Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

#12 - Tokyo!, vários diretores


Três dos diretores mais inventivos da atualidade se uniram num projeto que tinha como objetivo filmar três histórias ambientadas em Tokyo. Uma das cidades mais cosmopolitas do planeta, com a geografia estreita e a tecnologia onipresente, serve de pano de fundo para que Michel Gondry, Leos Carax e Joon-ho Bong, nessa ordem, perturbem as tradições e mitos nipônicos. Através de uma linguagem que mistura o realismo fantástico a questionamentos existencialistas, o resultado é arrebatador.

No primeiro episódio, Gondry aproveita a arquitetura claustrofóbica e a falta de perspectiva juvenil pra contar a história de uma garota que, acusada de não ter um objetivo na vida, começa a se transformar em uma cadeira. Leos Carax vai fundo na questão do olhar estrangeiro e mostra uma criatura que vive nos esgotos, o Sr. Merde, da qual os japoneses morrem de medo. Detido pela polícia, o único que pode defendê-lo é um advogado francês que entende o seu estranho dialeto. Joon-ho Bong é quem faz o episódio mais marcante, sem dúvida alguma. Tomando como argumento o fenômeno regional dos hikikomoris, que optam por levar uma vida reclusa em seus próprios quartos, ele conta a história de um homem que se apaixona por uma estranha entregadora de pizza.

Todos os episódios, apesar da média de 40 minutos de duração, têm o roteiro muito bem trabalhado. Cada diretor sabe fazer render o que tem de melhor: Gondry, com a subversão das leis físicas e o descompromisso com a realidade; Carax, com o estranhamento humanista através do grotesco; e Bong, demonstrando a capacidade de transgressão do novo cinema coreano num tema que não envolve a violência, e sim o amor.

Três parágrafos e três bons motivos para ver Tokyo!

Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

#11 - O terceiro tiro (The trouble with Harry), de Alfred Hitchcock)


Semana passada, fui me esconder da civilização lá na Serra da Bocaina. Trilhas em mata primária, lindas cachoeiras, paisagens de tirar o fôlego e uma paz... Fiquei hospedado na espetacular Pousada da Terra, um recanto digno de nota. Simples, mas sem perder o charme. Tudo lá é de um bom gosto ímpar, da decoração dos chalés à comida oferecida. Como não há entretenimento por perto (e nem é preciso...), alguns quartos são equipados com DVD. A pousada oferece uma videoteca de alto nível. Fiquei realmente impressionado.

Depois de um dia de extensa caminhada, após ter me embasbacado com a Cachoeira do Bracuí, resolvi levar para o quarto O terceiro tiro, de 1955, um dos filmes do mestre Hitchcock que ainda não havia conferido. Porém, cansado, dormi nos 10 minutos iniciais. Tentei vê-lo, então, na noite seguinte. Aconteceu a mesma coisa: 28 minutos depois já estava de olhos fechados. Então, quando cheguei ao Rio, providenciei uma cópia.

O filme começa com um capitão aposentado que acredita ter acertado um tiro num misterioso homem, o tal Harry, enquanto caçava coelhos. Na tentativa de ocultar o cadáver, acaba envolvendo todo o povoado em um complicado e divertido plano para despistar a autoridade local. Aos poucos, os envolvidos vão entendendo não somente quem é o morto, mas quem são seus próprios vizinhos.

A fotografia é incrível, ajudada pela bela locação, em Vermont. O elenco, com debut de Shirley MacLaine, é bastante afiado. Os planos bem estudados, marca registrada do diretor, estão lá. O grande destaque, no entanto, fica por conta da trilha sonora composta por Bernard Herrmann, em seu primeiro trabalho ao lado de Hitchcock.

Um filme simples, mas inesquecível por causa da perfeição dos detalhes. Exatamente como o meu fim de semana na Bocaina.

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

#10 - Ah... o amor! (Ex), de Fausto Brizzi


Estreia hoje no circuito carioca, após semanas de pré-estreias, a comédia romântica italiana Ah... o amor!, que foi aclamada pela crítica e pelo público da Itália. Porém, trata-se de uma tentativa de comédia romântica hollywoodiana das piores. Abaixo vocês podem ler o que eu escrevi para a Revista Programa, do Jornal do Brasil.

Tinha tudo para dar certo. A julgar pela tradição da comédia italiana, que sempre proporcionou boas risadas através das lentes de mestres como Mario Monicelli, Ettore Scola e Dino Risi, o argumento de Ah... o amor! parece promissor. O filme, conta a sinopse, começa onde todas as comédias românticas param: na troca de juras de amor eterno. No entanto, o resto é mais do mesmo. O diretor Fausto Brizzi se afasta de quaisquer referências cinematográficas do seu país de origem e entrega uma produção italiana com pretensões hollywoodianas. O resultado é constrangedor.

Quase tudo em Ah... o amor! é artificial e forçado. O roteiro abusa não somente dos clichês típicos ao gênero, mas utiliza-se de incontáveis ícones da cultura pop para falar de desilusões amorosas e de destinos que se cruzam. O desfecho, preguiçoso, traz com didatismo pueril uma lição de vida prosaica. Montagem, cenografia, diálogos e até a trilha sonora se tornam uma mera tentativa de espelhar o que de pior já foi produzido pela indústria cinematográfica em termos de comédia romântica. Nem a atuação irrepreensível de Fabio De Luigi, na pele de um sujeito perseguido pelo ex de sua namorada, consegue salvar o filme.

Frustrante.

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

#9 - Battle Royale, de Kinji Fukasaku


Em um futuro não muito distante, a economia japonesa está na lama, o desemprego cresce a taxas alarmantes e o sistema educacional entra em colapso. Jovens rebeldes e problemáticos se recusam a seguir os programas letivos e aumenta a evasão escolar. Os adultos, temendo que a situação piore, aprovam um ato chamado Battle Royale, no qual uma turma de oitava série é sorteada e levada a uma ilha deserta. Lá, recebem uma mochila com armas e provimentos. Durante três dias, eles precisam matar uns aos outros. Aquele que sobreviver fica livre para ir para casa. Este é o argumento de um dos filmes mais polêmicos da Terra do Sol Nascente.

Battle Royale é baseado num controverso mangá que causou celeuma entre os japoneses mais conservadores. Organizações políticas tentaram a todo custo bani-lo do país, mas malograram. A polêmica serviu para aguçar ainda mais a curiosidade das pessoas - que lotaram os cinemas para ver a adaptação cinematografica dos quadrinhos. Mais uma vez, houve tentativa de boicote. Que, mais uma vez, malogrou.

De fato, Battle Royale é bastante violento. O que se vê na tela são jovens uniformizados matando seus colegas de classe com armas sortidas. Tem machado, foice, aparelho de dar choque, veneno, revólver e até metralhadora. O diretor Kinji Fukasaku, no entanto, soube trabalhar bem o argumento. Durante quase duas horas de projeção, o ritmo se mantém alucinante. A contagem de corpos não para!

O bacana é que, em meio à carnificina, os jovens continuam experimentando as angústias e frustrações da adolescência. Paixões são desveladas, traições são descobertas e mentiras são confessadas. Tudo isso contribui para deixar o filme ainda mais esquisito e diferente - ou seja, ainda mais interessante. O ponto alto é, sem dúvida alguma, a presença do mestre Takeshi Kitano no elenco. Ele interpreta o professor que coordena a batalha. Sua caracterização é perfeita, cheia de sarcasmo.

Cogitou-se a hipótese de um remake rodado nos Estados Unidos. Não foi para frente. Alguns dizem que a Toei, responsável pelos direitos do filme, não concordou com as condições impostas pelos estúdios de Hollywood. Porém, como bem lembrou um amigo meu, não pegaria bem filmar jovens estadunidenses em idade escolar metralhando os colegas...

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

#8 - Schlock! - The secret history of american movies, de Ray Greene


Schlock é um termo em inglês para tudo aquilo que foge do convencional. Por isso mesmo, foi o título escolhido para este documentário sobre o exploitation produzido nos Estados Unidos. Durante uma hora e meia, grandes nomes ligados ao gênero contextualizam as obras e tentam definir o que de fato é exploitation - termo que, por sua vez, vem do verbo exploit, que significa abusar, explorar, exagerar.

O roteiro mostra como o exploitation foi influenciado pela contracultura. Tem o marco inicial com o clássico Reefer madness, aquele filme escalafobético que alertava os jovens da década de 30 sobre os perigos da maconha. A partir daí, todas as vertentes do gênero são contextualizadas, como o sexploitation, o nudie camp e o nudie cutie.

Muita gente boa presta depoimento, muitas imagens de arquivo são mostradas e muitos filmes até então desconhecidos são desengavetados. Porém, Schlock! não é tão bem montado, e pode ser cansativo para quem não tem interesse na história do exploitation. Para mim, valeu a pena.

Já estou providenciando vários títulos que não conhecia!

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

#7 - Memória do saqueio (Memoria del saqueo), de Fernando Solanas


Fernando "Pino" Solanas é um dos grandes nomes do cinedocumentário argentino, com forte militância frente as causas políticas e sociais. Sua cinebiografia é extensa e marcada por filmes corajosos, ousados e bem montados. Memória do saqueio, também conhecido como Genocídio social, doc de 2004, relembra e contextualiza os anos que antecederam a maior crise socioeconômica que nossos hermanos atravessaram. Lembra daqueles panelaços pelas ruas de Buenos Aires?

Afundada em dívidas e repleta de credores internacionais, a Argentina de terras outrora ricas, se via arrasada por políticas ditas democráticas, mas que cada vez mais se afastavam de vínculos sociais. A contração de uma dívida externa de cifras astronômicas e o controle do capital por meio de acordos escusos entre o governo e as corporações permitiu o alastramento da corrupção. Resultado: desemprego, fuga de capitais e enfraquecimento do estado. Para Pino, Carlos Menem foi o grande vilão da história, aquele que afundou de vez o seu país num mar de lama.

Alçado ao poder pelo partido neoperonista, Menem prometeu um programa de governo voltado para as causas sociais. Porém, pouco tempo depois, leiloava a preço de banana estatais argentinas lucrativas, como a YPF. Inclusive, meses após a privatização, abriram um posto de gasolina com bandeira da YPF aqui perto de casa. Um ano depois da inauguração, o que restava era apenas o esqueleto do que foi um posto, com mato alto e instalações depredadas e abandonadas.

Memória do saqueio é muito bem produzido. Enquanto a câmera passeia livremente pelos suntuosos palácios do executivo, do legislativo e do judiciário argentino, Pino vai narrando os fatos. Há um excelente e rico material de arquivo, com imagens de manifestações, confrontos e até mesmo as gafes dos estadistas envolvidos nos escândalos. Pino mostra que o estrago, desde o período ditatorial, foi grande. A cicatriz ainda está aberta.

Prova disso é a notícia que ganhou as manchetes dos principais noticiários internacionais na semana passada. O então presidente do BC argentino se afastou do cargo em meio à polêmica decisão de não usar os recursos do governo para pagar a enorme dívida interna do país - fruto, obviamente, das constantes políticas de achatamento.

Um belíssimo documento para entender como o neoliberalismo promove, a seu modo, um genocídio social.

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

#6 - Onde vivem os monstros (Where the wild things are), de Spike Jonze


Era tudo o que eu esperava. Spike Jonze é um sujeito que tem uma percepção do cinema que deveria ser mais difundida por aí. Em seu mais novo trabalho, ele aproveita tudo o que a linguagem cinematográfica pode oferecer para dar movimento a uma narrativa. Mais do que ousadia, isso se chama bom senso. Em Onde vivem os monstros a técnica é perfeitamente dosada com a criatividade. Saí da sala de projeção com a convicção de que é para isso que existe a sétima arte: através da ousadia, permitir que os olhos possam ir o mais além possível da tela.

O filme é uma adaptação de um famoso livro infantil - que só agora ganhou uma edição em português - escrito pelo também ilustrador Maurice Sendak. O personagem principal é Max, um menino cuja imaginação o permite criar histórias fantásticas. Porém, sem ter com quem compartilhá-las, acaba tendo que enfrentar uma solidão forçosa. Um dia, se revolta com a mãe e foge de casa. Vai parar, então, em um mundo habitado por enormes criaturas, das quais vira rei.

O interessante é observar que em momento algum, no livro e no filme, as criaturas são chamadas de monstros. São coisas. Erro da tradução. Coisas selvagens, sobre as quais não se tem controle, a não ser que haja um rei, uma consciência. Cada uma das criaturas, selvagens por vagarem livremente, sem comando, representa um traço da personalidade humana. Max, o protagonista, tenta a todo custo fazer com que todos os seus monstros convivam em paz.

As criaturas são realmente impressionantes. Humanizadas, são capazes de dialogar com o espectador sem exageros cartunescos. Sofrem, choram e se irritam. As discussões entre elas e Max são firmes, angustiantes, emocionantes e até mesmo, em certas sequências, perturbadoras. O tom de medo e melancolia está presente em cada linha. Contribuem para a narrativa uma fotografia extremamente bem cuidada, com luz e sombra bem trabalhadas, e uma trilha sonora original de se tirar o chapéu, composta por Karen O, a líder dos Yeah Yeah Yeahs.

Segundo notas da produção, Jonze se desentendeu com a Universal, primeiro estúdio a bancar a empreitada. Foi então para a Warner, que também não achou muita graça no primeiro corte do filme, uma vez que esperava um produto com mais apelo familiar. Ainda assim, Jonze bateu o pé e montou uma obra que esteticamente se assume para públicos mais maduros, mesmo que, lá no fundo, trate da imaturidade.

Ainda que a carga dramática se acentue perto do desfecho, Onde vivem os monstros emociona o espectador pelo conjunto da obra, e não por cenas pontuais. Meus olhos, por exemplo, ficaram marejados durante as sequências mais agitadas. Prova de que o cinema pode, quando bem intencionado, emocionar sem clichês baratos.

E lá vai Spike Jonze contando uma história... É para isso que serve o cinema.

Isso é cinema!

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

#5 - Amor sem escalas (Up in the air), de Jason Reitman


Só ouço e leio elogios ao filme que venceu o Globo de Ouro de Melhor Roteiro. Na minha opinião, Amor sem escalas tem uma simplicidade que soa pedante demais. É bem feito, sem dúvida. Mas malogra porque tenta, a todo momento, um certo requinte estético e dramático que os bons filmes simples dispensam. Filme simples com George Clooney no elenco? Já não havia gostado de Juno. Entendi, afinal, que não gosto mesmo é do estilo de Jason Reitman. Segue minha resenha.

O novo filme de Jason Reitman segue a cartilha que fez de Juno um sucesso de bilheteria. Amor sem escalas é uma narrativa cômica entrecortada por fortes doses de melancolia. Em comparação ao trabalho anterior, muda o argumento, mudam os personagens, mas permanece uma espécie de simplicidade dramática pretensiosa demais.

George Clooney interpreta um sujeito que viaja os EUA demitindo pessoas. Acostumado com aeroportos e hotéis, vê como privilégio o fato de poder manter à distância os relacionamentos interpessoais. Porém, tudo muda quando conhece uma mulher com os mesmos hábitos. Logo, começa a questionar seu modo de vida e a repensar seus valores.

Apesar do forte ensejo, o roteiro não cai em clichês. Por outro lado, também não propõe saídas criativas. Apesar de ser um trabalho bem executado e sensível, Amor sem escalas é linear demais. Não decola como comédia, nem como drama. Culpa da tal simplicidade imposta pelo estilo de Reitman, que não deixa a história ganhar contornos mais fortes. Até mesmo as atuações, engajadas, se mantêm num nível abaixo do que poderiam render.

#4 - O fada do dente (Tooth fairy), de Michael Lembeck


Sexta-feira é dia de estreias e resenhas. Por aqui e também lá na Revista Programa. Nesta semana, são dois novos filmes resenhados. Como Jack, o Estripador, vamos por partes. O primeiro é uma comédia infantil tão ridícula, mas tão ridícula, que me fez cair na gargalhada. Realmente me diverti assistindo a O fada do dente. Quem tiver que levar a molecada ao cinema, esse é o filme. Segue o que escrevi lá no JB.

Como a maioria dos filmes para crianças, O fada do dente trabalha com a velha e enfadonha máxima da importância de acreditar nos sonhos, um tema universal. Porém, o roteiro utiliza como alegoria dois assuntos distantes do cotidiano da criançada brasileira: o hockey no gelo e a crença de que uma fada troca um dente deixado debaixo do travesseiro por um dólar. Além disso, a história é absurdamente patética - mas é justamente isso que torna o filme engraçado.

Dwayne Johnson, uma montanha de músculos, interpreta um truculento jogador de hockey que tem como marca registrada deixar os adversários com a arcada dentária desfalcada. No dia em que destrói os sonhos de uma menina, é intimado a servir como uma verdadeira fada do dente. Por não ter como ser levado a sério, o filme acaba provocando boas risadas não somente na molecada, mas também nos adultos.

O diretor Michael Lembeck consegue extrair boas atuações de seu elenco, criando sequências bastante divertidas. Os diálogos são bem trabalhados e as piadas funcionam. De quebra, uma participação especial de Julie Andrews no papel da chefe das fadas.

Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

#3 - Assalto ao trem blindado (Quel maledetto treno blindato), de Enzo Castellari


O cinema de Quentin Tarantino sempre foi recheado de referências à gêneros, cineastas e correntes das mais diversas. Seu último grande sucesso de bilheteria, o arrebatador Bastardos Inglórios tem um pé num filme italiano de 1978 chamado, no original, Quel maledetto treno blindato - que por aqui ficou conhecido como Assalto ao trem blindado. Em inglês, ganhou o nome de Inglorious Bastards, que difere do título de Tarantino por uma letra e. Dirigido por Enzo Castellari, um dos grandes nomes do exploitation italiano, o roteiro faz graça da Segunda Guerra Mundial, transformando militares amorais em heróis.

Tudo começa na França, quando um caminhão repleto de desertores estadunidenses, afastados do exército aliado por mau comportamento, sofre uma emboscada das tropas nazistas. Um grupo de cinco deles, com habilidades bem distintas, consegue fugir. Porém, são confundidos com os integrantes de um esquadrão de elite que deve interceptar um trem que transporta uma potente arma de guerra. Obviamente, os cinco homens têm seus métodos nada convencionais para resolver os problemas.

Castellari trabalha muito bem os personagens e constrói boas sequências. Bo Svenson, protagonista metido a galã dos Bastards italiano, também está no elenco dos Basterds de Tarantino. Assalto ao trem blindado mais parece um spaghetti bélico, com direito a frases de efeito, explosões e pitadas de sarcasmo. Porém, o mais bacana é ver uma tropa de estadunidenses falando... italiano! Até mesmo quando são perguntados se falam inglês, o que se escuta como resposta é o italiano. Bem divertido!

Mais uma vez, Tarantino bebeu em fontes da melhor qualidade!