domingo, setembro 30, 2007

#65 - C.R.A.Z.Y., de Jean-Marc Vallée


Eu quase nunca sigo recomendações cinematográficas de pessoas que não conheço. Resolvi abrir uma exceção após a jovem funcionária da locadora tentar me indicar uns dezessete filmes diferentes, dos quais um deveria completar a promoção de levar três e pagar apenas dois. Pela sua obstinação, acabei levando este título francês.

"C.R.A.Z.Y." é realmente um filme chato. O diretor Jean-Marc Vallée é até competente. Suas cenas são bem dirigidas, bem fotografadas, com planos muito bem escolhidos. A trilha sonora é outro destaque: foram gastos milhares de euros para pagar todos os direitos autorais das músicas do Pink Floyd, Rolling Stones e David Bowie - aliás, esta última é responsável por uma das poucas boas cenas do filme. Porém, nada disso segura o fraco e arrastado roteiro sobre um adolescente que cresce em meio a uma família cujo núcleo começa a ruir. Estão lá as drogas, o homossexualismo, a religião e todos os outros tabus da sociedade contemporânea. Um saco!

Eu não recomendo. Nem se trabalhasse em uma locadora e meu salário dependesse disso.

5 comentários:

A Especialista disse...

huahuauauaa que sincero!!!!!!!!!!!

Ramon Scheidemantel disse...

Olha, a capa é até interessante. Garanto que você alugou por isso, somado ao fato de ser um filme francês. hehe!
Obrigado pela advertência. Penso que eu poderia cair nessa cilada não seu aviso.

rics disse...

Pior que eu fiquei com vontade de ver agora...

marc disse...

Chato é vc, talvez seja pouco sencivel também... e olha que eu não sou gay.
O Filme é genial, conta com uma direção ótima, os atores estão muito bem e o roteiro não se arrasta, desliza...
A história é universal, esse tipo de situação acontece em qualquer lugar do mundo, e concordo que por ser universal não justifique um resultado ruim. Contudo o filme é lindo, incrivelmente belo.
ps. no canadá, mais de um milhão de pessoas foram ver o filme e olha que a população total é de sete milhões...

antropos disse...

O filme é supremo! Direção impecável, atuações memoráveis, fotografia belíssima, trilha sonora... de tirar o fôlego. O roteiro é ótimo. Abordar ao mesmo tempo família, moral, religião, drogas, sexualidade e amor poderia ser uma cilada para qualquer outro diretor.
Mas esse filme consegue expor nossas mazelas, contradições, desejos, histórias de vida que ao serem escancaradas nos trazem identificações aqui e ali e podem nos trazer a sensação de que afinal... somos todos humanos.
Além disso tudo é um incrível registro de geração, da experiência cultural que levou ao rompimento com os padrões de gosto e comportamento na virada da década de 60 para os 70.
Recomendo para quem curte música, para quem curte temas sobre sexualidade, para quem curte ver um rico trabalho de edição e montagem de cinema ou para quem quer apenas se divertir.