domingo, setembro 16, 2007

#59 - Uma verdade inconveniente (An inconvenient truth), de Davis Guggenheim


Que os Estados Unidos são os maiores emissores de gases poluentes na atmosfera, que foram um dos dois únicos países a não assinar o Protocolo de Kyoto (o outro foi a Austrália, logo quem, que tem um enorme buraco na camada de ozônio bem acima de seu território) e que tentam empurrar artigos dizendo que o aquecimento global não é provado cientificamente, isso todos nós estamos carecas de saber.

O que preocupa é que muito pouco é feito e, mais que isso, muito pouco é cobrado de quem poderia fazer alguma coisa para salvar o planeta. Al Gore, na qualidade de ex-vice presidente de uma potência econômica que sempre cagou para políticas ambientais, resolveu usar seu discurso autorizado para promover ao redor do mundo uma espécie de palestra sobre o assunto.

Os dados que ele possui, os estudiosos que reuniu e o slide show que ele usa em suas apresentações são até convincentes. O problema é que, de repente, saímos da tal sala onde ocorre sua explanação sobre aquecimento global para planos em câmera lenta, com fotografia p&b, trilha sonora tristonha e uma narração emocionada sobre memórias de infância. É isso que irrita e que atrapalha o ritmo do filme. À cada conclusão de um tópico, a inevitável dúvida: espera lá, é sobre aquecimento global ou sobre Al Gore?

Por esse lado, é constrangedor - exatamente como a política estadunidense!

3 comentários:

A Especialista disse...

"Por esse lado, é constrangedor - exatamente como a política estadunidense!"
e não era essa a intenção??? heheheh.

eu quero ter filhos, mas fico pensando em que mundo eles irão viver?! porque aquele que conheço, ou melhor que conheci, não passa de puras lembranças de um passado recente, mas a cada dia muito distante, igual ao Reino da Fiona....

bj´s

Rogerio Scheidemantel disse...

Olá,
Sim, se por um lado o filme exalta o Al Gore, mostrando habitos e cliches tipicos do americanismo, acho que ele até tinha o direito de se retrarar daquela forma, pois a iniciativa foi dele, e ele está na luta contra o aquecimento.
Acho que o numero de pessoas que vao tomar posturas mais positivas em relaçao ao meio ambiente é muito maior do que aqueles que simplesmente viram o filme como politicagem. Logo, o filme já foi válido e estamos no lucro, alem de apresentar p/ o mundo dados alarmantes que muita gente desconhecia.

Abs, e obrigado pela visita ao Cinema em Casa.

Ramon Scheidemantel disse...

Ixx... Dudu.
Estou me preparando para fazer um post sobre o filme no dia 15 de outubro, Blog Action Day, mas sua resenha me desmotivou um pouco.
Quer dizer que o filme é cheio de clichê americanos como discursos, musiquinhas e mais pieguice?