domingo, abril 13, 2008

#28 - Some kind of monster, de Joe Berlinger e Bruce Sinofsky


Roqueiros têm uma dificuldade enorme de se livrar de estereótipos. É quase sempre a mesma coisa: abuso de drogas, problemas com a lei, crises existenciais, passado familiar devastador etc. A turma do Metallica, uma das maiores bandas de thrash metal da história, não foge muito deste arquétipo midiático. Porém, o interessante documentário Some kind of monster alcança uma proposta interessante, calcada em um argumento bem desenvolvido.

Imagine roqueiros participando de uma terapia de grupo. É o que acontece aqui com os três remanescentes do que já foi um quarteto, diminuído por causa dos grandes egos incontroláveis, vítima do "monstro" que o Metallica se transformou. Para que um disco novo fosse concebido e gravado, os empresários da banda contrataram um psicólogo. Durante 1.600 horas de gravação, câmeras capturaram não só as sessões terapeuticas, mas toda e qualquer alteração no comportamento dos músicos - prato cheio para os diretores, uma vez que estamos falando de roqueiros!

Roqueiros!

Quem não é fã da banda, mas curte um bom documentário, também vai gostar de ver Some kind of monster. O trabalho de edição é perfeito e o distanciamento da câmera é o ideal. As duas horas e meias editadas, das mais de mil disponíveis, são perfeitas. Para os seguidores da banda, o filme é o filé. Todos os assuntos mais escabrosos são abordados, como a morte de Cliff Burton, a saída de Jason Newsted, o problema de Hetfield com clínicas de reabilitação e o momento máximo, incrível, no qual Lars Ulrich se encontra com Dave Mustaine, membro da formação original, para uma lavagem de roupa suja.

Os extras também são um barato. O ápice é o momento em que o guitarrista virtuose Kirk Hammett participa de aulas de reeducação no trânsito por causa do excesso de multas por alta velocidade. No dia da suposta graduação, ele tira seu caríssimo violão do case e toca uma música composta esclusivamente para a ocasião. O sujeito responsável pelos solos do Metallica apresenta uma canção com apenas quatro acordes: G, E, C e D. Simples assim.

Metal!

5 comentários:

Kamila disse...

Dudu, sabe o que é engraçado? Um amigo meu comentou comigo sobre esse documentário ontem, falando que era sensacional. Mas, eu ainda não assisti.

Depois do seu texto, fiquei curiosíssima para conferir "Some Kind of Monster".

Debora Hegedus disse...

Entao... propicio o assunto... muita gente fala mal dos solos do Zakk pq ele só faz a pentatonica bla bla bla... eu como nao entendo de musica sei de apenas uma coisa, foi hipnotizante.... dai vai aquela merda de frescura... ou vc analisa pelo lado técnico ou o que bate no coração... por isso tão perseguindo seu amigo... rsrs

agora Metallica... Metallica... são deuses que se acham inatingiveis mas te falo... tão aqui tatuados na minha perna esquerda... a perna DO CORAÇÃÃOOOO ... kkkkk (é verdade!)

isabela disse...

ADORO metallica.

Vulgo Dudu disse...

Kamila, procure nas Lojas Americanas. Tá uma pechincha...

Debora, esse filme era para ser divido em quatro episódios para a VH1, para ser uma espécie de "Os Osbournes". Porém, ainda bem, resolveram fazer o doc!

Isabela, para mim Metallica vai até o "...and justice for all". O resto é forçar a barra. Acho o álbum preto o início do declive metálico. Obrigado pela viita, volte sempre!

Bjs, meninas!

Kamila disse...

Dudu, as Americanas está cheio de filmes maravilhosos a preço de banana. Vou dar uma conferida por lá. Obrigada pela dica!