segunda-feira, abril 28, 2008

#34 - Supervixens, de Russ Meyer


Mais um título de um dos meus diretores prediletos, papa do exploitation, o cara que fazia nossos pais felizes no cinema: Russ Meyer! Como não podia ser diferente, Supervixens está recheado de mulheres, aliás, super mulheres, com peitos enormes, muita violência, trilha sonora caprichada e aquela extraordinária direção.

O filme conta uma história que beira o surrealismo. Clint Ramsey é um sujeito bem dotado que precisa fugir de sua pequena cidade quando é acusado da morte de sua mulher, SuperAngel. Ele pega a estrada e passa a ser assediado por tudo quanto é tipo de mulher, todas elas poderosas, como atestam as alcunhas: SuperCherry, SuperSoul, SuperLorna e por aí vai.

O que torna o filme diferente é o capricho estético de Meyer. Não se trata de pornografia, de jeito nenhum, apesar do desfile de peitos e das incontáveis cenas de coito. Os enquadramentos são sensacionais, verdadeiros trabalhos artísticos, extremamente bem pensados e planejados. Prova da maturidade e do talento do diretor que, na minha opinião, estava anos-luz à frente dos outros realizadores do gênero em seu tempo.

Em breve, mais resenhas sobre as produções de Russ Meyer.

#33 - Ladrões de cofre (Safe men), de John Hamburg


Sexta-feira à noite, entrei na locadora perto de casa e nada de interessante nas prateleiras. Nada mesmo. Porém, como o atendente foi atencioso e me indicou umas trocentas produções que eu recusei, educadamente, mas recusei, decidi que deveria sair dali com um filme na sacola. Esse foi o que me pareceu menos assustador.

Ladrões de cofre é um filme bem antigo, de 1998, mas que curiosamente estava na prateleira de lançamentos. Na capa, opinam jornalistas de periódicos estadunidenses. Todos concordam que as atuações são incríveis. De fato, concordo com eles.

A história é meio estranha. Dois amigos, músicos sem sucesso, são confundidos com uma dupla de temidos arrombadores de cofre. Para que suas vidas não sejam tiradas por um mafioso judeu, eles acabam se fazendo passar pelos criminosos e precisam provar que realmente são capazes de roubar três grandes fortunas muito bem guardadas. Ou seja, tirando o roteiro fraco e o argumento insosso, o que se destaca mesmo é o elenco.

Sam Rockwell, o melhor do filme, e Steve Zahn fazem a tal dupla. Paul Giamatti, camaleônico, interpreta o divertido Costeleta de Vitela, o puxa-saco do poderoso chefão.

Então é isso. Se um dia você entrar na locadora e não encontrar nada que lhe agrade, experimente esse.

quinta-feira, abril 24, 2008

#32 - Reform school girls, de Tom DeSimone


Nem só de peitinhos e bundões viviam as sessões dedicadas aos filmes mais liberais na TV aberta. Vez ou outra, um pouquinho de violência caía bem. Essa combinação entre nudez e pancadaria ficou conhecida como exploitation. E um de seus clássicos, sem dúvida, é Reform school girls.

O roteiro, que é o menos importante nesse filme, conta a história de uma mocinha, Jeny (a bela atriz Linda Carol), que se mete em uma enrascada e acaba indo parar no tal reformatório. Lá, enfrenta uma inspetora malvada - com direito a risada maquiavélica e caretas assustadoras - e um grupo de internas rebeldes. Ou seja, ambiente propício para brigas.

E é isso que recheia o filme. Várias pelejas. Em trajes sumários e lingeries insinuantes! Até o uniforme das internas, uma espécie de roupão cinza chumbo, é decotado. Sem contar as cenas nos chuveiros... Tudo isso regado ao hard rock dos anos 80 e diálogos canastrões. Prato cheio para os fãs do gênero.

É diversão na certa!

terça-feira, abril 22, 2008

#31 - Freaks, de Tod Browning


Está lá, na maioria das listas dos filmes mais perturbadores da história do cinema, essa complexa e contraditória obra, feita há quase 80 anos, mas ainda pungente. Tod Browning foi um sujeito corajoso ao filmar Freaks.

A história se passa em um circo no qual as aberrações são a grande atração - coisa que era muito comum naquela época e que ainda encontra algum foco de resistência em Coney Island, Nova York. Anões, gêmeas siamesas, pessoas desmembradas e fisicamente incapazes convivem no mesmo espaço e estabelecem suas próprias regras de convivência. É preciso lidar com o desgosto e o escárnio do público. Portanto, mexer com um deles é mexer com todos eles.

Durante pouco mais de uma hora de projeção, assistimos àquilo que o elenco costumeiramente fazia em suas apresentações fora da tela. Por exemplo, um homem que não tem braços nem pernas acende um cigarro somente com a boca e uma mulher sem os braços toma uma taça de vinho com os pés. Algumas piadas de humor negro, sarcásticas e pesadas, pretendem colocar o espectador no lugar crítico, incomodado com as deformidades. É o caso das irmãs siamesas. Uma delas casa com um sujeito, e a outra precisa acompanhar o casal por onde quer que ele vá.

O clima começa a pesar quando Hans, um sujeito rico com nanismo, se apaixona pela trapezista Cleopatra, bonita e ambiciosa, que mantém um caso com Hercules, o brutamontes do circo. O interesse de Cleopatra em Hans desperta a desconfiança dos freaks. E é aí que o filme começa a ficar tenso. Tenso mesmo.

É impressionante como uma produção da década de 30 pode ser tão assustadora. De uma maneira diferente, mas assustadora. O argumento é sinistro e o desfecho, obviamente trágico, foi modificado algumas vezes para que o público não saísse mais chocado do que já ficava com o final escolhido no último corte de Browning. A cena que ficou é extremamente bem dirigida e, acredite, dá medo.

O filme foi banido de vários países. Tod Browning, que nem era tão desconhecido assim - dirigiu Bela Lugosi na sua versão de Drácula, em 1931 -, foi duramente criticado não só pelo público, mas por produtores e diretores de estúdios, acusado de explorar deficientes.

Definitivamente, um filmaço! Complicado, estranho, repulsivo, mas um filmaço! Perfeito para instigar os amantes do cinema.

#30 - Talladega nights: the ballad of Ricky Bobby, de Adam McKay


Segundo os produtores desta comédia, o argumento para vender Talladega nights: the ballad of Ricky Bobby foi muito simples: Will Ferrell como um piloto da NASCAR. De fato, desperta aquela curiosidade - que é mais atiçada ainda com a presença de Sacha Baron Cohen.

Pois trata-se de uma comédia rasgada, cheia de situações politicamente incorretas, com piadas sujas e inflada daquele velho ufanismo estadunidense, aqui cruelmente exacerbado. O resultado, portanto, é ótimo. A caracterização de Will Ferrell como o piloto Ricky Bobby é perfeita. Narcisista, impulsivo, egocêntrico e idolatrado, ele se vê em apuros quando o genial Sacha Baron Cohen entra em cena (e a rouba também) como um piloto francês, gay, existencialista e casado com um adestrador de pastores alemães, que mudou da Fórmula 1 para a NASCAR exclusivamente para derrotá-lo.

Na parte técnica, nem precisava, mas o filme até que é bem montado. As cenas de corrida recriam com perfeição as competições oficiais. A trilha sonora é bem escolhida e combina com a velocidade que o tema propõe. A direção não teve lá grandes desafios, uma vez que o trabalho foi facilitado pela presença de dois comediantes que têm no improviso o ponto forte.

Porém, Ferrell e Coen à parte, quem dá um show são os dois filhos mimados e desbocados de Ricky Bobby: Walker e Texas Ranger, os pequenos atores Houston Tumlin e Grayson Russell. Os moleques são responsáveis pelas melhores cenas, onde soltam impropérios e xingamentos divertidíssimos. Inclusive, nos extras, há um capítulo especialmente destinado aos improvisos dos dois. É de chorar de rir!

Um filme sobre velocidade que é também uma diversão ligeira.

terça-feira, abril 15, 2008

#29 - Bully, de Larry Clark


O diretor - e fotógrafo também - Larry Clark ficou famoso por seus filmes envolvendo violência, sexo, drogas e protagonistas com idade inferior à classificação indicativa de suas próprias obras. Com uma estética violenta e perturbadora, ganhou notoriedade e chocou o mundo com o bom Kids, seu primeiro trabalho cinematográfico, espinafrado pela crítica, mas bem recebido por um público mais seleto. Bully, em sua forma, é quase similar ao seu filme de estréia. O problema é que a fórmula parece já não funcionar mais tão bem assim.

Com um roteiro muito fraco e mais esburaco que rodovia federal, o filme conta como jovens planejaram a morte de um "valentão" (bully, em inglês) que infernizava suas vidas. Idealizado pela namorada de um dos garotos mais humilhados, o plano envolve vários adolescentes típicos das produções de Clark: viciados em drogas, ninfomaníacos, com distúrbios comportamentais e sem qualquer direção.

Apesar de serem baseados em fatos reais, os conflitos mostrados em Bully são rasos e comedidos. Falha na roteirização. As atuações não rendem boas seqüências, com um elenco muito fraco. Falha na direção. Falta coesão no argumento, que às vezes parece meio preguiçoso. Falha na montagem.

Era de se esperar muito mais de Larry Clark.

domingo, abril 13, 2008

#28 - Some kind of monster, de Joe Berlinger e Bruce Sinofsky


Roqueiros têm uma dificuldade enorme de se livrar de estereótipos. É quase sempre a mesma coisa: abuso de drogas, problemas com a lei, crises existenciais, passado familiar devastador etc. A turma do Metallica, uma das maiores bandas de thrash metal da história, não foge muito deste arquétipo midiático. Porém, o interessante documentário Some kind of monster alcança uma proposta interessante, calcada em um argumento bem desenvolvido.

Imagine roqueiros participando de uma terapia de grupo. É o que acontece aqui com os três remanescentes do que já foi um quarteto, diminuído por causa dos grandes egos incontroláveis, vítima do "monstro" que o Metallica se transformou. Para que um disco novo fosse concebido e gravado, os empresários da banda contrataram um psicólogo. Durante 1.600 horas de gravação, câmeras capturaram não só as sessões terapeuticas, mas toda e qualquer alteração no comportamento dos músicos - prato cheio para os diretores, uma vez que estamos falando de roqueiros!

Roqueiros!

Quem não é fã da banda, mas curte um bom documentário, também vai gostar de ver Some kind of monster. O trabalho de edição é perfeito e o distanciamento da câmera é o ideal. As duas horas e meias editadas, das mais de mil disponíveis, são perfeitas. Para os seguidores da banda, o filme é o filé. Todos os assuntos mais escabrosos são abordados, como a morte de Cliff Burton, a saída de Jason Newsted, o problema de Hetfield com clínicas de reabilitação e o momento máximo, incrível, no qual Lars Ulrich se encontra com Dave Mustaine, membro da formação original, para uma lavagem de roupa suja.

Os extras também são um barato. O ápice é o momento em que o guitarrista virtuose Kirk Hammett participa de aulas de reeducação no trânsito por causa do excesso de multas por alta velocidade. No dia da suposta graduação, ele tira seu caríssimo violão do case e toca uma música composta esclusivamente para a ocasião. O sujeito responsável pelos solos do Metallica apresenta uma canção com apenas quatro acordes: G, E, C e D. Simples assim.

Metal!

quarta-feira, abril 09, 2008

#27 - Pink flamingos, de John Waters


Ultrajante, repulsivo, escatológico, asqueroso e outros predicados não mais nobres foram utilizados para descrever Pink flamingos, obra máxima de John Waters, filme que melhor simboliza o cinema underground. Não é para qualquer um... Como o próprio diretor definiu sua obra: trata-se de um exercício de mau gosto.

Com um humor ácido, recheado de situações bizarras, o enorme travesti Divine disputa com um casal de vizinhos insanos o título de pessoa mais imunda do mundo. Não foi à toa que, nas sessões de estréia de Pink flamingos, sacos de vômito eram oferecidos aos espectadores. O filme tem cenas de incesto, zoofilia, podolatria e canibalismo. Fora um ânus cantante, que abre e fecha ao som de "Surfin' bird", e uma seqüência realmente imunda na qual Divine come fezes fresquinhas de um pequeno poodle.

O filme foi rodado com um orçamento de apenas US$ 5 mil. Como locações, uma fazenda, o apartamento de Waters e um trailer caindo aos pedaços. O resultado é quase amador, mas é justamente o empreendedorismo do diretor que rendeu não só críticas negativas, mas uma certa notiredade - ainda que fora do mainstream. Sua fama cresceu a ponto de ficar conhecido no mundo todo. Mais tarde, seria responsável por produções consideradas pela crítica como bem mais maduras, mas ainda undergrounds: Hairspray, Cry baby, Polyester e Mamãe é de morte.

No final da projeção, o próprio Waters comenta alguams cenas e a recepção do público, atônito, ao seu filme. Um tapa na cara com luva, de couro, nos provincianos bons costumes dos estadunidenses. Uma obra indispensável para quem tem curiosidade de experimentar uma estética cinematográfica incomum, peculiar.

sábado, abril 05, 2008

#26 - Sangue negro (There will be blood), de Paul Thomas Anderson


Assim como Maomé não podia ir até a montanha, eu também não posso ir ao cinema. Pelo menos por enquanto, nos primeiros meses de paternidade. Diferentemente do profeta, que teve seus problemas resolvidos pela fé, eu tive os meus sanados pela tecnologia. Nunca valeu tanto a pena ter comprado um hd de 80 giga e instalado banda larga em casa! Sangue negro foi o primeiro da lista.

Logo na abertura do filme de Paul Thomas Anderson, quando as montanhas surgem iluminadas pelo sol e ouve-se um som agudo que vai subindo o tom, dá para perceber que estamos diante de uma grande obra. Daquelas inclassificáveis, primorosas, com um padrão de qualidade muito superior ao que anda sendo produzido por aí ultimamente.

Baseado no livro Oil!, de Upton Sinclair, ambientado no final do século XIV, Sangue Negro utiliza como contraponto duas enxaquecas que atormentam a paz dos estadunidenses na atualidade, em pleno século XXI: o petróleo, cujo preço do barril já ultrapassa os US$ 100,00; e a influência clerical nas decisões políticas, coordenada por senadores republicanos que, nas horas vagas, são também pastores.

A figura do misantropo Daniel Plainview, interpretado assustadoramente por Daniel Day-Lewis, passa o filme inteiro procurando o óleo. Até esbarrar nas terras de um líder religioso de uma humilde comunidade, Eli, encarnado pelo jovem e já brilhante Paul Dano. Interpretar é jogar, como o inglês bem soube expressar verbalmente, to play. A brilhante direção de P.T. Anderson deixa o jogo correr solto entre Lewis e Dano. O resultado obtido é absolutamente notável, impressionante. Bravíssimo!

Falando da parte técnica, é quase impossível achar falhas. Inclusive, Sangue negro é um dos poucos filmes em que fotografia, atuações e trilha sonora estão em perfeita sincronia, com uma coesão hermética. Por isso, trata-se de uma película para ser degustada, apreciada, observada em cada minucioso detalhe. Bem ao estilo dos grandes filmes de grande diretores. Um encerramento pungente e perturbador fecha com chave de ouro mais uma belíssima realização de Paul Thomas Anderson.

Deu vontade de ver na tela grande...

quarta-feira, abril 02, 2008

Meme de filmes subestimados

Recebi um meme, termo até então desconhecido por mim, dos camaradas Ramon e Rogério, do Cinema em Casa, leitura diária e recomendada. Através deste, veio a incumbência de listar cinco filmes que, ao meu entender, são excelentes, mas que foram subestimados pelo grande público e pela crítica especializada.

Bacana esse negócio de meme! Fui, inclusive, atrás da definição da palavra. E olha que interessante: meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se.

Portanto, aproveito e passo o bastão para os seguintes companheiros, os quais admiro muito: meu amigo Dougra, do divertido Surfista Platinado; Debora, do extravagante Cinematologia Humana; Mendes e seu contundente Notícias do Front; Leela e seu ferino Cera Quente.

Andei fuçando a lista dos outros e vi que o pessoal caprichou nas seleções. Por isso, passei a noite vasculhando as gavetas da cabeça e arrumei cinco grandes filmes que, quando digo que os adoro, as pessoas reagem com incredulidade. Segue o escrete:


#1 - Mamãe é de morte (Serial mom), de John Waters

John Waters, por si só, já é um cineasta subestimado. Ou melhor, incompreendido - mais conhecido por polemizar o american way of life usando como pano de fundo a sua querida Baltimore. Em Mamãe é de morte, uma Kathleen Turner em idade de pantera interpreta genialmente uma serial killer acima de qualquer suspeita. Boa dona-de-casa, boa matriarca, consciente ecologicamente... e uma assassina fria e malvada. Waters faz aqui um belíssimo trabalho de humor ácido e sarcástico, sua especialidade. Cenas clássicas, como a que uma idosa é morta com um pedaço de peru enquanto assiste ao musical Anne.


#2 - As cores da violência (Colors), de Dennis Hopper

No final da década de 80, Dennis Hopper provava ser muito mais do que um excelente ator. Dirigiu o que para mim é um dos melhores filmes policiais de todos os tempos. Sean Penn, em atuação soberba, interpreta um policial rebelde que, ao lado de Robert Duvall, um oficial prestes a se aposentar, luta contra o crime em uma Los Angeles tomada pelas gangues. Os Bloods, vermelhos, e os Crisps, azuis, dão muito trabalho à dupla. O filme tem uma das piadas mais sem-graça da história do cinema, sobre um touro e um bezerro. Só conferindo...


#3 - Hotel de um milhão de dólares (The million dollar hotel), de Wim Wenders

Taí um dos meus cineastas favoritos, que realizou verdadeiras pérolas - um dos responsáveis pela minha paixão pelo cinema. Quando Hotel de um milhão de dólares foi lançado, a crítica pegou no pé do diretor, dizendo que ele já não era mais o mesmo, que havia perdido o mojo... Tolinhos. O filme, apesar da presença de Mel Gibson, é uma aula de direção, com uma fotografia belíssima, trilha sonora e produção executiva competentes de Bono Vox e The Edge e um argumento sinistro, inquietante, instigante, como Wenders sabe muito bem fazer.


#4 - Abril despedaçado, de Walter Salles

Walter Salles já merecia ter ganhado o mundo com Terra estrangeira ou com Socorro Nobre. Ganhou com Central do Brasil. Porém antes desse divisor de águas na retomada do cinema brasileiro, o diretor executou o que, na minha opinião, é sua obra-prima. Abril despedaçado é um filme diferente, superior a muita coisa filmada no mundo naquela época. O melhor filme de Walter Salles.


#5 - Jovens, loucos e rebeldes (Dazed and confused), de Richard Linklater

Quando um diretor realiza grandes obras, como no caso de Linklater, alguns de seus primeiros filmes tornam-se obscuros, esquecidos... Ficam lá nas prateleiras do canto das locadoras ou nas gôndolas promocionais das Lojas Americanas. É o caso com o excelente Jovens, loucos e rebeldes, apesar do título estapafúrdio em português. O filme narra uma noite de bebedeira, festa e selvageria de jovens calouros. O diferencial: na década de 70. Linklater mostra porque é um dos diretores mais criativos e inventivos da atualidade.