igualmente excelente como um personal trainer efeminado e boboca).

Vale a pena ficar durante os créditos finais para ouvir uma versão ao vivo do clássico "CIA Man", da banda pacifista The Fugs. Um achado!

#97 - Demoninho de olhos pretos, de Haroldo Marinho Barbosa


Ainda que a maioria das tentativas anteriores de adaptar textos de Machado de Assis para o cinema tenham malogrado, há corajosos realizadores que tentam o feito. Movidos, talvez, pela vontade de enaltecer a obra do escritor. Porém, no fundo, eles sabiam do risco que corriam.

Eu acho que o diretor Haroldo Marinho Barbosa tinha noção disso quando juntou Nelson Freitas, aquele humorista do Zorra Total, um punhado de atores desconhecidos e a narração de Otávio Augusto para filmar quatro contos do autor fluminense. As chances de dar certo, convenhamos, eram muito pequenas. Estão todos um pouco perdidos, sem ritmo. Como a interpretação é um jogo e depende de todo o elenco, o resultado é muito fraco. As atuações não rendem o suficiente para prender o espectador, apesar do humor ferino e moderno de Machado de Assis.

No roteiro, quatro leitores em quatro épocas diferentes deixam o texto do escritor interferir em suas vidas. Mas faltou capricho na produção. Parece que tudo foi feito depressa demais, como se a areia da ampulheta estivesse se esvaindo rapidamente. As histórias paralelas são fracas e desinteressantes, em um forte contraste com o conteúdo das narrativas escolhidas.

É, Machadão... Ainda não foi dessa vez!

PS: escrevi também uma resenha sobre o mesmo filme no site da revista M... Foi a minha estréia como crítico de M... Para a versão fecal, de abordagem diferente, basta clicar no link do post abaixo!

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Crítico de M..., eu?

Queridos, poucos e sensacionais leitores, tenho uma novidade para todos vocês. Preciso confessar: a partir de hoje, eu sou um crítico de M... Um crítico de merda, sobre a merda, para a merda! Vou cocô-laborar com o sensacional sítio dessa revista de nome pe(cu)liar escrevendo sobre as principais estréias cinematográficas que podem desagradar as platéias de olfato mais sensível. Quase um trabalho de utilidade pública.

As resenhas de lá serão diferentes das que publicarei aqui, pois preciso seguir uma linha editorial específica. Olha que beleza: leitura dupla para todos vocês que me acompanham! Sempre que um filme que for resenhado por aqui tiver a versão fecal, haverá um link indicativo.

Convido a todos para uma visita ao site da M... Vale a pena explorá-lo. Humor inteligente, refinadamente escatológico!

Hoje mesmo já tem resenha por lá! Tá esperando o quê? Clica aqui!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Luz, câmera...canção! - Suicidal Tendencies

Quando eu era moleque, queria ser um integrante do Suicidal Tendencies - o que significava vestir camisa xadrez, usar bandana e ter uma calça jeans de estimação. A primeira música dessa banda californiana de hardcore que eu escutei foi "Institutionalized", do primeiro e homônimo álbum. Na verdade, foi o videoclipe que chamou a minha atenção.

Mike Muir, vocalista e líder do Suicidal, quer uma lata de Pepsi. Porém, seus pais começam a duvidar de sua sanidade mental e o acusam de consumir drogas. Mas tudo o que ele quer é uma Pepsi, só uma Pepsi... Notem a cara dos atores que interpretam os progenitores do pobre rapaz de língua presa, em interpretações geniais. O desfecho da história também é sensacional! A letra é muito boa. Porém, para acompanhá-la de ouvido, só se você tiver uma pontuação brilhante no TOEFL. Sugiro catar no Google. Vale a pena!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

#96 - Terra vermelha (La terra degli uomini rossi - Birdwatchers), de Marco Bechis


Foi preciso um diretor chileno para fazer um registro cinematográfico contundente da questão indígena no Brasil. Mais precisamente no Mato Grosso do Sul, terra onde índios guaranis-caiowás tentam manter-se em pé diante do massacre constante às suas crenças, seus costumes e sua cultura. Em tom naturalista, Marco Bechis faz um excelente cinema político, como há muito tempo não tinha o prazer de assistir.

O filme parte de uma premissa verídica e assustadora: em pouco mais de 20 anos, 500 índios cometeram suicídio na região. A história de Terra vermelha tem como ponto de partida a morte de duas jovens. O evento perturba a ordem da tribo, que se vê obrigada a deixar uma pequena e isolada reserva demarcada e arranjada pelo governo em busca de suas raízes, em busca de uma cura para o que acreditam ser uma influência maligna. Ao levantar acampamento e reivindicar as terras que pertencem a um fazendeiro, uma série de conflitos tem início.

A primeira cena de Terra vermelha incomoda bastante. Turistas em um barco observam de binóculos os índios trajando vestimentas típicas e empunhando armas. Minutos depois, longe dos olhares curiosos, eles vestem calças jeans, tênis e camisetas. Sobem na caçamba de um caminhão e recebem o pagamento por terem feito uma espécie de figuração. Essa é apenas uma das seqüências que denunciam a situação do índio no Mato Grosso do Sul. Todas elas tratadas com a dose certa, sem exageros ou maneirismos.

O trabalho de direção de Bechis é clamoroso. Ao preparar seus protagonistas indígenas, demonstrou a eles a importância do silêncio e da expressão corporal no cinema. Para isso, foram feitas sessões de filmes como Era uma vez no oeste, de Sergio Leone, e Os pássaros, de Alfred Hitchcock. O resultado é, de fato, impecável! Os 15 minutos finais são de beleza, simplicidade e tensão - tudo em harmonia - raramente vistas no cinema contemporâneo.

Parece que Marco Bechis é bom mesmo! Ano que vem estréia por aqui o elogiadíssimo Garage Olimpo, produção do diretor chileno que tem como tema os porões da ditadura na Argentina.