sábado, fevereiro 17, 2007

#15 - Borat, de Larry Charles


O primeiro filme no cinema em 2007 vem tarde, em fevereiro. Isso prova que não é possível ser cinéfilo com a idade e as responsabilidades que eu tenho. Não há tempo hábil.

Vamos ao que interessa...
O nome do filme é tão grande que nem deu para escrevê-lo ali em cima. Em português, ficou assim: "Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América". No original, "Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan". O título já resume mais ou menos do que se trata o roteiro: um repórter do Cazaquistão que viaja aos EUA para "aprender" um pouco sobre o american way of life e, assim, melhorar a vida em seu país de origem.

O que acontece na tela é uma mistura de documentário fake com cenas reais de gente que acreditava que Sacha Baron Cohen, o ator inglês que interpreta Borat, era mesmo um repórter estrangeiro. Grosseirão, machista, tarado, anti-semita e com um sotaque sofrível, ele é capaz de causar incômodo e muito mal-estar por onde passa. O grande mérito: mostrar que os estadounidenses não precisam, e nem podem, se levar tão a sério.

O filme conta com uma das seqüências mais escatológicas e divertidas que já tive a oportunidade de ver. Aí, alguns vão perguntar: já viu "Saló" (Pier Paolo Pasolini)? Ou então: "já viu Pink Flamingos"(John Waters). Não tem como comparar. É ver para crer.

Borat virou um cult nos EUA e Europa. Humor afiado, diferente, que de tão extremo rendeu 91 telefonemas à polícia enquanto o filme estava sendo feito. Ou seja, vale muito a pena!

Um comentário:

Jo disse...

superanciosa!!! Pink Flamingos são bizarrices diferentes neh...