segunda-feira, setembro 24, 2007

#63 - A pequena loja dos horrores (The little shop of horrors), de Roger Corman


Dia desses fui ao supermercado comprar água sanitária, alvejante, sabão em pó e desentupidor de ralo (porque nenhuma casa está completa sem um bom desentupidor de ralo). No caminho até o caixa, lá estava aquele box enorme cheio de DVDs a preço de banana. Um deles era este clássico do terror, ou da comédia, tanto faz, "A pequena loja dos horrores". Pobres desavisados que deixaram essa pérola ali jogada, abandonada. Sorte a minha.

Feito em 1960, fotografado em preto e branco e filmado em apenas dois dias, essa realização é um dos marcos dos filmes de humor negro, ou do que mais tarde convencionou-se chamar de "terrir". Tudo isso a cargo da direção competente de Corman, experiente, com mais de 350 filmes produzidos no currículo. Partindo de um argumento bizarro com diversas situações insólitas, testemunhamos uma pequena floricultura fadada à bancarrota vislumbrar uma reviravolta em suas economias quando um funcionário desajeitado, Seymour, cria uma planta diferente. O único problema é alimentá-la, pois o cardápio é composto de gente! À medida que o apetite do vegetal monstruoso vai crescendo, crescem também os problemas.

Não só o roteiro, mas também o cenário e os figurinos se assemelham muito às screwball comedys das décadas de 30 e 40. Em pouco mais de 70 minutos, há uma avalanche de piadas ligeiras e absurdas. Os personagens são outro ponto forte: uma senhora que todo dia compra flores para um funeral diferente; um sujeito que come flores; uma prostituta onipresente; um dentista sádico; e um jovem impostor com cara de maluco, interpretado por quem mais entende desse tipo de caracterização, Jack Nicholson.

Mais tarde, devido ao grande sucesso, o filme virou um musical na Broadway - caminho que, normalmente, a maioria das produções faz de forma inversa. Ganhou também uma refilmagem, em 1986, com Rick Moranis no papel de Seymour e direção de Frank Oz, o cara que dirigiu o filme dos Muppets.

Não se engane, prefira em preto e branco!

8 comentários:

Jo disse...

caraca, qual mercado?!

nunca vi o original, só a versão dos anos 80, que adoro!

besos

A Especialista disse...

"Dia desses fui ao supermercado comprar água sanitária, alvejante, sabão em pó e desentupidor de ralo (porque nenhuma casa está completa sem um bom desentupidor de ralo)."

cara... quando li isso juro, juro que pensei - Ele vai montar uma loja de horrores tb? - (e isso valeu pelo texto todo!!)sim, porque produtos de limpeza são o "horror" das donas-de-casa; ou porque nunca limpam nada, ou porque dissolvem suas mãos.

Eu lembro demais desse filme. Não de tê-lo visto, (certamente eu vi), mas sim do título. Figurinha fácil na tv.

E vamos combinar, sou fã do Jack!

Ramon Scheidemantel disse...

Boa dica...
Esses dias a versão de 86 estava passa na TV. Só não lembro o canal.
Mas tudo bem, você convenceu. Quando puder assistirei a versão original. Só ver Jack Nicholson encarnando o "impostor com cara de maluco" já vale a pena.

rics disse...

Putz, deu vontade de ver. Eu adoro filme assim. Será que tem pra alugar nas locadoras aqui do interiorrrrrrrr? Espero que sim!

Rogerio Scheidemantel disse...

Achei que o do Rick Moranis era o original, que por sinal ja era muito bom. Esse com Nicholson deve ser melhor ainda.

Surfista disse...

Eu só vi a versão do Rick Moranis, que ainda conta com o Steve Martin fazendo o papel de um dentista sádico.

Rápis e M.D. disse...

Cara, a versão original em preto-e-branco é espetacular mesmo!! A do Rick Moranis nem lembro direito, se era cantado ou não, se era boa ou não! Mas a primeira versão, do Corman, é imperdível e marca mesmo!!!

O embaçado é ver o DVD da versão original a venda por aí, mas com a capa da versão mais nova! Tem até o Moranis na capa! Zoado!!

Outra coisa que é fogo é que, como o Jack Nicholson fez muito sucesso depois ao longo dos anos, muitas capas que achamos na internet dá muito destaque a ele nos créditos, enquanto que o papel dele, como masoquista, por melhor que seja, é ínfimo e não é maior que o da prostituta, por exemplo (eles só aparecem 1 vez cada, ao contrário do comedor de flores e da Sra. Shiva).. nós gostaríamos de achar um cartaz original, da época mesmo!! Quem sabe garimpando com calma na web...

Abraços!
Feed me Feeeeeeed meeeeee!!!

Stanley Ipkiss disse...

Excelente filme! Eu não costumo ver filmes tão antigos, normalmente no máximo dos anos 70 pra cima, mas esse foi muito legal de assistir, díalogos rápidos com muita piada de humor negro e muito bem dirigido, a capa dele já havia me atraído, porque quando vi logo pensei, esse filme parece ser bem trashzão das antigas, e foi mesmo, mas ainda melhor que a expectativa, quem tiver a oportunidade de ver, assista, muito divertido...