segunda-feira, junho 18, 2007

#32 - Crash, no limite (Crash), de Paul Haggis


Filmes grandes assim, superbadalados e, principalmente, com Sandra Bullock no elenco, eu deixo para ver em casa. Este aí de cima, o tal vencedor do Oscar de melhor filme, estava passando por acaso na TV a cabo. De fato, era um filme para ver em casa.

Haggis tem a manha. Diretor televisivo, se apóia em closes e trilhas sonoras irritantemente comoventes para traçar um perfil de uma sociedade que a gente já está careca de conhecer: os assustados estadunidenses. Partindo sempre dos mesmos pontos, colisões entre carros, diversas histórias e etnias se cruzam e precisam aprender a lidar com a intolerância. O próprio diretor foi vítima de um acidente de carro, daí a idéia de alinhavar a narrativa desta forma.

Algumas cenas são extremamente bem feitas e contundentes, mostrando o que um choque cultural, e não mais automobilístico, pode fazer com o ser humano. Nestas passagens, você até acha que o filme vai decolar. Porém, minutos depois, ele desce a ladeira e se arrasta... Novamente: closes, diálogos com lições de moral e música tristonha. E o filme é assim até o final, quando há o ápice de pieguice televisiva - o que provavelmente fez render a "Crash" o tal Oscar.

Mas eu vi, em uma cena passada dentro de um ônibus, o Danny Trejo sentado lá no fundo, fazendo ponta!

3 comentários:

Jo disse...

descobrindo pontas!! quanta atenção!!
o filme é isso tudo que disse, o que não me impediu de sair mal do cinema.
não tenho mais estômago para filmes assim.
para mim foi um soco no estômago.

Lili disse...

Eu gostei, foi melhor do que esperava...na verdade achei que tinha gostado, mas ao ler aqui percebi que tinha até esquecido que ele existia...acho que nem gostei tanto assim!

vulgo disse...

esse filme e muito bom mlk
um dos melhores que já vi e sempre que da eu vejjo outra vez ...
muito bom gosto seu um abrço!