Os brasileiros, mesmo os mais bairristas, aprenderam a apreciar o cinema argentino - muito bem feito, sempre nas cabeças mundo afora, inclusive em premiações. Criatividade, os caras têm de sobra. Um conto chinês é mais um exemplo de roteiro enxuto, coeso, criativo e cativante. Bom, né? Nem tanto. O problema todo é quando a mira enquadra, ao invés do público, a indústria. Lamentavelmente, o filme estrelado por Ricardo Darín - espécie de Tony Ramos argentino, tipo queridão da mídia e das massas - engendra uma armadilha para o espectador.
O começo é ótimo, e tudo vai bem até os derradeiros minutos finais. Uma vez que o roteiro propõe uma situação inusitada, beirando o absurdo, o desfecho é, obviamente, valorizado. Aqui, Darín interpreta um sujeito solitário que encontra um chinês perdido no meio da estrada. A incapacidade de comunicação entre os dois é o que torna o filme divertido.
Só não precisava, mesmo, era de um desfecho tão pobre e patético, digno das piores produções hollywoodianas - nas quais sobra dinheiro, mas falta criatividade. Aqui, faltou também uma certa dose de coragem e uma pitada de ousadia. Não dá para explicar o fato sem estragar o entretenimento alheio. Porém, dá para escrever o seguinte: acabar um filme, no qual a sequência da solução para o problema inicial é a mais aguardada, do jeito que o diretor acabou é uma afronta à inteligência da plateia.
Sebastián Borensztein colocou tudo a perder. E o seu Um conto chinês acabou se tornando mais um filme aí... Mediano, como tantos outros aí...
Quinta-feira, Janeiro 26, 2012
Sábado, Dezembro 31, 2011
#99 - Stalker, de Andrey Tarkovskiy
Ver um filme de Tarkovskiy é um prazer, a mim, inenarrável! É uma viagem estética profunda, repleta de conteúdo reflexivo. Stalker é uma obra-prima, uma das películas mais densas já produzidas pela sétima arte. É ambíguo, intenso, contemplativo, provocativo. É rotulado como ficção-científica, até mesmo por ser baseado em uma obra do gênero, mas causa estranheza a quem espera seres alienígenas, naves futuristas, exoplanetas etc. Mais do que científica, trata-se de uma ficção-humanista.
O roteiro é simplesmente fantástico, nos dois sentidos da palavra. Num futuro não muito distante, que não é datado, há uma lugar no planeta na qual opera uma força alienígena que pode realizar os desejos dos seres humanos. O local, conhecido como a Zona, é isolado pelas forças armadas. A entrada é proibida. Somente os stalkers, homens com supostos poderes paranormais, podem entrar na Zona sem ter a consciência afetada. A história começa quando um stalker aceita, pela última vez, levar um professor e um escritor até lá.
O argumento trabalha em tom existencial. É colocada em xeque não só a condição do stalker, como também a legitimidade da Zona. No fim das contas, o texto é uma poesia sobre a fé e o desalento andando lado a lado. A fotografia, em preto e branco em determinadas sequências e colorida em outras, é belíssima. Como é de praxe nos filmes de Tarkovskiy, os enquadramentos são geniais, minuciosamente planejados de forma a apoiar a narrativa.
Um filmaço! Obrigatório para quem entende que o cinema pode ser um intenso e prazeroso exercício de imersão. Obrigado por isso, Tarkovskiy.
#98 - Nunca fui santa (But I'm a cheerleader), de Jamie Babbit
O título é cretino, mas o filme é ótimo! Nunca fui santa (nada a ver com a película de Marylin Monroe, mas as pessoas que traduzem títulos de filmes usam crack) é uma comédia gay que facilmente vai agradar a quem curte cinema independente criativo, independentemente da orientação sexual. Produzido por uma ativista lésbica, o argumento trata a questão com bastante irreverência, sem nunca apelar para o melodrama. A linguagem é sempre escrachada e sarcástica.
O roteiro conta a história de Megan, uma líder de torcida que leva uma vida aparentemente tranquila ao lado da família católica. É popular na escola e namora um brutamontes membro da equipe de futebol americano. Até que um dia, a família desconfia de sua sexualidade. Acabam mandando a pobre moça para uma espécie de acampamento para curar homossexuais, masculinos e femininos. Lá, Megan conhece outros jovens com as mesmas questões que ela.
O visual de Nunca fui santa é bem bacana. Esteticamente, o filme é bastante colorido. As marcações cênicas são teatrais e o exagero é tratado como recurso narrativo. Detalhe para a participação de RuPaul, famoso cantor travesti, no papel de um instrutor ex-gay. O resultado é um filme leve, divertido e diferente.
Se você é preconceituoso, só lamento.
O roteiro conta a história de Megan, uma líder de torcida que leva uma vida aparentemente tranquila ao lado da família católica. É popular na escola e namora um brutamontes membro da equipe de futebol americano. Até que um dia, a família desconfia de sua sexualidade. Acabam mandando a pobre moça para uma espécie de acampamento para curar homossexuais, masculinos e femininos. Lá, Megan conhece outros jovens com as mesmas questões que ela.
O visual de Nunca fui santa é bem bacana. Esteticamente, o filme é bastante colorido. As marcações cênicas são teatrais e o exagero é tratado como recurso narrativo. Detalhe para a participação de RuPaul, famoso cantor travesti, no papel de um instrutor ex-gay. O resultado é um filme leve, divertido e diferente.
Se você é preconceituoso, só lamento.
#97 - Skinning (Sisanje), de Stevan Filipovic
O ano não foi dos melhores para a Sérvia em matéria de cinema. O único filme a se destacar foi o polêmico A serbian film, que teve sua projeção proibida ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Skinning é um outro exemplar da terra de Petkovic. E se fosse proibido de ser exibido, por qualquer razão que fosse, não faria falta alguma.
Numa Sérvia pós-Milosevic, Novica é um jovem com futuro brilhante e talento incomparável para as ciências matemáticas. Um dia, conhece um rapaz que lhe apresenta a um grupo nacional-socialista, cujos ideais xenofóbicos e ufanistas acabam seduzindo-o. O que se vê, ao longo da projeção, é uma mudança radical na personalidade e nas perspectivas de Novica.
O problema é que o roteiro é muito ruim. Há sequências constrangedoras, como a que o professor de matemática, parado no meio da escada da escola, encontra Novica fortuitamente e faz uma mágica enquanto cita uma frase de efeito. As atuações são exageradas, as reviravoltas são previsíveis e o argumento não explora o tema de forma profunda.
Sérvios, não se abalem: Pet é ídolo.
Sexta-feira, Dezembro 30, 2011
#96 - The perfect host, de Nick Tomnay
Nick Tomnay, então um diretor inexperiente, escreveu um roteiro bem bacana para um curta, que se chamava apenas The host. Tempos depois, corajosamente, ele resolveu alongar o argumento e filmou The perfect host, longa-metragem que tinha tudo para ter um roteiro enfadonho e cansativo, uma vez que a ideia central se esgota facilmente em poucos minutos. Porém, palmas ao diretor: seu filme ficou bem bacana!
Um criminoso em fuga invade a casa de um homem aparentemente comum, fazendo se passar por um amigo de sua filha, que está em intercâmbio estudantil bem longe dali. O meliante acha que poderia facilmente controlar a situação, só que as aparências enganam. Uma reviravolta no roteiro, que vocês já devem imaginar, faz com que The perfect host seja uma excelente comédia sarcástica, com requintes de crueldade.
O destaque é, sem dúvida alguma, David Hyde Pierce no papel principal, perfeito como o tal anfitrião perfeito. Sua caracterização é espetacular! Por mais que o desfecho seja meio preguiçoso, a narrativa prende a atenção do espectador o tempo inteiro, misturando comédia com suspense.
Bem bacana!
Um criminoso em fuga invade a casa de um homem aparentemente comum, fazendo se passar por um amigo de sua filha, que está em intercâmbio estudantil bem longe dali. O meliante acha que poderia facilmente controlar a situação, só que as aparências enganam. Uma reviravolta no roteiro, que vocês já devem imaginar, faz com que The perfect host seja uma excelente comédia sarcástica, com requintes de crueldade.
O destaque é, sem dúvida alguma, David Hyde Pierce no papel principal, perfeito como o tal anfitrião perfeito. Sua caracterização é espetacular! Por mais que o desfecho seja meio preguiçoso, a narrativa prende a atenção do espectador o tempo inteiro, misturando comédia com suspense.
Bem bacana!
#95 - This film is not yet rated, de Kirby Dick
Nos Estados Unidos existe uma organização civil chamada Motion Picture Association of America, também conhecida pela sigla MPAA. É ela quem faz uma espécie de classificação indicativa de todos os filmes que são exibidos no país. Aqui no Brasil, a classificação indicativa fica por conta de um órgão público, o Ministério da Justiça. Formada por uma dúzia de pessoas ordinárias, pais de família e donas de casa sem qualquer experiência jurídica, cinematográfica ou pedagógica, as classificações do MPAA têm respaldo dos grandes estúdios, influenciando diretamente estratégias de exibição e divulgação dos filmes.
Em This film is not yet rated, o diretor Kirby Dick vai atrás dessas pessoas que julgam e ajuízam os filmes, cujas identidades são mantidas sob sigilo absoluto, como forma de resguardá-los de "pressões externas". O argumento parte de um fato tão absurdo, que o documentário acaba ganhando um tom cômico. Dick contrata uma detetive particular - que por si só já valeria um documentário, de tão interessante que é como personagem - para descobrir quem são os membros do MPAA e questionar não só a eficiência de suas decisões, mas também a base de conhecimento que possuem para interferir na indústria cinematográfica.
Só para se ter uma ideia, se um filme ganhar a sigla NC-17, No Children Under 17, que antigamente era o famoso X-Rated, nenhuma pessoa com menos de 18 anos pode entrar nas salas de cinema, mesmo que acompanhada de responsáveis. Obviamente, filmes pornográficos eram classificados com um X bem grande. Todo mundo concorda com isso. O problema foi que, quando o MPAA resolveu criar o NC-17, filmes que não continham pornografia propriamente dita, mas traziam algum conteúdo polêmico, passaram a cair nessa classificação, transformando o sistema em uma espécie de censor totalitário, controlado por uma minoria, influenciado, inclusive, por setores sociais ligados a interesses religiosos e políticos.
O título faz referência à própria situação do filme. Dick enviou um copião para a MPAA, e acabou precisando se encontrar com os membros da organização em uma reunião sigilosa. Além do roteiro ser bastante interessante, e de relevância para quem curte a sétima arte, é diversão garantida!
Em This film is not yet rated, o diretor Kirby Dick vai atrás dessas pessoas que julgam e ajuízam os filmes, cujas identidades são mantidas sob sigilo absoluto, como forma de resguardá-los de "pressões externas". O argumento parte de um fato tão absurdo, que o documentário acaba ganhando um tom cômico. Dick contrata uma detetive particular - que por si só já valeria um documentário, de tão interessante que é como personagem - para descobrir quem são os membros do MPAA e questionar não só a eficiência de suas decisões, mas também a base de conhecimento que possuem para interferir na indústria cinematográfica.
Só para se ter uma ideia, se um filme ganhar a sigla NC-17, No Children Under 17, que antigamente era o famoso X-Rated, nenhuma pessoa com menos de 18 anos pode entrar nas salas de cinema, mesmo que acompanhada de responsáveis. Obviamente, filmes pornográficos eram classificados com um X bem grande. Todo mundo concorda com isso. O problema foi que, quando o MPAA resolveu criar o NC-17, filmes que não continham pornografia propriamente dita, mas traziam algum conteúdo polêmico, passaram a cair nessa classificação, transformando o sistema em uma espécie de censor totalitário, controlado por uma minoria, influenciado, inclusive, por setores sociais ligados a interesses religiosos e políticos.
O título faz referência à própria situação do filme. Dick enviou um copião para a MPAA, e acabou precisando se encontrar com os membros da organização em uma reunião sigilosa. Além do roteiro ser bastante interessante, e de relevância para quem curte a sétima arte, é diversão garantida!
Quinta-feira, Dezembro 29, 2011
#94 - Meu melhor inimigo (Min bedste fjende), de Wolfgang Murnberger
Talvez esta resenha cause certa confusão em quem vier parar aqui através de mecanismos de pesquisa. É que existem outros dois filmes com o mesmo título em português. Esse aqui vem da Dinamarca, e conta a história de um garoto de 12 anos que, cansado de sofrer bullying, se junta a um outro amigo, igualmente azucrinado, para criar uma maneira de se defender. O que parecia uma boa ideia, acaba ganhando proporções absurdas.
O absurdo é justamente o que faz com que a metade final de Meu melhor inimigo seja fraca. O roteiro acaba escapulindo para reviravoltas exageradas, perdendo o foco. Não que seja um filme ruim - é até bastante interessante à medida que tenta mostrar a gênese de um sentimento rancoroso, que nada mais é do que a condição ideal para a instauração, quando em grande escala, de regimes totalitaristas.
As crianças mandam bem, com cenas bastante violentas que exigem uma certa maturidade dramática. Há a frieza com qual os nórdicos resolvem suas questões, o que pode gerar uma certa estranheza aos espectadores mais tropicais. Novamente, nos minutos finais a trama escorrega no quiabo, mas aí a culpa fica com o diretor Oliver Ussing - que foi, vejam só, assistente de roteiro de Lars Von Trier em Anticristo.
Oliver, preste mais atenção no Lars...
O absurdo é justamente o que faz com que a metade final de Meu melhor inimigo seja fraca. O roteiro acaba escapulindo para reviravoltas exageradas, perdendo o foco. Não que seja um filme ruim - é até bastante interessante à medida que tenta mostrar a gênese de um sentimento rancoroso, que nada mais é do que a condição ideal para a instauração, quando em grande escala, de regimes totalitaristas.
As crianças mandam bem, com cenas bastante violentas que exigem uma certa maturidade dramática. Há a frieza com qual os nórdicos resolvem suas questões, o que pode gerar uma certa estranheza aos espectadores mais tropicais. Novamente, nos minutos finais a trama escorrega no quiabo, mas aí a culpa fica com o diretor Oliver Ussing - que foi, vejam só, assistente de roteiro de Lars Von Trier em Anticristo.
Oliver, preste mais atenção no Lars...
#93 - Apenas uma vez (Once), de John Carney
Se você, que nem eu, não curte muito musicais, mas adora música, e acha que o gênero anda cambaleante, ainda mais quando misturado a relacionamentos amorosos, precisa ver Apenas uma vez. Um sopro de inteligência e sensibilidade para contar a história de um homem e uma mulher que se cruzam em um momento conturbado de suas vidas, com direito a uma trilha sonora consistente.
Tocando seu violão nas ruas de Dublin, capital irlandesa, um rapaz tenta ganhar alguns trocados decentemente. Um dia, uma imigrante para para observá-lo. Os dois trocam olhares e percebem que têm na música uma válvula de escape para seus problemas - a moça toca piano. Ao longo da projeção, o casal vai compondo e tocando canções que falam sobre suas experiências e sentimentos. Pasmem, sem qualquer pieguice, apesar das músicas serem meio tristonhas. O desfecho, contrariando a regra, é ótimo.
Ser uma produção independente ajudou Apenas uma vez a ganhar uma identidade própria. Não há qualquer amarra com a indústria musical. As gravações foram feitas com apenas duas câmeras digitais, durante três semanas e com um orçamento de 100 mil euros. Rendeu reconhecimento ao diretor John Carney, ex-integrante da banda The Frames. Os pombinhos protagonistas, Glen Hansard e Markéta Irglová, foram premiados por suas belíssimas atuações.
Bonitinho! Bom para ver a dois.
Tocando seu violão nas ruas de Dublin, capital irlandesa, um rapaz tenta ganhar alguns trocados decentemente. Um dia, uma imigrante para para observá-lo. Os dois trocam olhares e percebem que têm na música uma válvula de escape para seus problemas - a moça toca piano. Ao longo da projeção, o casal vai compondo e tocando canções que falam sobre suas experiências e sentimentos. Pasmem, sem qualquer pieguice, apesar das músicas serem meio tristonhas. O desfecho, contrariando a regra, é ótimo.
Ser uma produção independente ajudou Apenas uma vez a ganhar uma identidade própria. Não há qualquer amarra com a indústria musical. As gravações foram feitas com apenas duas câmeras digitais, durante três semanas e com um orçamento de 100 mil euros. Rendeu reconhecimento ao diretor John Carney, ex-integrante da banda The Frames. Os pombinhos protagonistas, Glen Hansard e Markéta Irglová, foram premiados por suas belíssimas atuações.
Bonitinho! Bom para ver a dois.
Quarta-feira, Dezembro 28, 2011
#92 - Trabalho interno (Inside job), de Charles Ferguson
Somos a sexta economia do mundo e continuamos galgando posições. Nada a comemorar. Na verdade, isso nada mais é do que o reflexo da crise do crédito, que começou nos Estados Unidos e foi se alastrando pela Europa, começando com os bancos islandeses. O colapso do capitalismo estava apenas começando. Em Inside job, Charles Ferguson faz uma espécie de cartilha "for dummies", explicando em linguagem simples os complexos desdobramentos da crise - da primeira fagulha, até o rescaldo do incêndio.
O material que o diretor recolheu é um valioso documento. Sua habilidade em conduzir entrevistas é espantosa. Ele consegue deixar sem graça banqueiros e diretores de grandes instituições financeiras do governo. Alguns, como um decano de uma das mais famosas (será que ainda é?) escolas de economia do mundo, chegam a gaguejar diante dos absurdos que cercam os fatos. Esse mesmo sujeito, em seu currículo, muda o nome de um artigo que, antes da crise, elogiava a solidez dos bancos islandeses. Vê-lo explicando por que o título mudou, agora criticando os pobres banqueiros da terra de Björk, chega a ser patético.
Mesmo a narração de Matt Damon e a premiação do filme no Oscar não atrapalham o tom do discurso. Por incrível que pareça, não sobra nem para o Obama. Ferguson joga a merda no ventilador. É uma aula de cine-documentário, que seria uma boa oportunidade para ensinar como criticar com contundência sem perder o foco no objeto.
O material que o diretor recolheu é um valioso documento. Sua habilidade em conduzir entrevistas é espantosa. Ele consegue deixar sem graça banqueiros e diretores de grandes instituições financeiras do governo. Alguns, como um decano de uma das mais famosas (será que ainda é?) escolas de economia do mundo, chegam a gaguejar diante dos absurdos que cercam os fatos. Esse mesmo sujeito, em seu currículo, muda o nome de um artigo que, antes da crise, elogiava a solidez dos bancos islandeses. Vê-lo explicando por que o título mudou, agora criticando os pobres banqueiros da terra de Björk, chega a ser patético.
Mesmo a narração de Matt Damon e a premiação do filme no Oscar não atrapalham o tom do discurso. Por incrível que pareça, não sobra nem para o Obama. Ferguson joga a merda no ventilador. É uma aula de cine-documentário, que seria uma boa oportunidade para ensinar como criticar com contundência sem perder o foco no objeto.
#91 - Os Smurfs, de Raja Gosnell
Os Smurfs eram famosos na minha infância. Um dos meus desenhos preferidos, mesmo com um sem número de esquisitices e interpretações convexas. Por exemplo, o Gargamel é um sujeito esquisitão que quer cozinhar em água fervente pequenos seres azuis que vivem em cogumelos. Doideira. Para isso, vai à floresta catar os fungos nos quais eles vivem. Suspeito. Além disso, só há uma mulher entre os smurfs, a Smurfette. Estranho. E é o primeiro desenho animado, que tenho lembrança, com um personagem assumidamente homossexual, o Vaidoso.
O filme é passado em Nova York, quando seis deles fogem de Gargamel após Desastrado estragar uma comemoração no vilarejo dos smurfs. Agora, eles precisam achar um jeito de voltar para casa. Num mix de animação com atores reais, o resultado até que é satisfatório. O grande destaque, sem dúvida nenhuma, é Hank Azaria, talvez o melhor ator da atualidade para papéis de vilões. Seu Gargamel é hilário para os adultos e assustador para as crianças, ao mesmo tempo. Irretocável!
A Duda gostou tanto, que foi uma verdadeira batalha para conseguir aquela porcaria de Mc Lanche Feliz com a boneca da Smurfette - que, obviamente, era a mais difícil de se conseguir. A pequena acabou se contentando com o Gênio mesmo.
O filme é passado em Nova York, quando seis deles fogem de Gargamel após Desastrado estragar uma comemoração no vilarejo dos smurfs. Agora, eles precisam achar um jeito de voltar para casa. Num mix de animação com atores reais, o resultado até que é satisfatório. O grande destaque, sem dúvida nenhuma, é Hank Azaria, talvez o melhor ator da atualidade para papéis de vilões. Seu Gargamel é hilário para os adultos e assustador para as crianças, ao mesmo tempo. Irretocável!
A Duda gostou tanto, que foi uma verdadeira batalha para conseguir aquela porcaria de Mc Lanche Feliz com a boneca da Smurfette - que, obviamente, era a mais difícil de se conseguir. A pequena acabou se contentando com o Gênio mesmo.
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