segunda-feira, agosto 25, 2008

#66 - O tesouro de Sierra Madre (The treasure of the Sierra Madre), de John Huston


Não fosse a minha curiosidade sobre o trabalho de John Huston após ter lido o livro "Filme" - que conta os bastidores da filmagem de A glória de um covarde -, provavelmente não teria tanto interesse em conferir O tesouro de Sierra Madre. Porém, o DVD chegou a minha mão com recomendações que davam conta de que esta era uma das 10 obras mais apreciadas por ninguém menos que Martin Scorsese.

Os ensejos valeram a pena. Filmado antes de A glória de um covarde e sob tutela de um estúdio diferente, no caso a Warner Bross., a produção foi um enorme sucesso. O roteiro, assinado por John Huston e baseado na obra de B. Traven, é considerado até hoje um dos mais criativos. Conta a história de dois americanos que vivem de bicos em Tampico, no México. Ao conhecer um velho garimpeiro, se juntam a ele na tentativa de enriquecer procurando ouro nas montanhas mexicanas.

O elenco tem Humphrey Bogart, monstruoso, e Walter Huston, filho de John, igualmente monstruoso, em papéis inesquecíveis. Os enquadramentos, os planos, a montagem, tudo em seu devido lugar. Tanto que Huston Pai e Huston filho foram bajulados com estatuetas da academia. A trilha sonora é daquelas que invadem os ouvidos e fica na cabeça - de repente você se pega assoviando o tema.

Ou seja, a má impressão que havia ficado por causa do filme estripado e vilipendiado sobre o jovem que vai à guerra foi realmente apagada.

9 comentários:

Ramon disse...

Li uma baita resenha do filme no Museu do Cinema, e agora você corrobora a qualidade. Pelo jeito é mesmo imperdível. Sorte que estou com o filme aqui em casa. Dessa semana não passa!

Abs!

Cine Ôba! disse...

Opa!

Não vi o filme, mas a resenha é bem convidativa!

Abraço!

Gustavo Madruga!

Luiz Henrique Oliveira disse...

Eu vi O Tesouro de Sierra Madre quando era mais novo - tenho agora 22, mas vi quando tinha lá meus 14 - e até hoje, acredite, me pego assoviando a trilha. Um filme impressionante, tem uma força narrativa que marca. Fora que tem Walter Huston, o melhor do filme no que diz respeito a atuação. John Huston foi um grande cineasta, daqueles cuja criatividade e esperteza fizeram com que ele trabalhasse até depois dos oitenta anos e ainda assim entregando filmes excelentes, a exemplo de seu "último", A Honra do Poderoso Prizzi, fascinante. Um dos meus diretores preferidos.

Um grande abraço!

P.S: primeira vez que estou aqui, fui chegando até aqui entrando num link, depois no outro, e cá estou. =P. Se me permitir, voltarei. Abs.

Museu do Cinema disse...

Eh beleza, como é bom ver mais críticas sobre esse filmão, quem sabe assim não recomeça tudo novamente!

Kamila disse...

O Cassiano escreveu um belíssimo texto sobre este filme e, depois de ler mais uma resenha sobre o mesmo, tenho que assistir ao filme do John Huston.

Vulgo Dudu disse...

Ramon, a resenha do Cassiano me fez adiantar a conferida no filme. Tava aqui na estante havia meses, exatamente como você conta que está aí na sua casa. Recomendo ver logo!

Gustavo, clássico imperdível. Arriscaria até dizer que é obrigatório para cinéfilos!

Luiz Henrique, seja bem-vindo por aqui! O tema musical foi destaque na resenha, porque eu sabia que não era só eu que o assobiava... rs... Fique à vontade, volte sempre!

Cassiano, seguimos em frente com esse intercâmbio cinematográfico! Bom ver como essa roda gira bem.

Kamila, se eu fosse você faria isso hoje! rs...

Bjs e abs!

Pedro Henrique disse...

Como eu disse para o Cassiano, Relíquia Macabra é o meu favorito do Huston, mas esse é um ótimo exemplar do cinema da lenda John Huston.

Sérgio Déda disse...

Paul Thomas Anderson confessou ter visto este clássico todo dia durante as filmagens de Sangue Negro... não conheço muito do Huston... talvez começe por esse..

vlws

Vulgo Dudu disse...

Pedro Henrique, não vi Relíquia Macabra, mas em decorrência da minha curiosidade acerca da obra do sujeito tá anotado!

Sérgio, é um bom começo! Mas como estou começando agora também, de repente vale a pena seguir a recomendação do Pedro Henrique...

Abs!